Sexta-feira, Novembro 28, 2003
Churrasqueando
Tenho dois churrascos importantes pra participar. Um deles é o amigo e inimigo secreto do trabalho, que se Deus permitir e minha mãe não atrapalhar, será na minha casa e o outro será em São Carlos, no reencontro com minha turma de faculdade. Estas comemorações são sempre divertidas (desde que a gente não seja escalado pra ficar pilotando a churrasqueira). No caso do churrasco do pessoal do trabalho, marca uma nova fase do grupo e é muito importante pra mim. Depois de tantas arestas aparadas, finalmente as coisas entraram nos eixos novamente. Eu já não sinto mais a falta de sintonia do grupo que tanto me atingia. Trazer todo mundo em casa vai ser a derrubada do último tijolo deste muro que nos separava, eu creio. No caso do churrasco de São Carlos, na chácara da Dani, vai ser um reencontro muito bacana, cheios de lembranças e de coisas novas pra contar uns aos outros. Em comum serão as coisas que acontecem em todo churrasco: alguém que bebe demais e passa mal, a demora do início do começo do churrasco porque ninguém sabe direito como acender o fogo, a briga pelo uso democrático do aparelho de som, quem gosta de carne mal passada reclamando da carne torrada e vice versa, alguém tendo que sair de carro pra buscar mais gelo ou mais carvão, alguém que não come carne vermelha brigando pelo frango, o vinagrete que sempre sobra depois do churrasco. São encontros que só acontecem uma vez por ano, então aproveitemos o dia!
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TV Diário
Descobri que aqui em casa pega um canal de TV de Fortaleza :) Fica no meio daqueles canais que a gente nunca vê, como a TV Boi (é inacreditável que haja um canal com este nome, mas há). Finalmente vi aqueles medonhos comerciais locais de lá, falando de forró,e me diverti um bocado! Certo, não é só Fortaleza que tem comerciais locais sofríveis...aqui em SV, ou lá em São Carlos também tinham suas pérolas. Impressionante é que alguém tenha pago pra veicular isso! Eu lembro de um comercial do dia dos namorados em que uma mulher aparecia vestida de girassol, com o rosto pintado de prata, falando mecanicamente o texto. Era impossível não dar risada :) Nada engraçado é o prefeito de Fortaleza aparecer na TV pelo desvio de verbas da merenda escolar. Mas pra isso nem precisava ver o canal cearense: está veiculando em todo o país.
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Um mês em um dia
Foi o que disse o noticiário daqui: a chuva de hoje (150 mm) equivaleu à quantidade de chuvas pra um mês! Bom, eu não entendo nada de metereologia, mas senti na pele este aguaceiro todo, a caminho do trabalho... há tempos eu não tomava tanta chuva na rua. E como sempre que chove, São Vicente ficou parecendo que ia afundar, de tão alagada. Depois de quase uma hora no ponto de ônibus, eu estava me segurando pra não dizer " o que falta acontecer?" pois aí sim aconteceria algo pior, quando chegou uma moça que além de carregada de sacolas, trazia uma criança ao colo. Então eu vi o que poderia ser pior... pensei no meu Titi estava quentinho e protegido em casa, a aquela hora. Como a gente reclama da vida, né? Ao menos o ônibus daquela moça não tardou a chegar....Eu tive que pegar dois, e cheguei ao trabalho já eram quase 10:30 h, dando de cara com um bando de filhotes de quati famintos, aguardando a mamadeira. Alimentei os bebês e fui tomar uma fumegante xícara de café, maravilhosa. Alguns funcionários faltaram, incluindo os meus estagiários "de açúcar". Tentei em vão fazer com que a avestruz fêmea entrasse pra área coberta. Não adianta os livros dizerem que avestruz não toma chuva, ela não sabe ler mesmo :) Os papagaios faziam a festa, sacodindo as asas na chuva, cantarolando. Enfim, eu bem que queria ter a alegria deles em dia de chuva, mas é um pouco difícil se sentir feliz passando o dia com a roupa ensopada. Tudo bem que a natureza precisa de chuva, mas não precisava ser a do mês todo duma vez :)
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Domingo, Novembro 23, 2003
Pára o mundo que eu quero descer!!!!
Meu vizinho resolveu fazer uma festinha pros amigos. Até aí tudo bem, todo mundo tem o direito de se divertir....mas o "pobrema" foi a trilha sonora escolhida......
