Calliantéia...

...é a soma de POLIANTÉIA, que significa "reunião de variados dados de um determinado tema" e CALLIOPE, minha identidade virtual há 10 anos, nickname que sempre uso, retirado da Mitologia Grega.





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Sexta-feira, Abril 30, 2004

Começar de novo....

E aqui estou eu, de volta à São Vicente, quase de volta ao trabalho. Parece que o efeito da "anestesia" passou, mas a dor ainda persiste, porém um pouco mais suportável. Dos dias restantes em Fortaleza, ficaram lembranças boas, dentro das circunstâncias: muitas horas de sono, muitas horas de internet e apoio dos amigos, sem falar no estoque de chocolate, remanescente da páscoa! Conheci os amigos do Rodrigo, uma animada turma movida a vodka, cerveja e música dos anos 80 (esta última, claro, graças ao anfitrião de todas as festinhas). Como mais uma vez eu levei a chuva de SP para lá, não fui à praia, mas não fez muita diferença.

Outro desencontro...

Como não bastasse a desventura amorosa, ainda por cima perco por duas vezes o show da Ana Carolina :( Quando eu estava indo para Fortaleza, ela estava se apresentando em SP e quando voltei, ela está em Fortaleza....Quase tive um treco quando vi o anúncio do show...Ao menos pude ver o DVD dela, graças ao Gerson, uma pessoa de extremo bom gosto ;) Os meninos nem iam me contar que ele tinha o DVD porque eu já estava no maior bode, mas de que adianta fugir do sofrimento? Eu concordo com o Korn, a gente tem mais é que extravasar, chorar, sentir, fazer uma catarse, limpar as lágrimas e recomeçar. E nada melhor do que as músicas da Ana, que se antes já mexiam comigo, agora soam como a mais perfeita trilha sonora. No DVD não tinha " É mágoa", mas ao chega em casa, coloquei esta música no repeat e me despedacei toda. Que bom que eu já fui ao show, logo no começo da temporada, assim não posso muito reclamar desta perda.

Azar no amor, sorte no jogo

Não pensei que esta máxima estivesse tão certa! Que o digam a Dayane e a Raquel, que foram por duas vezes jogar buraco comigo e com o Gerson. Não deu outra: ganhei todas as partidas! Houveram os protestos das meninas, que mandaram eu resolver a minha vida amorosa antes de jogar, mas eu garanti a elas de que adoraria ter perdido vergonhosamente, de lavada, todas as jogadas, a ter que pagar este preço....De qualquer forma foi muito bom jogar cartas de novo, eu não o fazia desde a época da faculdade, quando varávamos as noites de sexta jogando, na antiga república. As regras cearenses para o buraco são muito mais rígidas, e parecem mais com tranca do que com buraco, mesmo assim, foi divertido. No domingo além da Dayane e da Quelônia, veio também a Lia, pro almoço que saiu lá pelas quatro da tarde (e diga-se de passagem, estava ótemo). Além do buraco, jogamos Master, um jogo de tabuleiro, com perguntas sobre assuntos variados, e fizemos paulistas x cearenses, e mais uma vez a minha sorte deu aquela ajudinha básica :)

Vira, vira, vira.....

Ainda bem que aqui não tem o tal chopp de vinho. Depois de tomar 8, e afanar mais umas duas canecas alheias, eu realmente não fiquei com boas lembranças desta bebida. Há muitos anos eu não tinha uma ressaca tão braba! Além do Gerson (um amor de pessoa), tive ajuda da velha e boa amiga parede, que me amparou na volta do barzinho, antes que eu alcançasse outro amigo inseparável daquela noite: o vaso sanitário. O amigo "Hugo" foi chamado até a exaustão. Além do rastro preto da parede até o banheiro, deixei lembranças nada agradáveis no carro do Gerson...e na minha roupa....e em vários lugares....tudo devidamente roxo...argh....bebe, desgraçada, bebe.....

