Calliantéia...

...é a soma de POLIANTÉIA, que significa "reunião de variados dados de um determinado tema" e CALLIOPE, minha identidade virtual há 10 anos, nickname que sempre uso, retirado da Mitologia Grega.





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Sábado, Janeiro 29, 2005

Filho de peixe...


Nem bem usufruí o computador e o perdi. Perdi pro meu filho! Titi dominou a máquina desde que o tio Beto comprou um joystick e ambos descobriram a quantidade enorme de games que o Rinaldo instalou no micro. Agora o menino não quer nem comer, nem dormir...parece eu quando descobri a internet, hehehehe :) O pior nem é ter que esperar ele dormir pra então poder mexer no computador, mas o fato de eu não gostar de videogame, não saber ensinar como se joga e ainda por cima, perder o pouco tempo que temos juntos quando chego do trabalho! Sei que é uma fase de empolgação, que ele vai enjoar daqui a algum tempo e que as coisas tendem a se normalizar. Assim como quando ele descobriu os joguinhos dos CDs e só queria saber disso, assim como ele queria rever mil vezes a fita do Procurando Nemo, assim como outros vícios. Como mãe, tenho que impor certos limites, faze-lo parar de jogar para comer, estabelecer um horário máximo para jogar, estas coisas irritantes e necessárias. Outro dia me peguei fazendo uma coisa péssima, desligando o jogo sem o deixar terminar a fase, sem aviso prévio, depois me arrependi. A negociação tem que ser bilateral, o respeito também. Nunca suportei o abuso de autoridade da minha mãe, a ela outorgado pelo simples fato de ser mãe, então não quero repetir a história. Desliguei o jogo porque ele estava a muitas horas jogando, mas logo me imaginei em seu lugar e alguém vindo cortar a minha conexão bem na hora em que o Orkut destravasse... já pensou? Cruzes. Voltando ao posto de chata-mór-porém-justa, agora fico dando avisos sobre o prazo se esgotando. Não diminui muito a cara feia em troca, mas ainda assim é um avanço. A gente vai aprendendo aos poucos as medidas certas, né? No quesito teimosia, ele bem que se parece comigo... é um verdadeiro filho de peixe. E é o peixinho que eu mais amo no mundo!!

Postado por Calliope, em 9:40 PM
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A promoção dos meus sonhos


Todo mundo tem uma mania boba. A minha é participar de concursos, sorteios e promoções, desde pequena. Sempre adorei preencher formulários, responder perguntas, enviar um monte de cartas, depositar cupons em urnas, e depois ficar sonhando. Nada que tenha se tornado uma obsessão, apenas um passatempo. Juntar embalagens, códigos de barras, recortar revistas, guardar os anéis das latinhas de alumínio e trocar por bugigangas adoráveis. Concorrer a viagens, carros, prêmios em dinheiro, conhecer um ídolo. Não é a toa que já perdi e-mails por causa de uma enxurrada de spams, porque vivia preenchendo cadastros promocionais... Hoje penso duas vezes antes de dar informações por causa disso. A mania de ler tudo que cai em minhas mãos faz com que eu leia até mesmo os regulamentos dos concursos, do começo ao fim (sim, aquelas letrinhas miudinhas, nos rodapés dos folhetos). E claro que com anos de prática, ganhei algumas coisas e colecionei outras. De promoção de rádio, ganhei um pôster gigante autografado, do sorteio do trabalho, uma bicicleta, da rifa, uma camiseta. Colecionei garrafinhas miniatura de coca-cola (as primeiras, de vidro, que a mãe da gente dizia que tinha veneno dentro pra ninguém querer tomar o líquido), io-iô, álbuns de figurinhas, livros, bonequinhos, bichos de pelúcia e sabe Deus mais o quê. Nunca ganhei nada caro, nem fabuloso, mas fiz muitos planos sonhando com prêmios tão maravilhosos quanto difíceis de ganhar. De jogos não sou muito fã, mas quando a megasena acumula, faço minha aposta e fico torcendo até o sorteio. Os bolões do pessoal do laboratório, no mestrado, eram muito divertidos. Ficávamos sonhando em grupo com o que fazer com o prêmio, e surgiam coisas como trocar todos os computadores, comprar um container de ependorfs pra nunca mais ter que lava-los, viajar juntos pra um lugar paradisíaco e ficar mandando postais pra nossa chefe, hehehehe. Quando alguém diz que os prêmios prometidos não existem, eu conto alguns que vi de perto, como por exemplo, um vizinho em São Carlos que ganhou um carro de um título de capitalização. Fui lá na garagem dele, conferir! Um colega ganhou uma guitarra autografada de uma rádio de SP, outra colega de faculdade contou da prima que ganhou a viagem pras ilhas gregas, com direito a guarda roupa completo (um luxo!). Uma das que eu mais fiquei triste de ter perdido foi passar o dia com o Menudo (pode tirar sarro, eu deixo), lá pelos meus 13 anos. Eu mandava cerca de 30 a 50 cartas por dia, e lembro de ter ficado com o pulso doendo de tanto subscrever envelopes, sem falar nas semanas sem sair, nem me divertir, economizando o dinheiro para os selos. Eu chorei muito quando não fiquei entre as 15 sorteadas. De lá pra cá aprendi a lidar com as frustrações e ficar apenas com os suspiros de "puxa, não foi desta vez". A última promoção que participei? A do cartão de crédito que prometeu mesada de 5 mil por 10 anos. Uma única chance, um grãozinho de areia na praia, mas.... sonhar ainda não custa nada. E cada um com suas manias!