Funk é o fim! É o lixo dos lixos! Eu odeio funk com todas as minhas forças! >:(
O pior é que só eu tenho sono leve em casa (pior pra mim, melhor pra todos os demais, a esta hora em sono profundo). Então tenho que adotar a estratégia mais pesada possível: ficar acordada até não aguentar mais, no limite das forças, pra cair na cama e desmaiar....Nestas horas é que eu vejo a importância das campanhas de desarmamento, pois se num momento desses eu tenho um revólver, eu faria um estrago enorme! Não, eu não ia matar os vizinhos...ia mandar o aparelho de som deles pro espaço! Não satisfeitos em ouvir aquele barulho no volume máximo, agora eles começaram a gritar. Que o dia amanheça logo. Ninguém merece.
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Um Outro Rodrigo
Falando em comentários, graças a um comentário deixado no blog dela, conheci mais um Rodrigo, amigo do Korn. Agora são cinco Rodrigos na minha vida, hehehehe :) Tive a grata surpresa de ver meu blog linkado no dele, antes mesmo de conhece-lo. E pela conversa no icq, creio que será mais um amigo! Eu definitivamente tenho afinidades com Rodrigos :P
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Comments: 0
Quando comecei a escrever neste blog, achei que não me importaria muito com a existência ou não de comentários. Eu estava mais interessada na reabertura de um canal de comunicação, da escrita, reorganizar meus pensamentos, coisa e tal. Mas como o blog é de característica mais, digamos, externa, é claro que a gente escreve pensando que os outros vão ler e com isso, queremos saber o que acham disso. É diferente do monólogo do diário. Visitando blogs alheios eu as vezes via posts que quase imploravam comentários, de forma bem humorada: dava certo :)
A primeira vez que alguém desconhecido deixou um comentário no meu blog eu fiquei super feliz :) Provavelmente uma amiga de um de meus amigos que lêem o blog e o linkou no seu. Daí eu vi que em importava sim, com o que deixavam de comentários! Acho que todo mundo deve ficar verificando o blog depois de postar pra ver os comentários, né? Um outro vício :) Quando não há nenhum comentário, a impressão que fica é de que não valeu a pena escrever aquilo, que não chamou a atenção, quando na verdade aquilo pode ter revelado um pouco de quem escreve sem necessariamente suscitar algum comentário, mas igualmente importante.
E o blog dos amigos, repleto de comentários? E os blogs famosos, atualizados várias vezes ao dia? E quando um blog entra pro blogs of note e recebe uma enxurrada de comentários por uma semana? Ah, a fama, hehehehe! Quando eu crescer, quero ter um blog assim :) Aliás eu quero algo mais simples, quero colocar um contador no meu blog, e saber quantos " caladinhos" andam lendo as minhas linhas ;)
E lá vou eu fazer coro....
Comenta aí, vai! :P
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Pelados no Zôo
Na minha ausência, as meninas fizeram um painel de fotos com os estagiários pelados. A veterinária gostou da idéia e colocou uma foto dela também. Resolvi aderir ao bloco dos peladões e selecionei uma foto minha, sentada no sofá, sem o menor pudor, de pernas abertas. Com isso, comprovei uma velha teoria minha: toda mãe faz isso de tirar uma foto da gente pelado, quando era bebê :)) Ah se a minha mãe descobre que assaltei o álbum de infância, hehehehe! Isso me lembrou uma das primeiras vezes em que recebi fotos pela internet. Era um amigo do moo, o violonista, de Santa Maria- RS. Eu nem sabia direito como abrir fotos e ele me mandou uma com o título "pelado.jpeg". Eu não tive coragem de pedir a ninguém do trabalho pra me ajudar a abrir um arquivo com este nome, então esperei acabar o expediente pra mexer nele...E era o bonitão, pelado, na porta do banheiro, com uma toalha de capuz e um sorrisinho lindo....aos 2 anos de idade :) O painel do trabalho continua crescendo, e ta ficando uma graça :) Acho que se fizermos um concurso de bebê mais lindo, a Karen, estagiária de veterinária, ganha. Ela parecia uma boneca! O pessoal achou que o Tiago parece muito comigo qdo eu era bebê e olhando bem, basta trocar os cachinhos loiros por castanhos. Adoro reconhecer traços meus no meu gatinho lindo :)
