Quinta-feira, Fevereiro 07, 2008
Eu olho no espelho e vejo muitas coisas
Vejo coisas que eu gosto, como o meu sorriso. Esse eu não economizo mesmo, é minha marca registrada! Ele ilumina meu rosto e transparece um pouco da minha alma. Por vezes encabulados, por vezes escancarados, mas sempre amplos, em lábios carnudos. Refletem o bom humor que acho fundamental nas pessoas em seu dia-a-dia. Quando sou elogiada por ele então...fico radiante! Vejo olhos cor de mel..capazes de olhares doces, como a cor, ou fulminantes, pelo tanto que sou invocada (mal de ser baixinha, não conheço uma que não seja). A cor também varia, tanto quanto o humor: em dias claros, de muito sol, o esverdeado se sobressai e tem quem jure que tenho olhos claros, mas sei os meus limites, rs. Vejo uma pele aveludada e macia, a acho bonita e boa pra minha idade. Relutei ao máximo que pude o uso de cremes, mas enfim, cedi......afinal não posso renegar o amadurecimento. As vendedoras de cosméticos agradecem a nova cliente fiel. Vejo feições delicadas, ares de menina, e também traços fortes, de mulher. Um nariz arrebitado, que me agrada, apesar de por vezes me deixar com jeito de metida.
E também vejo coisas que eu não gosto, claro. Vejo as marcas das espinhas que me perseguiram na juventude, especialmente no queixo....as raízes brancas do cabelo, cuja despigmentação começou muito cedo, numa nada agradável herança de mamãe. Vejo o estrago feito por meu cabeleleiro e sinto saudades imensas dos meus cachos (mas vejo eles crescendo, timidamente, na raiz, e me alegro demais!). Vejo pés de galinha que em alguns dias se assemelham à pés de avestruzes, de tão imensos, e uma oleosidade que irrita, além de sair em todas as fotos com um destaque pavoroso.
Mas sabe o que no geral, vejo? Uma mulher forte, que aprendeu a lidar com os obstáculos que não foi capaz de transpor. Uma mãe atenciosa e dedicada, que não mede esforços pra fornecer ao filho tudo aquilo que não teve. Uma menina dengosa, sempre pronta a um carinho aconchegante....É essa mistura que se revela, diante do espelho. Com seus receios, fragilidades e inseguranças, como qualquer pessoa, mas com coragem e sabedoria, que nos fazem tocar o barco em frente....sem medo de lutar pra ser feliz. E que segue....sorrindo sempre! :)
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Sábado, Janeiro 12, 2008
Um bom começo
Feliz 2008!
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Segunda-feira, Dezembro 31, 2007
Um aceno!
Depois de meio ano de silêncio, resolvi postar no último dia do ano, no velho e bom estilo "antes tarde do que nunca", não é...e tudo porque fiquei doente e senti o quanto a gente só dá valor a certas coisas quando a perdemos (no caso, a saúde). Como esse blog é a minha página inicial e o meu portal de navegar (pois tem todos os links que normalmente uso) o vejo todos os dias, assim congelado, portanto nem posso dizer que senti saudades. Mas de postar sim! Criei um bloqueio mental pra isso, porque quanto mais o tempo passava mais eu achava que deveria escrever algo épico, grandioso, fabuloso, que marcasse a volta: mas que besteira, hahaha! Então fazendo um belíssimo mea culpa, deixei de lado uma exigência tão alta comigo mesma e olha só, vou publicar um texto que nem é meu, mas que eu adorei. Recebi por e-mail e não tenho sequer a autoria do texto, mas lá vai:
Sempre odiei o que a maioria das pessoas fazem com os seus MSN’s. Não estou falando desta vez dos emoticons insuportáveis que transformaram a leitura em um jogo de decodificação, mas as declarações de amor, saudades, empolgação traduzidas através do nick.
O espaço "nome"foi criado pela Microsoft para que você digite o nome que lhe foi dado no batismo. Assim seus amigos aparecem de forma ordenada e você não tem que ficar clicando em cima dos mesmos pra descobrir que "Vendo Abadá do Eva e ASA de Águia"é na verdade o micareteiro do Tiago Carvalho, ou "Ainda te amo Pedro Henrique !"é o MSN da Marcela Cordeiro. Mas a melhor parte da brincadeira é que normalmente o nick diz muito sobre o estado de espírito e perfil da pessoa.
Segue alguns exemplos bem comuns, que com toda certeza você já viu no seu MSN.
"A-M-I-G-A-S, o fim de semana foi foda!!!" acabou de entrar.
Essa com certeza, assim como as amigas piriguetes, terminou o namoro e está encalhadona. Na semana anterior estava com o nick "O fim de semana promete", apenas com intuito de mostrar pro ex e pros peguetes que tem vida própria que ela irá fazer algo no fim de semana, mas a única coisa que fez, foi encher o rabo de Skol e ficar invejando suas próprias amigas que dançavam e chamavam mais atenção que ela.
"Polly em NY"acabou de entrar.
Essa com certeza quer que todos saibam que ela está em uma viagem bacana.
Tanto que em breve colocará uma foto da 5ª Avenida no Orkut escrito "Eu em Nova Yor". Por que ninguém bota foto de uma viagem feita a Caculé em São João no Orkut?