Postado por Calliope, em 9:38 PM
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Segunda-feira, Janeiro 24, 2005

Chove chuva, chove sem parar...

Não me venha com aquele papo de "as plantinhas devem estar felizes". Acho que nem o reino vegetal agüenta mais tanta chuva! Uma semana inteira sem tréguas dos céus. Não há bom humor que resista a calçados eternamente molhados, toalhas de banho que não secam nunca e sombrinhas abertas na sala, atrapalhando o trânsito de pessoas. Meus pés, quando chego do trabalho, parecem duas uvas passas albinas, um horror. Desviar de poças, tomar cuidado pra não levar banhos de algum motorista mal educado, agüentar lugares públicos fechados e lotados. O lado bom? Vejamos...você sempre vai ter assunto, seja com um amigo, ou um estranho. Ninguém resiste ao comentário sobre o tempo e todos se tornam meteorologistas amadores. Reclamar do tempo é intrínseco ao ser humano. Semana passada reclamávamos do calor insuportável, do sol escaldante do meio dia. Vai ver, São Pedro atendeu a todas as reclamações destes dias abafados de uma só vez. Quem fica feliz com tudo isso é a imprensa, ávida por desgraças, estampando enchentes, deslizamentos, desmoronamentos e desabrigados em todos os noticiários. E a gente aqui, em casa, embolorando, maldizendo a umidade. Dá pra acreditar que as pessoas visitam o zôo em dias assim? Seria desespero de ver as crianças o dia todo dentro de casa, por conta das férias escolares? Não...não é só isso, porque adultos também passeiam pelo zôo alagado, pra ver animais encolhidos, entocados, amuados como nós, torcendo por um dia seco. O mais patético é ver os adultos tentando fazer os pequenos ficar o tempo todo debaixo dos guarda-chuvas, tarefa árdua que não tem sucesso por mais de 15 minutos. O que mais dá raiva são as professoras, com 50 ou mais alunos, resolvendo não cancelar o passeio, deixando a molecada correr solta. Ai da escola do meu filho, se um dia de chuva ele chegar em casa ensopado! Ah, mas eu seria injusta se não admitisse que existe um lado bom, de verdade, em tudo isso: dormir. Dormir em dias de chuva, no aconchego do lar e com aquele barulhinho de água é muito bom! Mas logo vem o dia seguinte, com chuva de novo, e o mau humor reinicia. Ninguém merece!

Postado por Calliope, em 11:11 PM
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Sábado, Janeiro 22, 2005

Criança diz cada uma...

Aí vão mais algumas "pérolas" do Tiago:

"Eu queria. Mas não consigo controlar meu cérebro." (sobre parar de se mexer tanto enquanto vemos TV)

"Mãe, dá um pause aí" (sobre parar de ler o livro enquanto ele ia ao banheiro. Filho de nerd, nerdinho é, hehehehe).

"Mãe, onde tava a melancia, antes de melancia existir?" (pronto, começaram as perguntas difíceis, meu Deus!)

"Mãe, você é gente grande...por que ainda usa fraldinha?" (sobre absorventes. Pronto, começaram as perguntas indiscretas, meu Jesus Cristo!)

"A vó disse pra não contar, mas eu caí e me machuquei hoje." (tremendo dedo duro hein...)

" E quando eu tiver 40 anos, eu posso sair sozinho?" (quando eu disse que agora ele ainda não pode sair sozinho na rua)

" Eu não sou norueguês. Eu sou Palmeiras!" (pro vizinho que vive provocando quando ele passa. Com subseqüentes explicações sobre diferenças entre nacionalidade e torcedor de futebol.)

