Sexta-feira, Dezembro 26, 2003
Mais um espécime da nova espécie!
Inacreditável, mas achei mais uma pessoa que tem um gato que acha que é cachorro! E eu achando que só a minha Zizi é que não batia bem, hehehehe. A nossa gata cachorro (ou como chama o Rafael, gatorra) também rosna pras visitas, avança em quem não gosta e avisa quando chega alguém em casa. Tem uma amiga da minha mãe que nem vem mais em casa, de tanto ser vítima das mordidas da gatorra. Se o dono do gatorro não morasse tão longe, a gente até podia combinar um cruzamento ele eles, pra estudar as crias malucas que teriam. Podíamos até fazer um teste, criando os bichanos com ração pra cachorro, hehehehe! Maldades à parte, foi bem legal ter achado o blog dele, vítima das leis de Murphy tanto quanto eu :) Eu e a Carol nos divertimos muito lendo o blog ontem! E olha que ela não é de ficar lendo blogs comigo, mas queria ver de que é que eu tanto ria :D
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Da Grécia para o Egito
Eu não sei porque é que tanto egípcio me chama pra conversar no icq! Volta e meia tem algum puxando papo. No começo eu até respondia (eu e esta mania de não saber dizer não....), mas sinceramente, já cansou. Como muitos que querem conversar, não estão interessados em apenas uma amizade, e mais do que isso quem não quer sou eu. Tudo bem que meu sonho de infância era conhecer o Egito e quem sabe, eu até um dia possa ir até lá. Mas eu gostaria de saber se os egípcios gostam de mitologia grega tanto assim, para sempre puxarem papo comigo!
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Ano novo, bicicleta nova!
E não é que eu ganhei uma das bicicletas do sorteio da festa de confraternização do trabalho?? Puxa, eu não ganho nenhum sorteio desde criança! A última vez, que me lembro, foi numa copa do mundo, nos anos 80, e foi um conjunto de linhas Círculo (que eu guardei anos e nunca usei), a coisa mais frustrante do mundo :) Mas desta vez tive sorte e levei a bike! Como dei uma bicicleta pro Titi de natal, a primeira dele (mas com os créditos indo todos pro Papai Noel, claro), agora somos os dois futuros ciclistas da casa :) Hoje levei ele pro passeio de estréia na rua, pois foi a primeira tarde sem chuva desde que ganhou o presente. Eu ainda não usei a minha e faz tempo que não ando, mas dizem que a gente nunca esquece a andar de bicicleta, né? Tomara!
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Terça-feira, Dezembro 23, 2003
Um milhão de bugingangas
Pra alguém que não gosta muito de natal eu já escrevi muito sobre a data...Mas eu queria contar, nesta véspera tão tumultuada em casa, sobre algo muito especial que eu fiz questão de continuar a fazer. No último natal com meu pai ficamos conversando na varanda de casa por muito tempo, como fazíamos sempre, e ele começou a falar sobre o bebê. Eu estava grávida de 6 meses e sabia que era menino, já tinha até escolhido o nome Tiago. Ele então disse coisas que ele fazia comigo e com meus irmãos e que eu devia fazer. "E não esqueça do saco de brinquedos", disse ele também. Este saco, feito de papel celofane, era uma das maiores alegrias da minha infância, uma das mais belas recordações que tenho. Um pacote de balas, bombons, pirulitos e brinquedinhos baratos (as bugingangas), muito grande e colorido, que todo ano a gente ganhava " do Papai Noel". Algo simples, mas muito significativo, pois criança gosta de grandes quantidades, seja do que for. Ano passado fiz o pacote pro Tiago, que adorou também os brinquedinhos e guloseimas. E também marcou pra ele, pois ele lembrou, um ano depois! Perguntou pra mim se ia ganhar este ano "um milhão de brinquedos e doces", hehehehe. (ele tem usado muito este número, deve ter ouvido recentemente). Se eu tenho lembranças disso, então eu devia ter cerca de cinco anos de idade. Vou continuar esta, digamos, tradição, com o Titi até que ele também tenha esta idade, numa singela homenagem ao seu Zé Carlos :) Pra quem tem criança (primo, sobrinho, irmãozinho), fica a dica! E tenham todos um Feliz Natal!