"Quando Deus te desenhou ele tava namorando" acabou de entrar.
Essa pessoa provavelmente não tem nenhuma criatividade, gosto musical e interesse por cultura.Só ouve o que está na moda e provavelmente seu próximo nick será o novo hit do Latino.Normalmente coloca trechos como"Diga que valeuuu" ou"O Asa Arreia "na época do Carnaval!
"Por que a vida faz isso comigo?" acabou de entrar.
Quando essa pessoa entrar bloqueie imediatamente. Está depressiva porque tomou um pé na bunda e irá te chamar pra ficar falando sobre o ex.
"Maria Paula ocupada pra caralho" acabou de entrar.
Se está ocupada pra caralho, por que entrou ??? Sempre que vir uma pessoa dessas entrar, puxe qualquer papo furado, ela não vai resistir à janelinha piscante e vai mandar o trabalho pra verdadeira casa do caralho!
"Paulão, quero você acima de tudo" acabou de entrar.
Essa aí está cega de amor, não tem mais amigas, apenas o Paulão! Não puxe assunto com essa pessoa, ela só falará sobre o tal do Paulão e pedirá conselhos para que a sua própria relação melhore ainda mais...
"Maryzinha no banho" acabou de entrar.
Considerado um dos piores! Ninguém quer saber se você tá cagando, tomando banho ou vendo vídeos pornô no PC! Fique longe desse tipo de pessoa, costumam ser muito faladeiras, a cada mensagem sua ela envia 12 como resposta...
"Galinha que persegue pato morre afogada" acabou de entrar.
Essa ai tomou um perdido do namorado na noite anterior e descobriu que ele passou o resto da noite é com outra! Quando está de bem com a vida, costuma usar outros nicks-provérbios de Dalai Lama, Lair de Souza e etc.
"VENDO ingressos para a Choppada, Camarote Vivo Festival de Verão, ABADÁ DO EVA, Bonfim Light, bate-volta da vaquejada de Serrinha e LP" acabou de entrar.
Essa pessoa está desesperada pra ganhar um dinheiro extra e acha que a janelinha de 200 x 115 pixels que sobe no meu computador é espaço publicitário.
"Me pegue pelos cabelos, sinta meu cheiro, me jogue pelo ar, me leve pro seu banheiro…" acabou de entrar.
Sempre usa um provérbio, trecho de música ou nick sedutores. Adoram usar trechos de funk ou pagode com duplo sentido. Está há 6 meses sem dar um tapa na macaca e está doida pra arrumar alguém pra fazer o servicinho. Resumindo, tá na seca? Puxa assunto porra!
"Danny Bananinha" acabou de entrar.
Quer de qualquer jeito implacar um apelido para si própria, mas todos insistem em lhe chamar de Melecão, sua alcunha de escola. Adora se comparar a celebridades gostosas, botar fotos tiradas por si mesma no espelho com os peitos saindo da blusa rosa. Quer ser famosa. Mas não irá chegar no máximo a figurante do Linha Direta ou Zorra Total.
Ótimo não? Se bem que faltou assim, um desfecho, um toque final...vai ver que o e-mail cortou. Quem sabe até estivessem lá os créditos...enfim....
Acho que é o tio de situação que todo mundo vivencia no msn. Eu uso frases tb, mas sempre DEPOIS do meu nome, entre parênteses, pois acho ridículo vc ter que obrigar a pessoa a descobrir quem vc é pelo e-mail ou esperar carregar a foto! E claro, as frases sempre dizem muito do meu estado de espírito. Além de ser um ótimo meio de comunicação: coloque algo enigmático e aquelas até pessoas que nunca conversam com vc virão perguntar do que se trata, hahahaha.
Bom, era isso. Depois de 6 meses de silêncio, talvez eu não tenha leitores aos quais desejar, mas mesmo assim me arrisco: um feliz 2008!!!!! Sobretudo, com muita, muuuuita saúde!!!!
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Sábado, Junho 30, 2007
Todos juntos somos fortes
Uma das coisas que eu mais gosto de fazer em minha vida profissional é ser um elo da REABS, a Rede de Educação Ambiental da Baixada Santista, da qual sou uma das fundadoras. É a realização de um sonho, que se tornou incrivelmente maior do que eu pensava! É algo de que realmente me orgulho.
Na reunião passada o Bruno indicou meu nome para criar um depoimento sobre a formação do Coletivo Educador, e eu, claro, aceitei. Escrever coisas usando sentimentos é comigo mesmo, rsrsrsrsrs
E como faz tempo que não publico aqui, aproveito a oportunidade pra compartilhar o texto com vocês. Espero que gostem e me perdoem a ausência....