" Você vai trabalhar amanhã? E depois de amanhã? E depois de depois de amanhã? E depois, depois, depois de amanhã?" (pra tentar descobrir quanto tempo dura um fim de semana)

E a gente se diverte :)

Postado por Calliope, em 3:53 AM
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Quarta-feira, Janeiro 19, 2005


Efervescência

Com o calor, chegam também os amigos de verão. Todo mundo que tem casa na praia sabe o que é isso, e sabe também que o melhor é não esquentar a cabeça mais do que o sol já faz, com maestria. Mas outro dia minha mãe recebeu friamente um casal amigo, e quando a mulher perguntou, não hesitou em explicar o porquê. E isto da minha mãe dizer na lata o que não gosta é algo que admiro nela. Não que a minha cordialidade com uma ex-amiga de adolescência fosse falsa, pelo contrário, é bom rever pessoas que um dia já foram muito importantes na nossa vida e ver que estão bem. Mas entendo o que minha mãe quis dizer quando sente que alguém veio visitar a praia e não a gente. Ela própria não tirou a razão de minha mãe, apesar de enumerar uma série de desculpas para a ausência nos outros meses do ano.
Houve um tempo em que eu me ressentia muito com os amigos de verão que sumiam depois. Era frustrante investir em amizades que não resistiam muito tempo, que derretiam feito picolés esquecidos. Mas com o tempo consegui distingui-los dos amigos leais, e simplesmente usufruir destas agradáveis companias, aproveitando os momentos de descontração e nada mais. Como minha mãe, aprendi a afastar os interesseiros demais ou folgados demais evitando assim aborrecimentos desnecessários. Colegas de faculdade, por exemplo, que praticamente se ofereciam para ficar em minha casa, ou que jogavam indiretas do tipo "ah, se eu tivesse onde ficar no litoral..." eram prontamente ignorados. Pessoas interessantes eram sempre convidadas, rendendo bons momentos e boas risadas. Quanto aos daqui mesmo, cortesia e hospitalidade a quem merecer. Afinal, dos amigos de verão também surgiram algumas de minhas amizades mais duradouras e queridas.
Amigos de verão são como aqueles comprimidos efervescentes, que em contato com a água, em pouco tempo se dissolvem por completo, mas que cumprem sua função de alívio, de melhorias rápidas. Não se pode lamentar a perda da forma, a mudança de estado físico, porque faz parte de sua natureza. Assim sendo, brindemos a eles, e torçamos para que voltem no próximo verão, trazendo novidades!

Postado por Calliope, em 12:59 AM
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Sábado, Janeiro 15, 2005

Benza Deus!

Eu voltava do trabalho, cansada, suada, cabelo desalinhado, daquele jeito decadente em que a última coisa que você gostaria era encontrar alguém interessante pela rua. Mas como a lei de Murphy não falha, dei de cara com o bonitão do meu ex !! Não faz muito tempo que nos vimos, mas desta vez, reparei no quanto ele está mudado. Ele vinha na outra calçada, sem camisa, com a pele dourada do sol, exibindo músculos bem torneados (em muitas horas de malhação), e atravessou a rua especialmente pra me cumprimentar (e não, não dava tempo nem de eu ajeitar o cabelo...ô vida...). Mas o que realmente me faz desmanchar foi o sorriso lindo e o abraço gostoso que ele me dá, algo totalmente independente da estação do ano ou da academia. E pra mim, ele é lindo de qualquer jeito, sem demagogia, sem exagero. Mas deu pra perceber que o novo visual fez um bem danado pra sua autoestima, deixando-o mais confiante, e isso me chamou a atenção. Eu nunca o havia visto sem camisa, desfilando por aí. Trocamos algumas palavras amistosas e ele se foi. E eu fui por todo o trajeto repetindo "meu Deus, como ele está lindo!",
Da última vez em que conversamos sem pressa, perguntei se ele estava namorando, ou gostando de alguém, e a resposta foi negativa. "E dizem que a solidão até que me cai bem" diz uma música da Legião Urbana, e se aplica bem a ele, que não é do tipo que se prende de verdade a alguém. Solitário por opção, sem ser sozinho. Perceber isso ajudou um pouco a me conformar com o fim da nossa relação, anos atrás. Eu sabia o que podia e o que não podia esperar dele, mas durante um bom tempo, sonhei com coisas simples, mas que estavam muito além do que ele poderia me oferecer. Desistir não foi fácil, e nem achei que fosse sobreviver a isso, quando decidi abrir mão, mas o fiz. E não abrimos mão da amizade, que foi o ponto de partida não apenas desta relação, mas de todos os meus envolvimentos amorosos. É algo de que me orgulho, pois excetuando-se o infeliz do meu último ex-namorado, sou amiga de todos os outros. E ter esta amizade, em especial, é muito importante para mim, pois trata-se de uma das pessoas que eu mais amo nesta vida, a quem eu só quero bem.
Outro dia eu estava mexendo em papéis antigos e achei um bilhete que ele me deu, quando me presenteou com um disco (pois é, faz muito tempo...). A gente tinha brigado por algum motivo que agora não recordo, e ele resolveu me dar um disco dele que eu adorava e que vivia mais na minha casa do que na dele. Eu já estava dormindo quando ele chegou em casa, e não quis me acordar, deixando o disco e o bilhete (que guardo até hoje, os dois). Eu demorei muitos anos para perceber o verdadeiro sentido daquelas palavras. Ele dizia: " Aceite este disco. Te dou não como algo que se compra, mas porque é algo que possuo e gosto e se eu pudesse, abriria meu peito e te daria meu coração". Eu achei (e ainda acho) uma das coisas mais lindas que ele já me disse, e claro, me atinha a parte do abrir o peito e dar o coração. Mas a palavra chave ali era "se eu pudesse". SE ele pudesse escolher, SE pudesse mandar nos sentimentos, escolheria a mim para dar seu coração. E mesmo tendo absolutamente tudo pra dar certo, não deu, não foi culpa dele. E ninguém pode escolher estas coisas.
Mas admirar, pode, claro que pode. Olhei para trás umas duas ou três vezes, depois que nos despedimos, até ele sumir numa curva. Benza Deus, hehehehe! Meu lado escorpiano logo deu sinal de vida e não achei nada bom ele estar ali, lindo, desfilando, disponível...No entanto, como investir em ex é a maior furada, parei por ai mesmo. Ele tem mais é que ser feliz, e achar alguém a quem fazer feliz também. De preferência, longe das minhas vistas. Claro. Hehehehe!