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Domingo, Dezembro 21, 2003
Pagando os pecados...
Todo mundo dá um fora, fala uma besteira, ou acredita em algo errado, uma vez na vida (bom, no meu caso, muitas vezes na vida, sou a rainha da gafe!). Ás vezes a besteira é tamanha que você fica sendo lembrado muito tempo depois, seja no trabalho, no almoço de família ou na mesa de bar com os amigos. Mas a minha mãe bateu todos os recordes possíveis em termos de crucificar alguém por dizer uma bobagem. E tem data certa pra acontecer: no especial do Roberto Carlos, de fim de ano. Eu tinha uns 12 ou 13 anos quando o Menudo estava no auge de sua fama no Brasil e era o primeiro grupo do qual fui fã "roxa". Com esta idade, diga-se de passagem, a gente não costuma dizer coisas muito brilhantes mesmo. Mas eu tive a infeliz idéia de dizer a minha mãe que o Menudo seria eterno e que o Roberto Carlos não. Pra quê, meu Deus, eu tinha que rebater as eternas provocações da dona Cristina! Não me lembro se eu queria provoca-la, simplesmente, ou se eu acreditava nisso. O fato é que eu disse a tal "pérola" e quando o Menudo sumiu, começou o meu calvário. Desde então, em todos (eu disse todos!!) os finais de ano a minha mãe faz questão absoluta de relembrar isso e rir da minha cara, com ar de vitoriosa. Nem mesmo no ano em que não teve especial, por causa da morte da Maria Rita, eu fiquei livre! São exatos 20 anos de provocação. Está de bom tamanho, não? Acho que já paguei (e caro!) pelo sacrilégio de duvidar do reinado inabalável de Roberto Carlos. Eu ando sem paciência com minha mãe em muitos sentidos. Vai ver por isso desta vez tive coragem de dizer o quanto aquilo me incomodava e que esperava, ardentemente, que esta seja a última vez que ela relembre esta baboseira! Chega! Eu já tentei até apelar pra revidação na mesma moeda, lembrando-a do que disse quando teve o meu irmão Dudu: "nem Jesus Cristo me faz engravidar de novo!" bradou dela. Papai do Céu não gostou da blasfêmia e mandou logo gêmeos :) Então eu, que nem praguejei contra o Nosso Senhor, mereço a redenção, não? Assim seja! Forget it!
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Sexta-feira, Dezembro 19, 2003
Internet muda
Hoje me dei conta de que mantenho um costume da época da faculdade, ao acessar a internet: o silêncio. Se por um lado eu tinha internet o dia todo, numa época em que nem existia acesso residencial ilimitado, por outro havia a restrição do uso da rede para diversão, o que tornava a utilização de programas de bate papo, sons e jogos proibidos. Eu era viciada em MOO e todos os meus esforços era pra burlar a sua proibição. Então não me incomodava em não ter ICQ ou IRC, e nunca me acostumei a ouvir música durante as minhas navegadas. Mas e hoje?? Nada me impede de baixar músicas ou colocar um CD pra tocar enquanto estou no computador e no entanto, a primeira coisa que faço ao sentar na frente do micro é desligar as caixas de som! Não peguei a época do Napster e não sei usar o Kazaa. Logo eu, que adoro música, que sempre gostei de ter um rádio ligado, nem que fosse só por distração...No mínimo estranho, não? Quem sabe me dando conta seja o começo de alguma mudança :)
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Antas, capivaras, onças, tucanos
Voltei a assistir o Globo Repórter e suas reportagens sobre animais, por causa do trabalho. Fico encantada ao ver os mesmos animais que cuido no zôo em vida livre, no seu ambiente, de onde jamais deveriam ter sido retirados. Quanto mais eu trabalho com animais de cativeiro, mais eu tenho esta certeza: lugar de bicho é na natureza, solto. Sou a primeira a defender o zôo quando vejo alguém falando mal dele, mas acho ótimo que o aprisionamento dos animais silvestres incomode os visitantes. Se algum animal está lá comigo é porque alguém o tirou de seu habitat natural. Em algumas cenas eu me emociono tanto que quase choro, como quando a bióloga que estuda as araras azuis no Pantanal afirmou que lá praticamente não há mais o tráfico desta ave graças ao trabalho da educação ambiental junto à população e que as pessoas tem orgulho de ver as aves soltas! Vem cá: será que todo biólogo é meio bobo ou sou só eu que sou sentimental demais?!?!?!