Depoimento
Tudo começou de forma muito simples: éramos um grupo de educadores que trabalham em Parques e Zôos da Baixada Santista e que estavam interessados em conhecer os projetos uns dos outros. Logo percebemos que não tínhamos apenas atividades em comum, mas que partilhávamos das mesmas dificuldades, os mesmos anseios, sonhos, desejos. Não apenas conhecer um ao outro, queríamos fazer algo para modificar essa realidade em que vivemos. Assim surgiram as primeiras reuniões, com discussões sendo feitas entre goles de café e pacotes de bolachas. Mais do que experiências e vivências, estávamos trocando uma energia tão boa que já não podíamos esperar até a reunião seguinte: tínhamos que dar um jeito de nos manter em contato na correria do dia-a-dia...Foi quando surgiu a Rede de Educação Ambiental da Baixada Santista (REABS), na Internet. Mais pessoas e instituições vieram: escolas, ONGs, secretarias, associações, universidades entre outros. Então se fez necessário articular encontros maiores que nossas reuniões quinzenais. Em um ano, 3 grandes encontros propiciaram o estabelecimento, fortalecimento e expansão da rede. Conseguimos apoios importantes nos governos estadual e federal, que nos deram visibilidade, criamos um grupo de estudos para aprofundar nossos conhecimentos e entender a vivência em rede. Então reunimos esforços para uma nova jornada: o Coletivo Educador. Foi uma satisfação sermos aprovados na chamada pública do Ministério do Meio Ambiente, mas sabemos que isso foi apenas o começo da nova fase. E apesar de ainda não termos com clareza os limites entre rede e coletivo, sabemos que o mais importante já foi conquistado: a consolidação deste grupo não mais de apenas agentes da Educação Ambiental, mas de parceiros integrados, motivados e sintonizados, unidos por laços de admiração, respeito e carinho. Desta força surgirão as respostas necessárias para seguir em frente! Pois como diz a canção.....
Todos juntos somos fortes
Somos flecha e somos arco
Todos nós no mesmo barco
Não há nada a temer
Ao meu lado há um amigo
Que é preciso proteger
Todos juntos somos fortes
Não há nada para temer!
(Todos juntos – Enriquez Bardotti e Chico Buarque)
E no mundo dizem que são tantos saltimbancos como somos nós...............
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Terça-feira, Maio 29, 2007
Não se perde o que não se tem
"Então estou perdendo você mesmo?" disse ele. E embora eu não esboçasse nenhum sorriso, achei engraçado ouvir isso de um ex-namorado. Mais de dois anos de rompimento e ele ainda tem um certo sentimento de posse que certamente não deveria existir. Mas se existia, eu tinha minha parcela de culpa, por algumas vezes permitir que ele me procurasse, embora eu jamais tivesse procurado ele novamente. Eu e a minha dificuldade em dizer não...quantas saias justas isso já me rendeu...
Desta vez não, eu estava decidida a não ceder mais e por isso, não foi tão difícil argumentar. Ele fizera do mesmo jeito de quando namorávamos, o mesmo jeito pelo qual o namoro não deu certo. E se não deu certo na época em que eu era completamente apaixonada por ele, porque daria agora, quando a única coisa que poderia nos ligar seria uma carência afetiva? Foi justamente o sanar (pelo menos em parte) dessa carência que me fez olhar para ele e dizer, de maneira muito serena, que não voltasse mais a me procurar. Ele ainda tentou fazer uma chantagenzinha emocional, com palavras doces e um olhar de súplica digno de um cão perdido do dono (ou do gato de botas do Shrek, vai vendo!!!!), mas minha segurança prevaleceu. Não sou um pombo para viver de migalhas, não fico bem em sua estante, nem me contento em relembrar bons tempos.
Ele parecia não acreditar que eu estava firme diante de todo o charme cuidadosamente derramado sobre mim. Numa cartada final, disse que estaria lá no nosso lugar, no horário de sempre, me esperando. Que era preciso continuar aquela conversa de um outro jeito, que eu estava sendo dura demais. Longe do meu local de trabalho e num lugar marcante para nós dois ele achou que poderia me persuadir.....Ele é um homem envolvente, ciente de sua beleza, não acostumado a ouvir nãos e talvez por tudo isso, esteja muito mais de ego ferido do que com saudades de mim propriamente dizendo. Eu disse adeus e disse que ele perderia seu tempo se fosse lá, porque eu não iria, como realmente não fui. Quando retornei para minha sala, alguns amigos me aguardavam com a seguinte pergunta: "e aí, beijou ou chutou?" E eu com um sorriso estampado no rosto, contei cada detalhe a eles!
Sabe, gostar de si mesmo não é tão difícil assim, hehehehehe
Pouco tempo depois, na minha caminhada pela praia, ouvindo rádio, dei de cara com uma música nova do Jota Quest que traduzia literalmente o que eu sinto em relação a tudo isso:
Já Foi
Jota Quest
Composição: Wilson Sideral
Eu sempre quis fazer você feliz
Às vezes me deixava pra outra hora
Eu sempre quis falar o que eu sentia
Mas dessa vez foi o silêncio
Que falou por mim
Eu sempre me esforcei pra te incentivar
Tua falta de carinho me detinha a intenção
Eu sempre te deixei bem à vontade
Mas tua falta de vontade
Me desmotivou
Refrão:
Quer saber?
Já Foi
Vou cuidar
De mim
Quer saber?
Eu quero alguém pra dividir
Gostar de quem gosta de mim
Eu sempre acreditei muito em nós dois
Primeiro em você, depois em mim... Éramos nós
Eu sempre quis fazer a minha parte
Mas você não faz mais parte
Da metade de nós dois
Refrão 2 vezes
Falado:
Yeah...