Amigos pra valer

Não sei o que seria de mim nesta fase difícil se não fossem os meus amigos. A começar pelo Rodrigo e Gerson, que era pra me receber por duas horas, até o Léo chegar, e acabaram tendo de me aturar por uma semana! A Dri e a Anja, uma já de carteirinha, outra que está passando pelo mesmo, foram muito legais e deram a maior força. O pessoal da UOE, pertencentes a ala VIP do meu coração, também foram solidários, oferecendo o ombro, a caixa de lencinhos pra compartilhar e palavras de conforto.Alguns passam por situações ainda piores que a minha e mesmo assim tiveram força pra ajudar. Angel e Hannah abriram tb as portas da UOEHome, e eu quase fui pra lá, o que ainda pretendo fazer. Amigos do msn, do blog (como o querido Wally), amigos do Moo, do ICQ...foram muitas as demonstrações de carinho, e que me reconfortaram muito. Mesmo as vezes não sabendo bem o que dizer, com medo de cair apenas em frases feitas e chavões, amigos são essenciais na vida da gente. Pela presença, por se importar, por dividir e ouvir as muitas lamentações. Eu agradeço a todos por tornar suportável todo este sofrimento. Como tudo tem um lado bom nesta vida, foi nesta dor que vi o quanto sou querida, e tive apoio de gente que eu nem esperava.

Clube dos Corações Partidos

Quando eu estava grávida, só via mulher grávida na rua, só falava de gravidez, por onde quer que eu fosse. Agora é um tal de encontrar pessoas com dor de cotovelo....impressionante :( Uma triste coincidência....Alguns amigos estão se separando, outros terminaram namoro, outros estão criando coragem pra terminar. O fato de compartilhar isso no blog e no Moo trouxe até novos amigos. No google, mais de 5.000 páginas sobre o assunto. Enfim, eu não esperava ter tantos sócios no Clube dos Corações Partidos! E como numa irmandade, os corações partidos são solidários. Ouvi muitas histórias, e tentei consolar muita gente. Logo descobrimos que existem outras situações bem piores do que a nossa. Isso não diminui o sofrimento, mas reconforta. Eu ao menos não tenho certeza de que é o fim, eu creio que ainda tem jeito, que não foi pra sempre, mesmo sabendo que o pra sempre, sempre acaba. Não sei o que vai ser de mim, de nós, depois que esta fase ruim passar, nem sei se esta porta entreaberta não acaba sendo prejudicial, mas ela é tudo que me resta na vida. E chega de drama!

Postado por Calliope, em 3:07 PM
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Quinta-feira, Abril 22, 2004

Postado por Calliope, em 11:39 PM
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Quarta-feira, Abril 21, 2004