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Quarta-feira, Dezembro 17, 2003
Felicidade máxima :D
Hoje cheguei radiante em casa! A boa notícia veio pouco antes do fim do expediente: o meu amor finalmente achou passagem :) Eu já estava me acostumando com a triste notícia da falta de passagens aéreas quando o Léo me ligou dizendo que conseguiu. Vamos passar o ano novo juntos, iiiiiiiiiiuuuuuuuuuuppppppiiiiiiiiiiiiiiiiiii :) Nem liguei pro cansaço, pra chuva, pela demora em chegar em casa: fui flutuando pela rua, hehehehe! Só o amor pra fazer a gente sorrir à toa, feito boba, pelo meio da rua....:) Vai ser o intervalo mais curto que estivemos separados: um mês. Depois, se tudo der certo, vou pra Fortaleza em abril, nas férias. Sabe quando a gente tem certeza de que encontrou a pessoa certa? De que desta vez é pra sempre? É assim que me sinto! Só serei ainda mais feliz quando a gente casar e não houver mais distâncias. Ano que vem vamos ficar noivos! :) Começar o ano ao lado dele é o sinal de que o ano trará coisas boas pra nós, tenho certeza! ;) Que seja o lado bom da mudança que espero ter em minha vida.
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Ainda falando de natal...
Ainda estou criando coragem pra enfrentar as lojas pras compras de natal....ô tarefinha ingrata! Comércio lotado, vendedores enlouquecidos, povo estressado pela rua, pivetes assaltantes em cada esquina....é o que me aguarda. Ao menos a minha mãe aliviou uma parte, comprando a bicicleta de natal do Titi (que está devidamente escondida no quarto dela). Não fosse ela ter se adiantado a mim, já era, quase não achou. Ela está feliz. Pra minha mãe, natal é sinônimo de comida, comilança, uma mesa farta e pronto, feita a festa. A gente se matando na cozinha o dia todo e ficando cansada na hora da ceia, ou melhor, da janta, pois ela não espera dar meia-noite. Todo ano é a mesma coisa. Eu fico com os doces e ela com os salgados. Mas tem alguns detalhes que me lembra os natais em família, com todo mundo reunido, que tanto me dá saudade: o cheiro dos assados, as músicas natalinas, a alegria do Tiago pela casa, lutando contra o sono pra ver o Papai Noel chegar :) A saudade do meu pai vai tomar conta de mim sem pedir licença, vai quase me derrubar. Vai quase parecer que ele está sentado na mesa da cozinha, fumando, me pedindo coisas na geladeira, pra fazer suas delícias (foi ajudando ele que eu aprendi a cozinhar). Falando suas bobagens adoráveis, fazendo a gente rir. Dizíamos que se ele ficasse esclerosado ou gagá a gente nunca ia perceber, pois ele continuaria falando maluquices e a gente rindo disso :) Natal sem ele pra mim não é natal de verdade.Como naquela música triste que diz: já faz tempo que eu pedi/ mas o meu Papai Noel não vem/ Com certeza já morreu/ ou então felicidade/ é brinquedo que não tem. Este post é como meu natal: um pouco alegre, um pouco triste. O que vai prevalecer este ano?