E quanto vale o tempo todo que vivemos
Correndo atrás dos sonhos
Pra viver só de amor
E quanto a gente paga pelos sonhos que deixou?
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Segunda-feira, Abril 30, 2007
Feriado e alegrias prolongadas
Imagine um final de semana onde você esteja cercado de amigos, passeando com eles, dando muitas risadas, se divertindo a cada instante, saindo um pouco da rotina: foi assim que passei os dois últimos dias! O convite de Edivaldo e Marlene já havia sido feito há muito tempo, e resolvemos aproveitar que o querido Ivan está em férias (pois é de todos nós, o de agenda mais cheia) para então marcarmos o tão esperado passeio. Conhecemos a doce Koly, namorada de Ivan, de quem ele tanto fala nos últimos tempos , e juntamente com Tiago, meu filhote, fomos ao zôo, onde passamos uma tarde muito agradável. Olha que o passeio foi cansativo, pois fizemos em meio período o roteiro que se leva um dia todo para percorrer com calma, mas mesmo assim ninguém desanimou, seja pelo bom humor da turma, seja pelo clima agradável (nem quente demais, nem frio demais). Sabe quando você se sente acolhido, querido, confortável? Era bem essa a sensação compartilhada ali. Ao final do passeio, uma pausa na casa do Edi e Marlene e novamente saímos, para a casa de um outro casal amigo: Grazi e Luiz Cláudio, que por conta da vinda do Pedro, do Rio, e minha, tornou-se uma festa. Vieram os amigos da comunidade anos 80 II, as fotos, a web cam ligada para os amigos de longe curtirem um pouquinho da bagunça, a música, os comes e bebes, tudo na medida certa. No dia seguinte ainda teve o segundo round na casa do Edi, com aqueles que não puderam ir à casa da Grazi, completando assim o final de semana mais animado que já tive nos últimos tempos.
O que ninguém sabia é o quanto eu tive que enfrentar meus medos e inseguranças para estar ali e ainda por cima, tirando tantas fotografias! Isso faz parte de uma estratégia que adotei para vencer o desânimo que se abateu sobre mim desde que fracassei na reeducação alimentar e retrocedi e muito meu tratamento: aceitar a mim mesma como sou hoje, agora, desse jeitinho, independente do quanto acusa o ponteiro da balança. Não quer dizer que desisti de lutar, ou que vou continuar numa vida desregrada e engordativa, mas que dá para ser feliz sem colocar toda a expectativa no futuro, sabe? Não sou apenas aparência, não é apenas isso que os outros vêem quando me olham. É um tipo de afirmação tão óbvia, mas que a gente esquece quando a autoestima sofre baixas. A prova disso é o quanto fui bem recebida por lá, o quanto me diverti, o quanto participei dos encontros. Revi amigos, conheci outros, convivi um pouco mais com alguns e pude assim, conhecê-los um pouco melhor. Consegui! Isso explica o brilho no olhar e o sorriso constante. Falta pouco pra eu deixar os dias cinzas para trás de vez!
Agora vou recomeçar a visitar os blogs dos amigos, tarefa tão agradável, mas também negligenciada durante os tempos de bode amarrado....rsrs
Beijos carinhosos a todos que aqui visitarem!
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Quinta-feira, Abril 26, 2007
Nadyne, eu te odeio!
Sim, é essa a frase. Ali, na porta de entrada do banheiro feminino do meu trabalho, para todo mundo ver....e não apenas uma, mas duas vezes: uma para quem entra observar, outra para quem sai. Deve ser por precaução, pois Nadyne pode ser do tipo desligada. Digo "pode ser" porque certeza mesmo, creio que nunca terei. Nadyne não é nenhuma funcionária do local. Talvez freqüente um dos cursos artísticos, ou apenas seria uma visitante. Mas então porque elegeram justo ali, para a macabra homenagem? Um mero desabafo? Ou alguma parente ou amiga de Nadyne trabalharia no local e poderia então contar-lhe?
Como deu para perceber, a frase me incomoda. Não gosto de dar de cara com aquele ódio quase todos os dias (ainda bem que existem outros banheiros pelo parque!). Mas não é preciso ir a um analista ou psicólogo pra entender a razão: não gosto por me remeter aos meus próprios "eu te odeio", proferidos por um ex-namorado magoado, que durante algum tempo de inconformidade pelo fim da relação, insistiu em presentear-me com tamanho fel. Eu nunca tinha sido um alvo tão declarado de tamanho desafeto em toda minha vida, e lidar com aquele amor transfigurado em ódio foi muito duro....mas enfim, o preterido se conformou e as mensagens cessaram. E vinha agora esta alma atormentada e anônima me fazer reviver o pesadelo!!!!
Bom, é bem verdade que a pessoa em questão não tem culpa deste incômodo. É Nadyne que ele (ou ela?) odeia, não eu. Eu sou uma mera intrusa que graças a uma mente fértil, cada vez imagina uma Nadyne diferente.....Num dia, ela é uma moça recatada e meiga, que não tem culpa por esse encanto, no outro, ela é uma criatura perversa, sem coração, odiada não apenas por um, mas por todos que a cercam. Nadynes loiras, de cabelos longos e esguias, Nadynes morenas, de olhos cor de mel e cabelos cacheados, Nadynes ruivas, de sorriso largo e esfuziantes, Nadynes japonesas, delicadas e quietas....todas passeiam pelo meu " Fantástico Mundo de Bob". Uma que chora ao ler a frase, outra que solta uma imensa gargalhada. Uma que sabe quem escreveu, outra que nem imagina. Uma que pede perdão a Deus por despertar algo tão ruim, outra que invade o banheiro masculino para escrever palavrões nas paredes.