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As luzes de natal e o chafariz da praça
Acho um absurdo falar de natal antes de dezembro. A decoração de natal está invadindo o comércio cada vez mais cedo e comprova o que todo mundo já sabe: é mais uma data comercial do que qualquer outra coisa. Mas mais absurdo que adiantar as vendas de natal são as luzes de decoração. Sempre achei isso um tremendo desperdício de energia elétrica. Na época do racionamento de energia elas foram banidas (ou ao menos minimizadas) e ninguém teve um natal menos feliz por isso, pode perguntar! É ou não é um contrasenso fazer o tal de horário de verão, pra economizar, e junto fazer um desperdício tão grande e inútil? Ta certo, eu não sou a pessoa mais indicada pra falar de natal, pois não gosto muito da data, por mil motivos. Mas deixando o lado pessoal de lado, natal é confraternização, família, reencontro. Pra isso precisamos de pessoas, abraços, carinho, lembranças, comemoração....não de milhares de luzes nas ruas. O mesmo se aplica aos chafarizes...quer coisa mais inútil? Dois desperdícios juntos, de água e de luz! Só no calçadão da praia, em Santos, tem uns 3 ou mais. Quando é que as pessoas vão olhar pra água e pra luz como bens preciosos? Quando faltar? Quando os racionamentos forem rotina? Bom, vou terminando aqui o meu protesto, pois minha mãe me chama pra ligar o pisca-pisca da árvore de natal deste ano em casa (que por insistência minha, passa 99% do tempo desligado, hehehehe). Mas não posso reclamar, pois já convenci o pessoal de casa a participar da coleta seletiva de lixo em casa. :) Chega deste negócio de casa de ferreiro com espeto de pau!
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Alívio imediato
O Léo me deu um daqueles aparelhos de fazer massagem, portátil, de tanto que eu o usei lá em Fortaleza (ai que saudade...). Agora tou viciada nisso! Chego do trabalho, com dores nas costas e brrrrr.....brrrrrrr.....massagem nela :) O aparelho é fácil de manusear, até o Titi já ta fazendo massagem em mim! Uma maravilha movida a eletricidade,hehehe! Minhas costas e meu humor agradecem!
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Sexta-feira, Novembro 21, 2003
Coisa de menino
Voltando do trabalho eu sempre vejo, perto de casa, um grupo de meninos e meninas jogando futebol, com uma bola de capotão toda ferrada, com direito a xingamentos, chutes na canela e tudo mais. As vezes eles jogam meninos contra meninas, as vezes times mistos. Devem ter em torno de 9, 10 anos de idade, talvez um pouco menos, já que as crianças hoje em dia são muito crescidas. É legal ver as meninas jogando, sem frescura. Lembro que a primeira vez que eu joguei futebol foi na faculdade, de goleira (por motivos óbvios). Uns veteranos nossos resolveram nos treinar pra participar do INTERBIO, cerca de um mês antes dos jogos. No começo era um festival de "ais, uis" , gritinhos e unhas quebradas e um bando de marmanjos assistindo e rindo da gente, mas mesmo assim era muito bom :) Penso que as meninas de hoje em dia estarão mais preparadas, já que naturalmente jogam bola na rua. Lembro que eu odiava as aulas de educação física em que éramos obrigadas a jogar handebol e que eu gostava do basquete, apesar da professora nunca deixar eu jogar uma partida inteira por conta do quanto eu ficava vermelha na quadra (ela tinha medo de eu ter um peripaque). De qualquer forma, hoje em dia esta divisão coisa de menino/de menina está mais maleável, o que eu acho muito bacana.
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Segunda-feira, Novembro 17, 2003
Ai minhas costas....
De tudo que aconteceu em Fortaleza, a coisa que mais me marcou foi uma constatação nada fácil, e irreversível: estou ficando velha!!!!! Uma semana de "balada" virou uma maratona difícil de vencer. Não tive pique pra sair todos os dias (ou melhor, noites). Não vejo mais graça num copo de vodka, só consigo tomar se diluir muito, com gelo e refri. Não me recupero das noites mal dormidas com a mesma facilidade...