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Sábado, Dezembro 13, 2003
Então é Natal
Hoje levei o Tiago pra passear. Fomos até a Biquinha, pra ele andar no trenzinho da praça, fomos até a Vila de São Vicente, pra ele ir ao teatro de bonecos, e ao shopping, pra ele lanchar no McDonald´s. Os roteiros de passeio podem até variar (ida ao parque, ao zôo, à praia), mas estes itens pra ele são básicos. Ao menos o pessoal do teatro de bonecos deu a boa notícia de que ano que vem vão mudar a peça (eu já decorei até as falas dos bonecos!). Pela cidade haviam diversos papais noéis: gordos, magros, bem vestidos, mal vestidos, sorridentes, emburrados...eu tinha medo que isso acabasse desencantando o Tiago, que ainda acredita em Papai Noel. Como eu já tinha visto que o Papai Noel do Carrefour era um velhinho com barba de verdade e com cara de vovô bonzinho, tive a idéia de dizer a ele, lá pelo meio do passeio, que aquele Papai Noel da rua não era de verdade, era só um homem vestido igual a ele, mas que a gente visitaria o verdadeiro no fim do dia. Quase perdi a chance, pois quando chegamos ao Carrefour o Papai Noel não estava, pois estava jantando. Como demoraria pouco pra ele voltar, resolvemos esperar na porta da sua "casa", o que criou uma expectativa ainda maior. Quando ele finalmente chegou, o Tiago ficou envergonhado e quase não quis tirar foto. Ano passado ele se recusou e eu não forcei porque vi que ele estava com medo, mas desta vez eu vi que era só vergonha, peguei ele pela mão e o levei até o Noel. Ele estava tenso e nem olhou pro velhinho na hora de dizer o que queria de presente de natal, mas sorriu pra foto. E quando chegou em casa, tive a certeza de que valeu a pena: ele correu até o quarto da avó e disse, todo feliz, que havia tirado foto com o Papai Noel de verdade :))))) Não sei até quando ele ainda vai acreditar nisso, mas eu vou fazer o possível pra prolongar esta magia.
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Ah, se eu pudesse....
Às vezes eu queria viver uma vida que não fosse a minha. Acho até que este sentimento é bem comum entre as pessoas...o cinema está cheio de estórias de troca de papéis, de corpos, de vidas. Alguns problemas se repetem tanto que poderiam prosseguir no piloto automático, que ninguém perceberia. Agora é uma boa época pra mudar, fazer planos, arriscar. Todo mundo faz uma espécie de revisão da vida no final do ano e promete coisas pro ano seguinte, mesmo que não haja uma certeza de que se concretizem. Uma coisa é certa: quanto menos as coisas dependerem dos outros, melhor. Quanto mais se tem as rédeas da vida nas próprias mãos, melhor. Acho que este é um bom parâmetro a se tomar, quando pensar em mudar qualquer coisa: independência. Claro que algumas coisas não vão mudar, existem hierarquias a seguir, a gente sempre vai depender de decisões alheias, seja de chefe, de família, ou do que for, afinal vivemos em sociedade. No meu caso, as mudanças que tenho em mente são muito grandes e envolvem outras pessoas. Mas se eu não tomar alguma atitude, daqui a algum tempo vou estar me lamentando pelas mesmas picuinhas, brigas, chantagens emocionais, raivas e explosões das quais me lamento hoje. Tudo que eu planejo em minha vida tenho que levar em conta a outra vida pela qual sou responsável: a do meu filho. E cada vez que deixo de fazer alguma coisa, engulo algum sapo, fico remoendo alguma raiva ou aumentando alguma mágoa, vou criando um peso, um jugo, uma culpa sobre os ombros dele que ele não merece, porque ele simplesmente não me pediu nada disso, as escolhas foram minhas. Não quero com isso alimentar monstros a serem soltos em dias de raiva. Não quero repetir o horrendo comportamento da minha mãe de tacar na cara as coisas que fez ou faz por mim. A gente sempre quer pros filhos uma sorte melhor do que a nossa, luta pra que eles não passem pelo que passamos.
Acho que na verdade, não quero viver outra vida que não a minha. É como quando a gente viaja, passa dias incríveis fora, mas depois bate saudade da nossa cama, em casa, sabe? Se a gente muda muito, mais cedo ou mais tarde sente falta da vida como era antes, não importa se era melhor ou pior. O que eu passo hoje é fruto de uma escolha feita num momento muito difícil da minha vida, que ainda não acabou. Mas não sei até quando eu vou agüentar isso, porque muita coisa se perdeu no caminho. Mas eu não estou sozinha. Aliás fosse só por mim, nem aqui eu estaria, com certeza. Aqui era o último lugar que eu queria estar. Por isso eu preciso ponderar muito sobre o que fazer, o que mudar. Eu só sei, com certeza, o que não fazer. O que fazer eu espero descobrir o mais rápido possível!