Um dia, só de raiva, vou acabar removendo as frases, pra apagar Nadyne dos meus pensamentos. Pra esquecer todas as Nadynes que criei. Não posso apagar o ódio que habita o coração tão desconhecido a mim quanto o de Nadyne: o de quem escreveu. Mas quem sabe apagando isso, eu possa ao menos iniciar o processo de cura, causado pelo esquecimento....nem que seja apenas o meu !!!!!
Adeus, Nadyne!!!!
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Segunda-feira, Abril 09, 2007
O retorno
Passa a flanela, abre a cortina
Varre, escova, põe ao sol
Muda os móveis de lugar, os sentimentos de tons
Polindo os metais, para brilhar e o sorriso pra desamarelar
É hora de rearranjar, reinventar
Borrifar perfume e bom humor por todos os lados
Hora de contar como foi e o que ainda nem aconteceu
Convidar os amigos e os amores pra uma fumegante xícara de café
Matar saudades e criar novos laços de amizade
Laços estes que irão enfeitar o corredor e alegrar a alma
E é assim, sem mais nem menos, que decidi voltar a escrever aqui
Meu cantinho predileto, tão empoeirado....coitado!
Agora reluzente de novo...viva!
Bem vindos todos quantos forem
Beijos e saudades!!!!!!!!!!!
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Sexta-feira, Fevereiro 02, 2007
Cinco coisas que irritam
Atendendo à convocação do meu querido amigo Ivan, decidi postar sobre cinco coisas que me irritam (ao que me parece, a nova onda blogueira).
Pessoas estranhas que puxam papo na rua
Sabe aquele ser que começa falando sobre o tempo acaba contando a vida inteira na fila do banco ou no ponto de ônibus? Ele está no topo da minha lista de irritações. Bônus extras se for pra falar de doença ou desgraça. Parece que eu tenho um verdadeiro ímã pra essa gente sem noção... eu devo ter cara de psicóloga ou de atendente do CVV!! E como são persistentes...nem mesmo diante de respostas monossilábicas, cara de tédio ou falta de atenção eles se tocam que você não vê a hora de cair fora. Aliás, caso se distraia é ainda pior, porque todo chato cutuca pra você prestar atenção, como diz a música do Oswaldo Montenegro. Uma vez eu fui agarrada pelo braço por uma mulher completamente fora de si porque acabara de descobrir que o marido havia incluído a amante e os filhos da amante no plano funerário da família...talvez ele tenha pensado que a esposa só descobriria no dia em que ele fosse usufruir do pacote....e sobrou pra quem menos tinha culpa no pedaço: eu, que saí de braço roxo e dor de cabeça de tanta lamentação!!!!!
Atendentes de telemarketing
A gente sabe que eles não tem culpa, que faz parte de sua função, que existem quotas a serem cumpridas e tal....mas se alguém em sã consciência não se irritar com a capacidade infinita de insistir desta categoria, pode se inscrever para ser monge Budista! Teste máximo da paciência: tente cancelar uma assinatura de qualquer coisa: revista, jornal, internet, cartão de crédito, linha telefônica...e sentirá na pele o que é se irritar quando tiver que explicar o motivo de sua insatisfação para a décima pessoa para qual você foi transferida. Eu sei bem o que é se irritar com isso, quando tentei cancelar a assinatura da Isto É, que na verdade eu nem queria ter feito, e apesar de ter cumprido todos os procedimentos (mandar por fax, ligar, por e-mail, ir ao Procon, etc), não consegui de forma alguma me livrar. Eu teria que ir ao tribunal de pequenas causas e a primeira audiência seria depois do pagamento da última parcela, então acabei não levando adiante, porque estava exausta de tanta irritação. E se você não quiser passar pelo mesmo, siga meu conselho e jamais, em toda sua vida, assine qualquer produto da Editora Três.
Acordar de sopetão
Outra coisa que me irrita profundamente é ter que levantar no mesmo momento em que acordo. Eu adooooro aquela enroladinha básica do "só mais cinco minutinhos", e sempre coloco o despertador para meia hora antes do previsto para estar de pé. Para mim, uma das invenções mais geniais da humanidade foi a tecla snooze do despertador (aquela que faz ele tocar de cinco em cinco minutos, caso você não o desligue). Pior do que acordar cedo é acordar atrasado e ter que dar um pulo da cama e por conta disso, ficar num mau humor tremendo. Eu tinha um amigo que tinha o péssimo costume de chegar na minha casa no domingo de manhã e não contente em me acordar aos berros, abria a janela na minha cara, para me irritar mesmo....e até hoje não sei como não o matei num daqueles dias de TPM!!!
