Quarta-feira, Fevereiro 25, 2004
Mais forte que eu
Num relacionamento a distância a confiança mútua é a base de tudo, sem a qual seria impossível sobreviver em meio a um mar de saudade constante. Comigo e com o Léo nunca foi diferente: eu tenho certeza de que a lealdade ao sentimento que temos é recíproca e merecida. Mas sentir ciúmes está além do que o racionalismo pretende alcançar, mesmo sem ter motivos pra ele existir. Ciúmes são com o medo: a gente muitas vezes o identifica, mas sentir ou não está fora de controle. Mas se é possível lidar com o medo e superá-lo, eu acredito que com os ciúmes seja possível também, apesar de ainda não ter descoberto como :) É claro que o Léo tem laços afetivos com outras pessoas e eu seria muito burra e injusta se quisesse rompê-los, pois além de tudo não conseguiria. São pessoas que fazem parte de sua vida. Mas esta consciência de que não corro risco não me exime de sofrer. Ele foi viajar com dois casais de amigos e uma amiga no carnaval. A mesma amiga que quando estive lá fez questão de demonstrar que conhecia o cotidiano dele melhor do que eu, cuja intimidade com ele saltava aos meus olhos. Ela tem algo que eu queria muito, que é a convivência com ele. Mas se sou eu a pessoa que mais bateu o pé pra dizer que homens e mulheres podem ser apenas bons amigos, não ia ser logo agora que eu ia achar justamente o contrário, não? Mesmo porque eu ainda acredito nisso, e o mais importante: acredito e confio nele. Então nada me resta senão vivenciar esta angústia da melhor maneira possível. As vezes querendo saltar num abismo, às vezes lamentando não ter condições de estar mais tempo lá, com ele, às vezes me quebrando em mil pedaços. Mas às vezes tendo a serenidade e a tranquilidade pra admitir que sou mais forte que o ciúme, e que tenho um amor maior que tudo, maior que eu (como a música do Jota Quest). O medo que tenho nem seria de uma traição, mas de perde-lo. Essa insegurança é algo que vai perdurar enquanto houver distância e de certa forma ajuda, pois algo totalmente certo e cem por cento seguro torna tudo muito monótono. Eu não busco soluções pra isso, pois não há. Posso e preciso, sim, aprender a lidar com isso.
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Quem me dera, ao menos uma vez....
Os índios invadiram a Praia de Paranapuã (ou praia das vacas, pros íntimos), que fica no final da minha rua. A princípio fiquei apreensiva, pois imaginei que seria uma verdadeira devastação naquele refúgio de mata atlântica (já não fazem índios como antigamente). Mas qdo soube que eles se instalaram no antigo prédio do CECOF e que a prefeitura está bancando a alimentação deles, fiquei mais tranquila. Afinal eles estão mais pra sem terra do que pra índio! E teve uma coisa realmente boa: a praia está finalmente fechada de verdade ao público. Apesar de fechada, havia um trecho permitido que vivia sujo, imundo (ninguém pensa que o caminhão de lixo não passa por lá) e mergulhadores eram visto constantemente. Agora a polícia ambiental fechou mesmo a passagem e apesar de ter perdido um bom trecho em que eu costumava passear com o Tiago, eu acho que valeu a pena, pois o local é um refúgio de aves marinhas, local de desova de peixes, parada de descanso pra aves migratórias e muito mais. O fato de que um carro com o adesivo "Serviço de proteção à Mata Atlântica" passe diariamente por lá também me tranquiliza bastante. Deixemos os índios em paz. Afinal de contas, bem ou mal, eles estavam aqui muito antes de todo mundo!
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Matando saudades
Bom, já que ainda não consertamos o computador de casa, o jeito é postar de fora mesmo.....Felizmente o carnaval acabou porque mais um dia em casa e eu teria um treco! E ainda pra melhorar tudo, estas novas regras sobre espaço no blogger....sinceramente, acho que vou migrar pro webbloger do Terra! Mas entre mortos e feridos, salvaram-se todos. Na melhor linha " olho por olho, dente por dente", já que minha adorada mãe aprontou um barraco imenso pra eu não ir ao UOEncontro carnavalesco, resolvi vir pra uma lan house passar a tarde, com o pretexto de ter voltado a trabalhar hoje. Odeio ser tratada como adolescente, mas já que é assim, o jeito é revidar na mesma moeda.
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Quarta-feira, Fevereiro 04, 2004
Oh, vida ingrata!
O computador de casa pifou e estou sem acesso :( Mais do que triste, eu tou em crise de abstinência!!! Argh!!! :(
Com as mãos tremendo cheguei a um computador de uso público só pra dizer oi (putz, esta foi muito melodramática, até pra mim, hehehehehe). Beijos a todos!
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