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Terça-feira, Dezembro 09, 2003
Urbana Legio Omnia Vincit
Filho de peixe, peixinho é! Tiaguinho vai dançar na festa de encerramento da escola vestido de roqueiro. Fui então comprar uma camiseta preta pra ele, tarefa nada fácil, pois crianças nunca vestem preto (pobres dos filhos de roqueiros, góticos e afins, hehehehe), mas enfim achei uma lojinha com uns tamanhos pequenos. E qual não foi a minha alegria ao ver que tinha uma da Legião Urbana :) Comprei também óculos escuros, gel pro cabelo e uma pulseira de couro daquelas de "metaleiro". Foi difícil convence-lo a dançar, mas desta vez a professora, a diretora, eu e minha mãe conseguimos :) Ano passado ele dançou de Visconde, foi tão lindo (e eu, tão babona!). Mas no meio do ano ele não quis e a gente respeitou. Agora ele está ensaiando em tudo! Eu não sei se ele vai gostar de Legião quando crescer, se vai achar música "de velho"...mas que eu vou querer mostrar tudo pra ele, ah vou!
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De tirar o fôlego!
Gostaria de não parecer piegas ao descrever como foi o show da Ana Carolina, mas vai ser um pouco difícil :) O show foi perfeito, do primeiro acorde de cello à última música do bis! Quando ela subiu ao palco, pra começar o show com a música Uma louca tempestade, eu pensei que fosse ter um treco, de tanta emoção. Deu até pra esquecer a chuva, os atrasos, a má localização da mesa, o saco que é ter que asssitir a um show maravilhoso sentada....tudo se tornou pequeno, secundário. A voz da Ana é algo indescritível e sua presença de palco, uma das mais fortes que já vi. Uma diva, uma deusa, um mito! Uma surpresa muito legal foi saber que o Carlos Trilha é o tecladista dela. Aliás toda a banda dela é ótima. A música 2 bicudos teve um show de percussão incrível (com um tal de cajon), e Estampado contou com um inusitado som feito com isqueiros cedidos pela platéia (esta foi a única vez em que eu queria ser fumante, em toda a minha vida), além de uma performance teatral muito bacana. Um dos momentos que eu mais esperava era a música É mágoa. Foi mesmo um dos momentos mais fortes, marcantes como a música. Uma chuva de penugens (como se um travesseiro tivesse sido estourado) e depois, uma chuva mesmo, compunham a melancolia desta letra. Tudo perfeito, até um segurança entrar na minha frente, feito um armário, bem nesta música!!! Ah, não pensei duas vezes: meti a mão e empurrei ele, hehehehe. Ninguém podia estragar aquele momento! Ana deu um show a parte tocando pandeiro em Vox Populi (de cair o queixo). No momento "violão e voz", além de canções próprias, cantou Outra vez, do Roberto Carlos, uma música da Bethânia que eu não sei o nome, Sinais de fogo, da Preta Gil (que a Ana compôs pra ela) e Eu gosto é de mulher, do Ultraje, de maneira delicada, levando a ala lésbica do público ao total delírio :) Ao menos no bis o público se levantou pra sacudir no Beat da beata e no repeteco de Elevador. Da próxima, eu quero estar na beirada do palco, num show com pista! Foi um sonho realizado. Agradeço aos meus queridos Hannah, Angel e Jonny por terem feito parte disso, tornando possível :)
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Quinta-feira, Dezembro 04, 2003
Mentiras via internet
Olha só o mail que eu recebi de um amigo....