Fim de linha 2

Eu queria gritar, chorar alto, tremer
Me agarrar a ele e dizer não, implorar, descer ao chão
Como naquelas músicas de fossa antigas
Perguntar um milhão de vezes "por que?", até perder a voz
Eu queria explodir, ou implodir
Abrir os olhos lentamente e ver que era só um pesadelo...
Mas não era.
Era a verdade, amarga, dura, sórdida
Me estapeando feito uma insana, desvairada
Eu queria convencer, apagar, esquecer, recomeçar, mudar
Mas aqueles olhos já não me viam
Nem traziam a admiração, nem o brilho, nem o sonho de outrora.
Eu não estava mais no fundo deles. E os meus estavam vermelhos e inchados, de tanto chorar.
Nem quis procurar pelo coração, pois se eu não me visse lá, morreria, fulminada.
Eram tantos os apelos, os pedidos implorados, o desespero, que não caberiam naquele sofá onde estávamos.
No silêncio, as mãos se tocavam, como se pedissem desculpas umas as outras.
O grito dava lugar ao pranto, incontrolado, vertido há vários dias, com poucas tréguas, escondido pelos cantos da casa, na beirada da cama, em noites claras e insones.
Queria dizer tanto, falar tanto, pedir tanto, lutar tanto....
Mas não dava mais tempo.
Foi quando olhei para sua mão e não vi a aliança. Foi o golpe de misericórdia. Desabei de vez.
Tentei esconder a minha, sobrepondo com a outra mão. Como se eu tivesse vergonha de ainda continuar querendo.
Tirei forças não sei de onde para perguntar sobre a aliança. Tinha que tocar no assunto, diante da evidência cabal. A resposta foi evasiva, nada contundente,e eu nem precisava dela. Ele já usava os verbos no passado.
Eu fui, eu era. Eu já era.
E eu já não queria gritar, queria morrer, para combinar com a minha alma e meu coração. Queria me despedaçar e sumir, levada pelo vento forte.
Mas não era, entretanto, um golpe fatal. A porta ficou entreaberta, para quando ele se reencontrar, me procurar. Eu não tinha como dizer sim ao não, ao fim que não quero. Ele também não quis dizer. Decidir algo tão importante no meio de uma crise, uma depressão, não é prudente. O amor ficou ali, agonizando, sem nenhum dos dois ter coragem de desferir o golpe final.
Não me restava outra coisa a fazer senão tirar a minha aliança também. Entregar a ele, aceitando o acordo, o descompromisso.
"Pára! Pára tudo! Volta a fita! Não...não pode...não deve...não precisa...não é justo....não é possível!". Era o coração gritando, tentando me trazer de volta à razão.
Mas não havia força. Nem jeito. Nem solução.
Ficou o abraço, prolongado e silencioso, de "eu não queria que fosse desse jeito", contando os segundos do fim.
" Então eu vou subir", sentenciei eu. Não que eu quisesse ir embora. Ficaria ali, agarrando-me ao seu cheiro na minha blusa e nas minhas mãos, a única coisa a qual eu ainda tinha direito. Mas o grito realmente morreu na garganta.
" Não é um adeus, é um até logo", disse ele.
"Até logo, meu amor", disse eu.
Fim.


Postado por Calliope, em 5:27 PM
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Fim de linha 1

Nosso primeiro reencontro acabou no hospital, quase de madrugada. Não que tenhamos nos engalfinhado a ponto de precisar de atendimento médico....nunca brigamos, não iria ser agora, muito menos a este ponto. As mazelas foram feitas na alma, no coração dilacerado, que nenhum cardiologista daria jeito. Enquanto ele tomava uma medicação pra amenizar a dor de estômago que nos levara a aquele lugar, eu acariciava seu braço, sua testa, seu rosto, numa forma carinhosa de dizer "estou aqui e vou cuidar de vc". Parecia que a partir daquele momento as coisas iriam melhorar. Mas depois vi que o único beneficiário era mesmo o estômago dele. Ao menos isso. O resto parecia surreal demais pra ser verdade. Eu não sabia ainda, mas nosso próximo encontro me levaria direto pra U.T.I.

Postado por Calliope, em 5:26 PM
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Segunda-feira, Abril 19, 2004

Pesadelo em tempo real

Um buraco se abriu. Um no chão, outro na minha alma. Despenquei com toda a força, ainda estou caída, não no chão, porque o chão simplesmente não existe. A dor é implacável e só aumenta com o tempo. Não sei o que fazer, o que pensar, o que sentir. Estou perdida, como uma criança que solta a mão da mãe no meio da multidão. Estou com medo, aflita, angustiada. Só há uma pessoa no mundo que pode explicar o que está acontecendo e depois de fazer isso, não sei se vou levantar ou cair ainda mais. Nada mais faz sentido.

Postado por Calliope, em 2:47 AM
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E a pesquisa continua....