Me chamarem de Carlota Joaquina
Acho que nenhuma Carla gosta de ser chamada assim, não é? Mas o que realmente irrita é quando explico que não gosto e a pessoa chama propositadamente. Porque na cabeça de algumas pessoas insanas é uma forma carinhosa (aaaaffffff), então eu logo demonstro que me irrita, e desde a maldosa época da escola, onde os apelidos que a gente menos gosta são os que mais pegam que não tenho tido problemas em relação a isso. Pode me chamar de Carlinha, de Call, de Cá, mas Carlota não, pelo amor de Deus! Se for acompanhado de Joaquina então, afff ao cubo....ninguém merece....
Receber cafuné
O que para muitos é uma maravilha, para mim é um tormento. Eu realmente não gosto que mexam na minha cabeça, me irrita muito quando afagam meu cabelo, creio que uma herança dos tempos em que eu mantinha uma relação de ódio com minha pobre cabeleira!! Hoje em dia estou em paz com meus cachinhos, desde que ninguém queira conferi-los muito de perto, rsrsrs. Agora, por mais paradoxal que pareça, eu simplesmente amo fazer cafuné nos outros! Seja em amigos, namorados, ou no meu filho, posso passar horas e horas fazendo cafuné e até perder a noção do tempo, de tão prazeroso que é este carinho. Aceito retribuições em outras formas de chamego, hehehehe!
Eu poderia falar de outras coisas, como receber spam, o Faustão ou os gritos da Joelma do CaLIXO, mas o top cinco já passou.
Então é isso, senhoras e senhores! Na verdade, neste momento, eu deveria indicar cinco pessoas para fazer o mesmo em seus respectivos blogs, mas como não há nada mais irritante que repassar correntes, eu deixo a critério de quem quiser se sentir incluído na brincadeira, ok? Beijos!
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Terça-feira, Janeiro 23, 2007
Ah, no meu tempo....
Por que as vezes me torno tão nostálgica?
Porque eu sou do tempo em que a farinha de trigo e o açúcar vinham em embalagens de papel. Do CEP com cinco números e prefixo de telefone com dois. Telefones estes que a gente tinha que discar, rodando o dedo em cada número. Do tempo em que a agulha da vitrola gastava e a gente tinha que comprar outra pra ouvir os discos de vinil. Dos cascos retornáveis de refrigerante, que eram consumidos só aos finais de semana. De ter que esperar a televisão esquentar as válvulas pra poder aparecer a imagem e de pedir pro irmão mais novo aumentar e diminuir o volume da TV (além de mudar de canal). Dos eletrodomésticos pesados e enormes! Das modelos de rostinho arredondado e do Brasil inteiro parar pra ver o concurso de Miss Brasil. Da zebrinha do Fantástico dando os resultados dos jogos de futebol. Das fichas telefônicas (as locais cinza e as de DDD azuis e mais pesadas). Da moeda trocando de nome e de valor. Da máquina de escrever e do mimeógrafo....Da infância sem piscina de bolinha e cama elástica, e da adolescência sem shopping, celular e internet. Da censura proibindo filmes e peças de teatro, mandando riscar faixas nos discos e anunciando a faixa etária antes de cada programa na TV. Da tampinha metálica do iogurte mais dura e o conteúdo, mais espesso. Da bala soft que quase matava e do fermento em pó em que a colher não entrava. Do lixo forrado com jornal, colocado com lata e tudo na frente de casa (e o lixeiro esvaziava e devolvia a lata!). Dos absorventes imeeeensos e sem gel que a gente socava na parede pra não marcar na calça justa. Das propagandas de cigarro mostrando esportes radicais que fumantes não tem fôlego pra praticar. Do merthiolate que ardia pra caramba!!! Do talco para adultos (até hoje lembro o cheirinho do Cashmere Bouquet que a vovó usava). Das fitas cassete de diferentes tipos, e dos VHS. Todas essas coisas que meu filho mal conhece....rs. Algumas fazem falta, outras, nem tanta. E você, do que lembra?
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Terça-feira, Janeiro 16, 2007
Conversa ao pé do ouvido
Eu: Você de novo?!?!
Ela: Pois é. Na verdade eu já cheguei há alguns dias.
Eu: Eu sei. Um mês, pra ser mais exata.
Ela: Então você fingiu que não me viu!
Eu: Não, não mesmo. Apenas não tive o que te dizer. E você também não veio falar comigo, hum?
Ela: Achei que você não quisesse, não quis forçar a barra.
Eu: Não quis?!
Ela: Se você vai ser irônica, não digo mais nada!
Eu: Seria mais condizente com o que você representa, não acha?
Ela: Mas é você que sempre me questiona!
Eu: E te incomoda isso?
Ela: Nem um pouco. Você sabe.
Eu: É, eu sei. Eu é que estou um pouco incomodada. Afinal desta vez não fui quem te chamou. Toda vez que você vem assim, me sinto uma perdedora.
Ela: Não necessariamente. Todo mundo precisa de mim de vez em quando.
Eu: Tava demorando pra começar a se gabar....
Ela: Estou mentindo, por acaso? Não....não faria isso contigo. Te quero bem. Cedo ou tarde eu acabo voltando pra você....
Eu: É uma certeza um tanto quanto amarga. Mas já não sinto tanto medo disso, como quando eu era mais nova.
Ela: Você gostava de mim, não gostava? Ao menos era o que parecia, quando me abraçava.