Eu me recordo nitidamente um dia em que, passando na ponte pênsil, uma mãe virou pra sua filha e disse: "filha, deixa a moça passar". Foi um choque maravilhoso! Moça? Eu? Uaaaaau! Dei um sorriso de orelha a orelha. Aquela frase ecoou em meus ouvidos pelo resto do dia. Eu devia ter uns 13, 14 anos, no máximo, e nunca vou esquecer disso. Eu estava virando adolescente e alguém percebera isso. :) Agora não teve ninguém falando ¿ ainda bem! Já imaginou a cena? "Filha, deixa a senhora passar..."!!! Aí eu morria do coração, de desgosto! Mas quando vi que o tempo passou e o gás diminuiu, fiquei triste. Não que eu sinta falta de agir como adolescente (pra isso tem as festinhas anos 80, tão na moda agora). Mas a sensação de perda nunca é algo confortável. Eu queria dizer menos " no meu tempo" ou " antes não era assim". Alguém me vê aí um chazinho, uma cadeira de balanço e um conjunto de lã e agulha de tricô? Obrigada!
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Dizer adeus
Dá pra dizer adeus sem dor? Tem como despedir sem lágrimas de alguém que a gente ama? O aeroporto é um lugar contraditório. Na ida, é repleto de ansiedade e esperança, local de reencontro, de alegria. Na volta, é o lugar mais triste do mundo, ponto de desencontro, separação. Céu e inferno, no mesmo avião. Eu queria nunca ter que dizer adeus. Queria o comum, o óbvio, o normal: morar na mesma cidade que ele. Ou que as nossas cidades não ficassem tão longe uma da outra. Queria ter menos saudades e lembranças, mais convivência, mais aconchego do dia a dia. Conversar menos ao celular e mais ao pé do ouvido, sabe? Não sei que tipo de provação é esta e nem por quanto tempo vai durar, mas sei que ano que vem a gente fica noivo, ele termina o mestrado, e vamos chegando mais perto um do outro. Que os céus nos ajudem!
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Malas prontas
Usando um velho e bom chavão, o que é bom dura pouco! Queria muito ter uma máquina do tempo, estilo aparelho de som: apertava o STOP do tempo, dava um REV até o final de semana anterior e PLAY, vivia a semana todinha de novo. Podia ser até do mesmo jeito, que eu não ligava....O jeito foi aproveitar bem o último final de semana em Fortaleza. Fui ao cinema com meu amor, assistir " Os normais" e rimos muito, principalmente com a trilha sonora com o melhor do trash anos 80. Compramos os presentes pro Tiago: um balde com peças de encaixar, tipo lego, e uma prancha de surf (torcendo pra isso não ser um incentivo pra ele virar surfista, pelo amor de Deus). Fomos ao zôo da cidade, uma decepção quase total. Só não foi total porque cansaram de avisar que era um lugar ruim, tanto que nem consta do roteiro turístico da cidade, e a maioria das pessoas nem sabe que existe. Um verdadeiro depósito de animais silvestres, em jaulas medonhas, com bandejas sujas e água imunda, um circo de horrores. O lado bom, um dos poucos, era a ausência de animais exóticos. Um pouco de investimento ali e seria um lugar muito agradável. A falta de cobrança de entrada, como no zôo de São Vicente, mostra um dos erros que levam ao abandono do local. Deixei de fazer algumas coisas, como visitar o mercado municipal ou a feira de artesanato, fazer o city tour, sair pra dançar, mas como esta não será definitivamente a minha última visita a esta cidade, digamos que eu já tenho roteiro pras férias :) Fortaleza é uma cidade de ventos fortes, temperaturas altas e cores intensas. Desta vez eu tive menos medo de conhece-la um pouco mais e perdi a má impressão da cidade, por causa do assalto que sofri nas férias. As malas voltam mais cheias, a alma volta mais leve, mais feliz. Não vejo a hora de tirar férias, e voltar!