A passagem do período feudal para a economia de moeda corrente trouxe uma nova visão comercial da bebida na Rússia. O Estado decretou exclusiva destilação do álcool, e colocou taxas. A vodca, em expansão, também virou monopólio do Estado, que deteve os direitos de produção e comercialização.
Em 1894, a vodca russa foi definida pelo Estado: bebida feita a partir de cereal, com tripla destilação e diluída em água até a bebida alcançar 40º GL (ou 40% de álcool na bebida).
Quando a Rússia entrou em contato com o capitalismo, a comercialização da vodca de boa qualidade já não era tão rentável. Com isso, a produção da bebida passou a ser feita a partir da destilação da batata e da beterraba, produtos mais baratos, mas com alto poder de embriaguez.
Ultimamente, muitos países têm produzido spirits com o nome de vodca. Eles alegam que a bebida é destilada e filtrada repetidamente para fazê-la mais pura e leve. O resultado é uma bebida leve, mas sem gosto e neutro em caráter.
A partir de meados do século 20, principalmente nos EUA, a vodca compõe os mais variados coquetéis por conta de sua neutralidade. Mas ainda mantém tradições, acompanhando sempre as refeições na Rússia.

Para produzir uma boa vodca são necessários os melhores ingredientes e água, além de muita tradição.

Componentes importantes
Cereais (centeio, trigo, aveia, cevada ou trigo-sarraceno, entre outros)
Água (é purificada e filtrada)
Malte (feito de centeio)
Levedo
Substâncias aromáticas (oculta sabores indesejáveis e acrescenta outros interessantes)

(fonte:http://basilico.uol.com.br/beber/beber_des_vo_index.shtml)

Postado por Calliope, em 12:40 AM
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Mais curiosidades

Spirit originário da Europa Oriental, a vodca chegou à Rússia no início do século 14 e espalhou-se pelo mundo. Foi criada devido às altas temperaturas da região, já que as bebidas fermentadas não ¿aqueciam¿ como as destiladas. No início do século 17, foi apreciada pela alta sociedade pelo seu alto grau de pureza. Freqüentemente servida em banquetes imperiais da Rússia, era o início, assim como o pão, de todas as refeições.

A vodca vem do termo russo vodá (diminutivo de água). É um spirit neutro, sem idade, que pode ser destilado a partir de qualquer alimento fermentável.

Sua melhor versão é a destilada do trigo, do centeio e do malte de cevada. A mais barata é a feita a partir da destilação de milho e batatas.
Uma de suas características mais marcantes é que ela possui pouco ou nenhum odor. Neutra e incolor, pede como acompanhamento a comida picante, defumada e gordurosa.


(fonte:http://basilico.uol.com.br/beber/beber_des_vo_index.shtml)

Postado por Calliope, em 12:36 AM
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Um pouco mais de história

A premium vodca é fabricada a partir de grãos, batatas ou beterraba. A principal diferença em relação à vodca comum é que a premium passa por sucessivas destilações e filtragens, resultando em produtos refrescantes, de textura macia e sabores sutis, com índice alcoólico em torno de 43% (o mesmo das vodcas normais).
Apesar da aparente neutralidade da vodca, as premium desenvolvem aromas e sabores bem característicos, tendendo ao cítrico, mineral e o apimentado.
A Polônia é o único lugar que ainda utiliza a batata como base para seus produtos. Wiborowa e Luksusowa são suas principais marcas.
Outros países também desenvolveram suas premium vodcas. A sueca Absolut é uma das mais consumidas em todo o mundo. Danzka (dinamarquesa), Finland (finlandesa) e Tanqueray Sterling (inglesa) são outros bons exemplos de vodcas de qualidade.


(fonte:http://www.tribunadonorte.com.br/anteriores/000825/comidasebebidas.html)

Postado por Calliope, em 12:26 AM
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Eureka!!!

Ontem, durante a nossa confraternização etílica, surgiu a grande questão: de que é feita a vodca? Destilado, tá...mas do que? Ninguém sabia e o jeito foi hoje perguntar ao mestre Google. Eis a resposta:

A vodca é obtida por meio de fermentação e destilação e é filtrada em carvão vegetal. Pode ser destilada de batatas ou de uma mistura de cereais.
(fonte:http://www.unica.com.br/pages/sociedade_cultura2.asp)

Destilado de batata filtrado em carvão vegetal...quem diria! Comentário do Rodrigo: "deve ser por isso que eu gosto tanto de batata....". Bom, ainda quero descobrir a tal mistura de cereais, que também pode ser matéria prima. E não me digam que eu não tenho coisa melhor a fazer nas férias, pois estou passando por algumas dificuldades técnicas inesperadas, ok?