Eu: Sim, eu gostava mais do que agora. Eu te aceitava melhor, porque acreditava que teria você pra sempre ao meu lado.
Ela: E agora, esse sentimento mudou??
Eu: Mudou sim. Antes isso era uma sina, um fardo, um casulo. Eu não conhecia nada da vida, e tanto te queria quanto te evitava. Morria de medo de ti.
Ela: Entendo. Hoje você me aceita, talvez porque me entenda melhor, talvez porque saiba que a porta não está trancada. E que nada é pra sempre. Acertei?
Eu: Na mosca. Aliás como sempre. Esse seu ar de sabe tudo me irrita profundamente!
Ela: Deixa de ser arredia, mulher! Não depende do seu querer, então relaxe.
Eu: Isso significa que você vai ficar por muito tempo, desta vez, eu presumo.
Ela: Então presuma bastante, porque sabe que não vou te dar essa resposta.
Eu: Ferrou-se! Pelo visto a temporada vai ser longa!
Ela: Sabes que depende mais de você do que de mim.
Eu: Mas você tem de reconhecer que eu tentei te manter longe desta vez....
Ela: Hahahahahaha! Piada boa essa! Conta outra!
Eu: E não? Você quer nomes? Datas? Lugares?
Ela: Sinto dizer mas estes teus últimos envolvimentos foram....como posso dizer isso amistosamente.....efêmeros? Dúbios? Insossos?
Eu: Tá, tá bom. Não te convenceria mesmo. Fico quieta.
Ela: Então vem cá e me dá um abraço...
Eu: Não exagera!
Ela: Certo. Como eu já disse, não forço nada. Teremos tempo pra você me aceitar. No fundo você me ama.
Eu: É praga isso?!
Ela: Oooooolha....
Eu: Estou brincando..... Não me olha assim, vai...Bem vinda, amiga.
Ela: Só amiga? Rsrsrs
Eu: Me dá colo?
Ela: Sempre que quiseres, meu bem.
Eu: Obrigada, Solidão!!!!!!
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Quarta-feira, Janeiro 10, 2007
Quebrando o silêncio....
Preciso Me Encontrar
Marisa Monte
Composição: Cartola
Deixe-me ir, preciso andar
Vou por aí a procurar
Rir pra não chorar
Quero assistir ao sol nascer
Ver as águas dos rios correr
Ouvir os pássaros cantar
Eu quero nascer, quero viver
Deixe-me ir preciso andar
Vou por aí a procurar
Rir pra não chorar
Se alguém por mim perguntar
Diga que eu só vou voltar
Quando eu me encontrar
Quero assistir ao sol nascer
Ver as águas do rio correr
Ouvir os pássaros cantar
Eu quero nascer, quero viver
Deixe-me ir preciso andar
Vou por aí a procurar
Rir pra não chorar
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Quinta-feira, Dezembro 28, 2006
FELIZ 2007!!!!
Chegando o ano novo, mas a correria é velha!
Para vocês terem uma idéia de como está sendo esse mês de dezembro, vou contar o meu dia de ontem. Ao mesmo tempo em que estamos fazendo a mudança do setor onde trabalho (e isso significa alojar o conteúdo de 5 salas em 2), perdidos entre caixas de papelão, mesas amontoadas, carregar e descarregar o caminhão, entre outras coisas, nasceram dois filhotes de leão, o carcará atacou as corujas, o muçuã se afogou, o gavião teve que ter o olho operado, o macaco prego fugiu da ilha, e um senhor queria doar um socó ferido. Fugi por uma hora para almoçar, pensando em como providenciar o capim pro hipopótamo, a ração do avestruz e a festa de despedida dos estagiários que estão se formando. Enfim, espero que vocês compreendam o meu sumiço e me perdoem, pois sequer um feliz natal eu pude desejar a todos, pois quando não é o modem que pifa, sou eu que apago, sem condições de internetar à noite. O que me alenta é pensar que daqui quinze dias terei minhas merecidas férias, onde toda essa correria e loucura farão falta, depois das primeiras semanas de marasmo...rsrs
A todos os amigos que aqui visitam o meu muito obrigado, e que em 2007 continuemos fazendo da blogosfera um ambiente de companheirismo, reflexão, entretenimento e boas risadas! São 3 anos compartilhando mais do que simples textos, mas amizade e fraternidade. Um grande e carinhoso beijo!!!!
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Domingo, Dezembro 17, 2006
Recortes de Natal
As árvores de natal estão por toda parte. Os cartões, as músicas, o corre-corre nas lojas. Enfeites, laços, luzes piscantes, bolas coloridas, sinos. O bom velhinho em cada esquina, estampado nos papéis de presente, recebendo cartinhas, tirando fotos com crianças. Cheiro de panetone no ar... O desejo de ser solidário, a lembrança dos amigos e entes queridos, as felicitações. Guirlandas nas portas, estrelas douradas, presépios. Roupas novas. Cestas de natal. Histórias bíblicas, orações, comunhão, reunião familiar. Sorrisos, saudades, telefonemas. Amigo secreto, inimigo secreto, confraternização, troca de presentes. Abraços carinhosos e bons fluidos, energias positivas. Nascimento, mudança, redenção. Velas decoradas, arranjos, flores. Cheiro de pernil assando, chester, tender, crianças correndo, brinquedos novos. Doces, champagne, vinho, letreiros luminosos. Fazer o bem sem olhar a quem, calor humano, compaixão. Rever parentes, lembrar histórias, dar risadas gostosas. Cozinha cheia, toalha vermelha na mesa, arranjos de frutas. Fotografias, filmagens, registros...