Se vocês estão cansados de repassar a foto da garotinha loirinha
que foi raptada, teve câncer em todas as partes do corpo, sumiu depois
de ler um e-mail, etc., vocês devem clicar aqui
Muito bom mesmo! Tem desde a loira do banheiro até as mensagens subliminares :P Tou rindo até agora! :D
Pra futuras consultas (por exemplo, qdo a minha prima me mandar mais uma corrente), linkei no "eu recomendo"
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Terça-feira, Dezembro 02, 2003
Fim de linha total
Hoje eu me senti uma velhinha de 60 anos! Golpe final, certeiro na autoestima! Sacanagem mesmo! Buáááá! Tudo porque o cobrador do ônibus tirou uma menina de uns 15 anos de um dos assentos e disse a mim: pode sentar, senhora. Foi o fim! Caramba, nem de cabelo branco eu tou (hum..quem sabe a raiz, mas nem aparece ainda, vai). Se eu não estivesse com os dois pés com bolhas devido a um sapato novo, teria recusado...mas não dava...eu tava exausta e com os pés doloridos....O jeito foi apoiar a bengala e sentar. Quem sabe, puxar um papo sobre reumatismo com a velhinha do lado. Snif. O consolo quase veio em seguida: a mocinha era namorada do cobrador (ou candidata a isso...) e não tava pagando pela viagem, então ele achou melhor que a moça fosse de pé. De que adiantou a gentileza do cobrador? Ninguém merece.
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Celebridade Regional II (fama caipira)
Naquela época eu estava mesmo no meu momento fama (mas eu só percebi isso agora, hehehehehe!). No primeiro final de semana dos calouros, a universidade oferecia um passeio a uma cachoeira para os estudantes que eram de fora da cidade e que não iriam pra casa, uma atitude bem bacana, que não sei se ainda acontece por lá. Eu estava nesta turma, que não podia ouvir falar em casa ou mãe que caía no choro, qualquer coisa que fizesse a gente esquecer a distância valia a pena. Como as TVs locais nunca tem assunto suficiente pra dois telejornais diários, qualquer coisa vira notícia, e lá foi a equipe de reportagem acompanhar o nosso passeio. Filmaram tudo, o tempo todo. Lá pelo meio do passeio o pessoal conseguiu esquecer um pouco isso e curtir o local. Eu estava saindo de um mergulho, quando ao abrir os olhos, dou de cara com a repórter, agaixada numa pedra ao meu lado, perguntando se a água estava boa. Um tanto sem graça, respondi as perguntas, morta de vergonha e pensando com estaria meu cabelo naquele momento (ah, mulheres....). Eu morava com mais 7 garotas e lá estavam as 8, plantadas na frente da TV, esperando a reportagem vir ao ar. Foi uma reportagem grande, com destaque, e quando apareci (cabelo em ordem! Ufa!) foi aquela gritaria, nem consegui ouvir o restante da matéria. No dia seguinte, fui apelidada de " Bicho Pop" pelos veteranos, que tiravam uma onda comigo. Não esqueço uma das meninas dizendo: "em 3 anos que estou aqui, nunca apareci em nada! Vc já fica famosa na primeira semana hein!" A fama durou cerca de uma semana, mas o entrosamento com os veteranos ficou até o fim do curso :)
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Celebridade regional
Já que o assunto está em voga...não posso reclamar: eu já tive os meus quinze minutos de fama :))) Outro dia eu falava sobre os comerciais locais ridículos e lembrei que eu já participei de um deles! Quando passei no vestibular (não vamos falar em datas, não é?), o cursinho chamou os alunos que passaram nas universidades públicas pra gravar o primeiro comercial do Objetivo de Santos. Lá fomos nós, passar o dia todo debaixo do maior sol, pra gravar aquela cena " chavão": todo mundo de cara pintada, pulando, abraçando os amigos, sorrindo pra tudo. Como ninguém havia prestado artes cênicas (ou coisa que o valha), houve uma certa dificuldade em fazer a cena parecer natural. A gente tinha que jogar as apostilas pra cima e depois nos abraçarmos....repetimos tanto a cena que as apostilas ficaram acabadas, de tão amassadas! Tempos depois, lá estava o comercial na TV, com uma musiquinha horrorosa de fundo. Eu não tinha texto, nem aparecia o tempo todo, mas todo mundo me viu e comentava. Pessoas que eu mal conhecia de vista me paravam na rua, amigos ligavam pra contar que viram o comercial. Queria rever o comercial hoje e dar boas risadas :) Foi um mico, mas foi muito legal ser reconhecida :)
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