Postado por Calliope, em 12:18 AM
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Domingo, Abril 18, 2004

Sombra, sol e água fresca

Depois de um dia todo de viagem (entre baldeações, atrasos e adiantados, táxi, ônibus, avião e carros) cheguei a Fortaleza, terra da luz ( e quanta luz!). A viagem foi tranquila, o vôo não tava lotado e o episódio mais inusitado foi uma mulher me pedir pra passar umas malas pra ela, na minha quota de frete, o que me deixou apreensiva no começo, mas depois vi que não eram drogas ;) Teve também uma mulher, de uns 30 e poucos anos, com um conjunto de bolsa e mala da Barbie, rosa-muito-muito-choque, de doer na vista, contando pra amiga que qdo foi compra-las a vendora achou que era pra filha dela...e quem não acharia?! Mas enfim, gosto é gosto e cada um tem o seu. Fui direto pra casa do Rodrigo e do Gerson, até o Léo poder me buscar, o que estranhamente acabou não acontecendo. Tive uma bela festa de recepção, com muito som dos anos 80, muita vodka e muita bagunça, divertidíssima, que durou até o sol raiar. Teria sido perfeita, se a pessoa mais importante pra eu estar aqui estivesse conosco, mas enfim, a gente não pode ter tudo sempre. A turma era bem animada e lá pelas tantas, movida por 7 copos de vodka (alguns a 25%, outros a 50%) e atendendo a pedidos, fiz a indefectível coreografia de "o amor e o poder" da Rosana, além de "crássicos" como menudo, dominó, pimpinella e Luan & Vanessa (tudo devidamente muuuuito fotografado). Entre os convidados estava o Joaquim, que ao juntar fragmentos de conversas descobriu que eu era a Carlinha da Lista Legião, da Whiplash, e ficou emocionado! Foi bom ter lembrado dos tempos que eu era uma celebridade virtual....:) Aquela lista de discussão era a minha vida, eu ia pro computador antes de tomar café responder e-mails....Bons tempos....Enfim, eu me diverti bastante, tomando sempre cuidado pra não bodear nem beber demais, e mesmo querendo de vez em quando ficar tristinha, sempre alguém me arrancava do sofá. Não era bem o que eu esperava pra minha primeira noite aqui, mas sem dúvida, valeu muuuuito a pena!

Postado por Calliope, em 5:28 PM
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Segunda-feira, Abril 12, 2004

Desabafo

Incrível, mas achei! Achei um lugar pra acessar a internet fora de casa que não é lan house! Estou aqui há horas, lendo meus mails, visitando todos os links do meu blog, deixando meus comentários, e até agora nenhum gritinho, nenhuma morte, ninguém pedindo pra atualizar o placar...não é maravilhoso?! Os donos também não são mal encarados e nem parecem que estão te fazendo o maior dos favores, como os da lan que eu usava. Perguntaram quanto tempo eu usaria, mas não vão me desconectar sem antes perguntar se eu desejo continuar....não é lindo? :) Bendito seja o problema que deixou a lan fechada e me obrigou a procurar outro canto pra acabar com a abstinência! Melhor que isso, só em casa mesmo. :)

Postado por Calliope, em 3:59 PM
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Problema de junta.....

Ai ai ai...o computador de casa tá sofrendo de problema de junta.....JUNTA TUDO E JOGA FORA! Mais uma vez estou sem acesso...desta vez foi o monitor que queimou. Nâo, não foi por falta de aviso do Rinaldo, a boa alma que conserta a "carroça" cada vez que ela quebra. O HD logo logo vai dar seus últimos suspiros tb. Que tristeza....de volta ao inferno chamado lan house, às noites insones vendo filmes velhos na TV e o quase sempre infrutífero conselho de irmãos em busca de uma solução ($$$). O que me anima é que estou de passagem comprada pra Fortaleza, passar uma semana com meu amor, rever os amigos e curtir merecidas férias :) Acho que vou lançar a campanha " Calliope Esperança" por um computador novo! Ligue Djá!