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Sexta-feira, Novembro 14, 2003
O dia do aniver (13/11)
Não foi só "bolo" de corpus que eu ganhei não! Teve bolo com sorvete na casa do Léo, com toda a família, teve ida ao Capitão Mostarda (rodízio de sanduíche, nunca tinha ido, muito bom!), teve cartão, tartaruga de pelúcia, flores, jantar romântico e uma noite inesquecível com meu Léo :)))) Amigos lembraram e mandaram felicitações pela internet, mamãe ligou. Pena o Tiago ter dormido cedo, eu queria muito, muito, muito ouvir sua voz, tou morta de saudades do meu filhote. Doeu o coração quando a mãe contou que ele chamou por mim a semana toda! :(
A vida toda eu dei uma importância exagerada a este dia. Ai de quem esquecesse meu aniversário (logo eu, que tenho péssima memória pro dos outros, né...), eu ficava magoada de verdade! Na verdade eu acho que era uma espécie de reflexo do complexo de inferioridade que eu tinha, pois me achava um patinho feio, que ninguém gostava, então no aniversário era como uma pequena redenção, cheia de abraços, beijos e felicitações. Hoje já não sou tão assim. Mas claro que adoooro os chamegos especiais deste dia ;)
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Um dia (quase) perfeito
Quando eu dei por mim, já estava dentro do carro, a caminho da praia, fazendo bagunça com a Pop, Lu e Rodrigo. A caminho de uma praia deserta, debaixo da maior chuva (me senti a própria paulistana....). Mas felizmente as chuvas daqui do ceará não são como as de SP, e não eram nem 10 da manhã e ela já tinha passado totalmente! Lá estávamos nós, numa praia linda, completamente sós, debaixo de um vento cortante e um sol escaldante, com a pergunta que não quer calar: que horas são??? (ninguém de relógio). Deveríamos estar de volta as 15 horas, pras palestras da tarde, do congresso. Aproveitamos ao máximo: espreguiçadeiras, caminhadas na beira da água, conchinhas, cerveja gelada, protetor solar. Literalmente sombra e água fresca!
Claro que algumas coisas não funcionaram: não tinha água de coco, nem isca de peixe, nem molho tártaro (é melhor do que acreditar que eles não sabem o que é molho tártaro, ao trazer o molho rosé). Quando fui ao banheiro, quase tive um treco ao ver que tinha um calango lá dentro (o pobre saiu correndo, com mais medo de mim que eu dele). Mas enfim, tudo corria bem, como um dia na praia deve ser. Impressionante mesmo eram os ambulantes em uma praia deserta! Não é a toa que eles ofereciam insistentemente, afinal deveria ser a única tentativa de vendas daquele dia! Acabei comprando uns colarezinhos artesanais, pra não dizer que não contribui pra economia local :) Comemos peixe, peguei conchinhas (a pedido dos meus estagiários), tiramos fotos e...hora de partir! Certo? Errado!!!
Não tínhamos nem andado 3 quarteirões quando o carro pifou. Eis a situação: duas pessoas que dirigem, mas entendem pouco de carro, uma pessoa que repetiu 3 vezes o exame e uma que não sabe nem como ligar um carro, parados, no meio de uma rua quase deserta, sem telefone! O orelhão mais próximo: 800 metros. Lá vão Pop e Rodrigo, em busca de socorro, ficamos eu e Lu no carro. Ligam pro Gerson em Juazeiro, pro Marcelo em São José dos Campos e deixam um recado na secretária eletrônica do Papa, pedindo socorro. Algumas horas depois, o socorro aparece. Ruim mesmo era a fome, porque com a certeza de que voltaríamos pro hotel do congresso cedo, comemos pouco....Mas de resto, tudo bem, afinal, o que fazer numa hora destas, senão relaxar e esperar o guincho?!
Lá fomos eu e Pop na cabine, Rodrigo e Lu abaixados dentro do carro, a caminho do apartamento dos meninos. Apesar dos pesares, um dia perfeito, pelo lugar e pelas companias maravilhosas dos meus amigos. Duvido que as paletras que perdemos tenham sido mais emocionantes :PPPP
Para mais risadas, leia aqui.
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Quinta-feira, Novembro 13, 2003
Meu primeiro bolo de aniversário este ano! :)
Valeu Pop, Rodrigo e Luciana :) Foi uma surpresa muito gostosa chegar no apê pra buscar a mala e ser recebida com "bolo" e parabéns, depois de um dia maravilhoso com vcs! Obrigada pelo sequestro, pela compania, pelo biquíni emprestado (nota: eu não usava biquíni desde os 12 anos de idade....), por tudo!
Foi um começo de dia de aniver perfeito :)
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Terça-feira, Novembro 11, 2003
Acho que eu nunca postei tanto num mesmo dia :)
(Call visitando o trabalho do Léo)
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Olha isso.....