São tantas as coisas que me vêm à mente quando penso em Natal, tantas sensações e lembranças, que me perderia facilmente entre elas. No entanto este ano, não sei por que, ainda não entrei totalmente no clima, não estou no espírito natalino, nem mesmo me dou conta de que é fim de ano. Em parte pela ausência da pessoa que mais dava sentido a esta reunião: meu pai. Nos últimos anos de sua vida, só nos víamos nesta época do ano, infelizmente. Então o natal era mágico para mim, como se eu ainda fosse criança... Quando ele partiu, nunca mais o natal foi o mesmo... Em parte, porque estou atravessando um momento complicado em alguns pontos de minha vida sentimental e profissional, e o fim de ano tem aquela coisa de refletir sobre tudo, sabe? Mas como o Tiago ainda acredita em Papai Noel, a magia se refaz. Quando cheguei em casa e ele veio me mostrar a árvore todo eufórico (por ter montado a maior parte dela), ele conseguiu me devolver um pouquinho dessa alegria perdida. Afinal de contas, natal é a mais bela festa de aniversário! E aniversário não combina com baixo astral, não é?
E lá vou eu assistir o especial do Roberto Carlos na TV....rsrsrs
PS: O sistema de comentários do blogger está mesmo com problemas,e finalmente eu consegui inserir o haloscan! Obrigada a todos que, nesse meio tempo, comentaram os textos anteriores por outros meios (flog, mail, orkut). Beijocas!
PS2, o dia seguinte: Mas vejam só vocês....bastou eu colocar o haloscan, que o blogger comments voltou a funcionar! Hahaha! Já ouvi falar em ciúmes, mas isso é ri-di-cu-lo! Quer saber? Vou deixar os dois, e vocês escolhem onde comentar, combinado? Mais beijocas!
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Segunda-feira, Dezembro 11, 2006
O por do sol e o reencontro
E no meio destes dias chuvosos, uma certa estiagem à tarde permitiu um lindo por do sol acontecer. É claro que sei que fenômenos climáticos não são regidos por caprichos humanos egoístas, apesar do quanto impactamos e modificamos este estimado planetinha... mas aquele por do sol, em especial, parecia ter sido feito para nosso reencontro, como nas vezes em que, estando na praia à noite, o céu se abria e uma chuva de estrelas cadentes tornavam nossos passeios esplendorosos.
Ele voltava de uma viagem, um retiro espiritual de dois meses, e eu, simplesmente de um dia estafante de trabalho, motivo pelo qual era fácil entender porque desta vez ele falava muito mais que eu. Ele contava com entusiasmo sobre este tempo fora, o quanto a experiência fora transformadora e proveitosa e na verdade nem era preciso dizer muito, pois eu ainda sabia ler o fundo de seus olhos, e sentia aquela paz que ele vinha descrevendo. Como era bom vê-lo assim, tão sereno e tão seguro, como há anos não o via. As feições suaves de seu rosto continuavam belas, apesar da perda de peso se evidenciar nos traços. A voz pausada e baixa, o olhar denso, isso não mudara, como também não mudou a admiração que sinto por ele, desde que nos conhecemos, há 18 anos atrás.
Se fosse outra pessoa, talvez não acreditasse que minutos antes do reencontro era justamente nele que eu pensava, durante a costumeira caminhada na beira da praia, ou mesmo que tinha sonhado com ele na noite anterior. Mas ele sabia que entre a gente não havia espaço pra coincidências, como o fato de eu ter sido a última pessoa que ele viu antes da viagem, e agora, a primeira a rever, pois acabava de chegar à cidade. E que mesmo que já não nos vendo com tanta freqüência, nunca saímos da vida um do outro e que se havia alguém que poderia entender a importância do que ele passava, esse alguém ainda era eu. Sempre foi bom para ambos ter alguém com quem conversar sem precisar ficar explicando as coisas, nem ficar se resguardando ou tomando cuidado com o que dizer, por medo de ser mal interpretado.... e por isso nossa conversa fluía tão facilmente. Estávamos ali, perto da ponte, confidenciando coisas um ao outro, como nos tempos de adolescência. E eu estava envolvida na mesma ternura de sempre, olhando-o com um bem querer imenso, quase indescritível.
E eu passaria ali o resto da noite, sem sentir o tempo passar, sem ouvir o barulho do trânsito ou as vozes das pessoas, entretida, só admirando cada gesto, cada palavra, cada sorriso dele.... mas os tempos são outros e ele me levou de volta pra casa, pra realidade, pro chão. Conversamos ainda um pouco mais no portão, antes dele sumir na curva da rua. É incrível como algumas coisas simplesmente não mudam através dos tempos...
Desta vez não perguntei quando nos veremos de novo, nem prometi ligar, porque sei que quando chegar a hora, outro belo por do sol acolhedor e encantador irá nos receber, quando menos esperarmos e mais precisarmos.
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