Postado por Calliope, em 2:32 PM
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Terça-feira, Abril 06, 2004

Pipoca

Achei um texto muito legal postado no blog Megeras Magérrimas. Já que não consigo mandar por icq aos amigos, vai aqui mesmo. Combina com minha fase reflexiva.

Milho de pipoca que não passa pelo fogo continua a ser
milho para sempre. Assim acontece com a gente.
As grandes transformações acontecem quando
passamos pelo fogo.
Quem não passa pelo fogo, fica do mesmo jeito a vida inteira.
São pessoas de uma mesmice e uma dureza assombrosa.
Só que elas não percebem e acham que seu jeito de ser
é o melhor jeito de ser.
Mas, de repente, vem o fogo.
O fogo é quando a vida nos lança numa situação
que nunca imaginamos: a dor.
Pode ser fogo de fora: perder um amor, perder um filho,
o pai, a mãe, perder o emprego ou ficar pobre.
Pode ser fogo de dentro: pânico, medo, ansiedade,
depressão ou sofrimento, cujas causas ignoramos.
Há sempre o recurso do remédio: apagar o fogo!
Sem fogo o sofrimento diminui. Com isso, a possibilidade
da grande transformação também.
Imagino que a pobre pipoca, fechada dentro da panela,
lá dentro cada vez mais quente, pensa que
sua hora chegou: vai morrer.
Dentro de sua casca dura, fechada em si mesma,
ela não pode imaginar um destino diferente para si.
Não pode imaginar a transformação que está sendo
preparada para ela. A pipoca não imagina aquilo
de que ela é capaz. Aí, sem aviso prévio, pelo poder do fogo
a grande transformação acontece: BUM!
E ela aparece como uma outra coisa completamente diferente,
algo que ela mesma nunca havia sonhado. Bom, mas ainda temos
o piruá, que é o milho de pipoca que se recusa a estourar.
São como aquelas pessoas que, por mais que o fogo esquente,
se recusam a mudar. Elas acham que não pode existir
coisa mais maravilhosa do que o jeito delas serem.
A presunção e o medo são a dura casca do milho
que não estoura.
No entanto, o destino delas é triste,
já que ficarão duras a vida inteira.
Não vão se transformar na flor branca, macia e nutritiva.
Não vão dar alegria para ninguém.

Extraído do livro O amor que acende a lua de Rubem Alves.

Postado por Calliope, em 12:01 AM
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Segunda-feira, Abril 05, 2004

Retrato 3X4

Há exatos dez anos eu fiz um auto-retrato, no "meu querido diário". Resolvi aproveitar algumas coisas e refaze-lo aqui. Não é uma tarefa fácil definir a si mesmo, se avaliar, se enxergar, em geral somos muito severos consigo próprios. Mas acho que daqui a dez anos eu vou querer novamente saber como eu me achava, não? :)