(copiado de http://www.estacao09.blogger.com.br)
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Momento saudade
Se meu querido pai estivesse vivo, estaria completando 69 anos. Seria com certeza o avô mais coruja do mundo! Pena o Titi não ter conhecido ele....Pena eu ter perdido o meu grande amigo. Muitas saudades....
Assim parece ser/ quando me lembro de você/ que acabou indo embora cedo demais
Vai com os anjos.. vai em paz
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Domingo na praia
Domingo foi dia de churrasco e praia, no apartamento do Rildo, amigo do Léo. Fomos pra um condomínio fechado muito chique, perto de Fortaleza, um resort ao lado do famoso parque aquático " Beach Park". No começo tinha tudo pra dar errado, pois o que era pra ser uma reuniãozinha só nossa acabou se transformando num churrasco familiar, com metade das pessoas que não conhecíamos. Felizmente os pais do Rildo eram gente fina (principalmente após uns gorós, hehehehe) e tudo acabou bem. Praia fechada, piscinas, hidromassagem, sauna, passeio de caiaque, quadras e até massagista e manicure: tinha de tudo por lá. Os meninos disseram que se soubessem que o local tinha toda infraestrutura, nem tinham levado a " farofada".. Meu amor ficou na churrasqueira, e quase ficou assado feito a carne! O Gerson atazanava o Rodrigo apontando pra todos os trollers que surgiam dizendo " isso é um troller!" (e passavam aos montes!). Eu lembrei do Korn, mas com certeza ele diria que aqueles carros não eram jipes (muito menos os Hilux e afins). Era um outro universo, tudo aquilo. Ser rico deve ser mesmo muito bom :)
A parte mais engraçada do dia eram as histórias malucas que a Pop e o Rodrigo inventaram pros pais do Rildo, tudo porque eles achavam que a Lu era namorada do Gerson e a gente tratou de dizer que a Pop era ex-mulher do Rodrigo! Teve até o Pedrinho, filho dos dois, com 7 anos de idade :) O pior é que eles foram tão convincentes que o pai do Rildo me chamou de canto, mesmo após termos desmentido, pra saber se era mesmo verdade que o menino não existia!!! A noite fomos buscar o material do congresso e ver a abertura e descobrimos que o material ficou disponível o dia todo, menos a aquela hora...enfim, nem assistimos o blábláblá de abertura e mais uma vez eu e Léo não saímos com o pessoal. Mesmo assim foi um dia e tanto, e terminou comigo e Léo indo tomar sorvete antes de ir pra casa, namorar mais um pouquinho :)
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No dia seguinte.....
Sábado foi dia de buscar a Pop no aeroporto. Incrível como vou revê-la, depois de 3 anos, tão longe, hehehehe, mundo doido :) Conhecemos a Lu, que trabalha com ela, gente boa tanto quanto. Depois de alguns atrasos tipicamente cearenses, fomos almoçar numa churrascaria, pois o almoço de comida congelada da sogrinha não havia nos satisfeito (a mim e ao Léo) e o restante do grupo estava azul de fome. Tudo seria perfeito, não fosse um rato ter passado correndo pelo jardim ao lado da nossa mesa....
"Garçom, tem um rato aqui!"
"Ah, isso tem mesmo...." foi a resposta singela do Seu Zé....
Inacreditável!!! Minutos depois ele pediu desculpas, mas já era tarde....e justificou que os ratos só passeiam no jardim mas não entram (sei, sei...). Começamos a ficar preocupados quando o Léo lembrou que lá pelas tantas, no rodízio, o garçom disse que ia " correr atrás de uma carne diferente pra gente". Teríamos comido file de rato?!?!? Cruzes! Fomos pro mercado, comprar as coisas pro churrasco de domingo e pra fazer um cachorro quente básico, pra janta. Mais uma sessão de músicas velhas, mais risadas, mais vodka :) No computador, conhecemos o tal Zé que a Pop e a Lu disseram falar igual ao garçom da churrascaria....e não é que era mesmo? O pessoal intercalava downloads dos episódios com idas a varanda, pra ver o eclipse da lua, maravilhoso. Lembramos encontros passados, festas, coisas engraçadas, até a hora de ir embora. O Rodrigo e a Pop ainda tiveram pique pra sair a noite, mas eu e Léo resolvemos ir pra casa mesmo ;) Algumas coisas simplesmente não mudam. Ainda bem!
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A viagem pra Fortaleza
Viajar pela BRA nem foi tão ruim quanto eu imaginava. Apesar do vôo lotado e do fato dos assentos serem livres (uma correria na fila pra sentar na janelinha, tipo busão), ele saiu no dia e hora combinados. Teve até serviço de bordo (pelo preço, julguei que não teria).O engraçado era as pessoas puxando papo, querendo saber de onde vinha, pra onde ia e por que, coisa que não vi em outros vôos, outras companias aéreas. No começo fui ao lado de uma moça que nunca tinha viajado de avião e tava nervosíssima, e depois da escala em Brasília, um rapaz que ia prestar vestibular veio conversando o tempo todo comigo, mas não encheu o saco. Pior mesmo foi uma mulher perguntando se ele era meu filho !!!!!!! Caramba, eu não tenho cara de quem tem filho de 17 anos....grrrr! Era fácil perceber que haviam outros participantes do congresso, por causa dos canudos enormes de papelão com os pôsteres. Fui recebida pelo meu amor e pelos meninos, Gerson e Rodrigo, e fomos pro apartamento deles, enquanto o Léo voltava ao trabalho. Fortaleza continua linda, com suas praias deslumbrantes e um céu inigualável. Terra de gente amistosa e simpática, cujo maior problema é o calor excessivo. Viva o ar condicionado :) O apartamento dos meninos é uma graça, com uma vista privilegiada. Rodrigo me recebeu com um carinho enorme, cheio de planos para todos os dias, numa agenda que sempre inclui vodka e baladas. Conversamos e botamos o papo em dia até anoitecer. Pena que eu não consegui fazer surpresa com o Rebecão, porque ele sacou que era isso que eu ia levar, pelo meu comentário em seu blog (antes eu não tivesse escrito nada!), mas valeu porque ele ficou feliz em reaver seu cachorro de pelúcia. Fizemos uma sessão trash com 2 amigos do Rodrigo (muito simpáticos, por sinal), até dar a hora de ir a um barzinho, onde conheci o Sellaro e o pessoal do trabalho do Gerson. Meu amor foi me buscar e então tivemos tempo de matar um pouco das saudades de 7 meses acumulados. Há tempos eu não me sentia tão feliz!
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Quinta-feira, Novembro 06, 2003
Ruas de Fogo, o filme
streets of fire
Estou um bocado ansiosa por conta da viagem pra Fortaleza, amanhã, então resolvi escrever, agora que terminei de arrumar as malas (quem sabe neste meio tempo eu lembre de algo que eu tenha esquecido de colocar nelas).
A minha querida amiga Hannah me emprestou a fita do filme Ruas de Fogo, antes mesmo de revê-la, após um século emprestada para uma outra pessoa. Na minha opinião, este é um daqueles filmes em que a trilha sonora é mais importante que o filme, como Dirty Dancing. Eu tinha o disco (sim, disco de vinil...) e o ouvia sem parar. Confirmei isso quando perguntei a minha irmã se ela lembrava do disco e ela disse que era impossível não lembrar :)
Rever um filme que daqui a dois meses completará vinte anos é engraçado. O filme era ambientado nos anos 50, mas os cabelos e as roupas denunciam os anos 80. E a legenda? Parece batida na máquina de escrever!! No entanto fiquei emocionada na maior parte do tempo, pelas recordações que as músicas me traziam. Do filme eu lembrava pouco: a cantora no palco no começo e no fim do filme, a cena do ônibus, nada mais. Lembro que nos áureos tempos em que a Globo passava este filme na sessão da tarde, as músicas eram legendadas...pena que na fita original não o são. Assisti ao filme como quem bebe um vinho envelhecido por muito tempo em barris de madeira...saboreando cada parte. Tonight Is What It Means to Be Young é uma música que mexe muito comigo, eu revi o fim do filme umas 3 vezes seguidas, só para ouvi-la....Com Dirty Dancing foi assim também. Eu tinha uma turminha boa de amigos e adorávamos dançar ao som de suas músicas. O sucesso da trilha foi tanto que saiu o segundo disco do mesmo filme. São parte da trilha sonora da minha vida :) Não sei se a Hannah faz idéia do tamanho do bem que me fez ao me emprestar a fita, mas eu serei eternamente grata! :)
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