Sou uma pessoa em busca de equilíbrio, como todas as outras. Acho bom humor algo fundamental no cotidiano, procuro sempre estar sorrindo ou fazendo os outros sorrirem. Trabalho em algo que gosto e em que me realizo, procuro fazer o melhor que posso no meu grupo. Gosto de coisas simples, de fazer amigos, de cultivar os que já tenho. Gosto de estar sempre aprendendo algo, de ensinar o que sei, de mudar o que posso. Adoro ser mãe e tenho em meu filho o maior e melhor de todos os meus feitos. Por ele, sou capaz de qualquer coisa, e provei do amor eterno verdadeiro assim que soube de sua existência. Gosto de ouvir música cantando junto, de visitar a praia à noite, de contar estrelas no céu. Gosto de sair pra dançar, andar de bicicleta, dormir até mais tarde, cozinhar. Sou também briguenta, nervosa e ciumenta, de pavio muito curto. Me magôo com facilidade e me desmancho em mil pedaços...sou frágil. Desastrada e péssima fisionomista. Mas sou carinhosa, sonhadora, leal e companheira. Gosto de demonstrar sempre o que sinto, seja com gestos, palavras ou atitudes.E falo, falo pelos cotovelos! Tenho uma dificuldade imensa em dizer não, me meto em enrascadas por conta disso. Adoro viajar, mas detesto fazer e desfazer malas. Minha grande perdição são os doces :) Tive uma ótima infância e adolescência, vivi sempre intensamente, aproveitando tudo que podia. Tenho a dádiva de amar e ser correspondida na mesma medida, um amor sincero e duradouro, que me centra, me acolhe, me acalenta a alma, me torna feliz e viva. Quero aprender a perdoar mais e discutir menos, agir mais pela cabeça e menos pelo coração. Quero constituir família e ter outro filho. E me livrar da conexão discada :)





Postado por Calliope, em 11:14 PM
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Botando a energia para circular


As prometidas "faxinas de férias" começaram pelos brinquedos do Tiago. Aproveitei o fato dele ter ganhado uma porção de brinquedos novos no aniversário para convence-lo a doar os que ele já não usa mais. Mas se desfazer de coisas já não é uma tarefa fácil para um adulto, que dirá para uma criança...tive que ter muito tato. Quis que ele entendesse que a gente não doa brinquedos quebrados ou imprestáveis, mas brinquedos ainda úteis e inteiros, que ficaram esquecidos, mas que podem fazer a alegria de outras crianças (uma noção bem diferente da que tem a minha mãe). Fiquei feliz ao ver que ele entendeu e que acabou voltando atrás em alguns "nãos". O que não tinha mesmo jeito, como pedaços de brinquedos ou brinquedos muito quebrados, foi parar na coleta seletiva, onde mais uma vez expliquei que aquilo não seria jogado fora, mas transformado em coisas novas, úteis. Depois de tudo separado, organizei e limpei os brinquedos que ficaram. Gostei do resultado, mesmo sabendo que daqui a algum tempo estará tuuuudo bagunçado de novo, hehehehe. A julgar pelo cansaço que tive, creio que o livro sobre bagunça e feng shui tinha mesmo razão: coisas em desordem acumulam energia negativa, pesada, afinal não fiz tanto esforço físico, mas fiquei esgotada. E ainda que não seja verdade, organizar as coisas é sempre bom, nem que seja apenas esteticamente! Arrumei também a agenda de telefones e parte do meu guarda roupa. Falta arrumar meu coração, que anda meio desarrumado também.

Postado por Calliope, em 11:13 PM
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Festa no MOO

Ontem foi a festa de 2 anos do FatecMoo, comemorados com a tradicional bagunça de sempre :) Depois do fim do CPDEEMoo, a comunidade virtual onde nasceu minha personagem Calliope, os que não queriam desistir de freqüentar este tipo de bate papo migraram pro FatecMoo, onde foram todos muito bem recebidos. Outros tempos, outros personagens, outra função além do ponto de encontro universitário: o Moo assumiu sua função educacional e garantiu assim sua sobrevivência. Ontem resgatamos um pouco da alegria, descontração e irreverência, sempre presentes em nossos encontros virtuais. Revi amigos queridos, conheci gente nova...até realizei um casamento! Muita gente se pergunta (ou não entende) como um programa com tão poucos recursos, sem os atrativos dos bate-papos atuais, pode ter sobrevivido, mas o diferencial não está aí, na sua cara, ou nos seus comandos: está no seu público freqüentador, o pessoal das faculdades e universidades. Os churrascos do Moo (ou Moorrascos) estão entre as minhas melhores lembranças da época da faculdade, e a maior parte da minha vida afetiva também está ligada a ele. E não uso a versão moderna, via browser não...vou de telnet mesmo, ou gmud, fundo preto e letras brancas, como nos velhos e bons tempos :) Os planos agora são reativar a Moo Gallery (galeria de fotos) e fazer uma comemoração real destes dois anos de FatecMoo. Tocando em frente :)

Postado por Calliope, em 3:21 PM
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Sábado, Abril 03, 2004

CelebriBLOGS

Que grata surpresa achar, através do Jornal do Blogueiro, blogs de famosos que eu gosto :) Eu já tinha visto o da Sâmara Felippo mas, convenhamos, foi pura curiosidade..! Eu sempre fui fã do Léo Jaime e adorei o blog e o site. Conheci o seu lado jornalista e estou devorando as crônicas tb. Fiquei um tempão pensando em como escrever um comentário que não parecesse piegas, nem batido (tipo adorei seu blog/visite o meu), mas nem sei se consegui, hehehe! A proximidade promovida entre os ídolos e seus fãs através da internet é algo realmente gratificante. Lembro quando o Zeca Baleiro respondeu a um e-mail meu e eu pensei que ia ter um treco, de tão eufórica! A primeira pergunta que a gente se faz é " será que são eles mesmos?" No caso do Zeca, ele não só respondeu o mail, como mandou um autógrafo pra mim pela Estelinha, depois do show, com " beijos grávidos" (eu tava de 5 meses do Titi). Achei também o blog do Biquíni Cavadão (e acreditem, o Bruno consegue escrever posts maiores que os meus!) o do Ultraje a Rigor e do Marcelo Taz (do Vitrine). E através do blog do Léo Jaime conheci um dos blogs mais engraçados que já visitei, o Virunduns, que é sobre letras de música que a gente canta errado. Todo mundo compartilha suas gafes, fazendo a gente chorar de tanto rir, principalmente quando se reconhece nos tais erros! Virunduns é uma referência ao hino nacional (ouviram do Ipiranga, lá lá lá), um clássico em termos de cantar a letra errada. Resultado: fui dormir às 3 da manhã, com os olhos ardendo de sono, mas muito satisfeita pelas descobertas: até criei um link para elas!

Postado por Calliope, em 7:28 PM
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Sexta-feira, Abril 02, 2004

Jogos e analogias

Será que só eu fico pensando no sentido da vida quando se joga Tetris?? Eu não sou muito dada a joguinhos eletrônicos, sou péssima neles, sempre fui mais de ficar olhando os outros jogarem. Mas de Tetris eu sempre gostei, talvez por não ter saltos ou tiros mirabolantes, quase sempre frustrantes pra mim :) E ao jogar, invariavelmente fico fazendo comparações com a vida. As vezes é preciso arriscar mais e não ficar esperando que o tipo perfeito de peça venha pro encaixe desejado, as vezes quando tudo parece perdido as peças certas surgem, as vezes não dá tempo de corrigir os erros...Fico imaginando que as peças são como as oportunidades que temos, que quem as joga é o destino, e exercemos o tal do livre arbítrio ao girar a peça no sentido que nos aprouver. Somos responsáveis pelo desenho final, pelas pilhas formadas, mas não controlamos qual peça será a seguinte, e mesmo sabendo que cada seqüência é programada pelo jogo, atribuímos nosso desempenho à sorte ou falta dela. Ficamos de saco cheio quando nada encaixa, nos alegramos quando uma peça salva as diversas besteiras cometidas nas jogadas anteriores. Na vida, nem sempre identificamos o momento adequado de se recomeçar o jogo, mas muitas são as chances de se fazer isso, quando reconhecemos que naquela situação nada mais há para ser feito.

Em tempo: descobri um outro joguinho muito bacana, chamado Sokoban, que também envolve peças que devem se deslocar, mas sem muita liberdade, como no Tetris. Vicia tanto quanto, hehehehe!


Postado por Calliope, em 12:13 AM
mortais inspiraram-se aqui

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