Postado por Calliope, em 11:37 PM
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O primeiro post de 2005
(que era para ser também a primeira publicação, maaaas....)

Ainda ouço fogos de artifício pipocando do outro lado da janela e os meus olhos estão marejados, porque acabei de assistir um filme de amor na TV e estórias de amor sempre me tocam. O barulho das ondas quebrando na beira da praia me lembra chuva, que não tardará a cair das espessas nuvens que cobrem o céu, mas por hora são só ruídos quebrando o silêncio da madrugada. Já passa da meia noite, então não posso dizer que estou escrevendo no primeiro dia do ano, e pelo mesmo motivo abracei a minha irmã, que tomada pelo sono, mal responde ao feliz aniversário dado em primeira mão. Estamos em 2005, recebido com a euforia de sempre, em meio a desejos de felicidade, paz, amor e outros sentimentos nobres, mas que na verdade é só mais uma página virada. Ano novo sempre dá impressão de vida nova, ainda que seja apenas uma virada no calendário. Faço planos, prometo coisas, estipulo metas, como todo mundo. Mesmo não tendo sortido o menor efeito no reveillon passado, uso branco e rosa na passagem, num pedido aos céus por paz e amor durante a jornada reiniciada. Desta vez tivemos um ano novo diferente: a família decidiu ir cada um para um lado, de comum acordo. Beto passou no Rio, Dudu em Santos, mamãe no Itararé e eu, Carol, Gi e Titi na Biquinha (ou seja, todo mundo na praia). Claro que ver o espetáculo da queima de fogos é mais bonito da varanda de casa, numa visão panorâmica e ampla, mas estar no meio da multidão, com os fogos estourando bem acima de nossas cabeças também é bacana. O Titi não teve medo dos fogos, como achei que teria, pelo contrário, ficou eufórico durante a queima. Foi bonito ver as pessoas se abraçando, jogando champagne nos outros, sorrindo e se encantando com a explosão de cores. Senti meu coração em paz e pensei em todas as pessoas importantes da minha vida, desejando felicidades a cada uma delas. Ceiamos na casa do Gi, e assim que o Titi dormiu, voltei pra casa. Pelas ruas cenas comuns nesta data: pessoas bêbadas e alegres, carros buzinando, música e garrafas espalhadas. E o que é melhor: nenhuma briga. Recebi um maravilhoso telefonema do Rodrigo, de Fortaleza, e falei com algumas pessoas com quem adoraria estar e que até ergueram um brinde à distância, a meu pedido. Tentei ligar para diversas pessoas mas o celular não colaborou muito, então o jeito foi desabar na cama, cansada porém feliz.
Se eu conseguir manter as mudanças iniciadas no ano passado, está de bom tamanho! Força de vontade não me falta. Tou indo!

Postado por Calliope, em 10:44 PM
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Falando de dezembro...

Foi um mês bastante complicado. Comecei de bom humor, mas os problemas deram um jeito de mudar isso. Foram decepções e problemas no trabalho, que resultaram em mudanças não esperadas e manutenção de coisas que eu esperava mudar. Mas sabe duma coisa? Foi melhor assim. Máscaras caíram. E fica mais seguro saber exatamente com quem se está lidando, principalmente se a gente vai precisar ficar se defendendo do veneno desta pessoa. Não estou falando do meu chefe, que aliás continua o mesmo. Dele eu sei o que posso e não posso esperar há tempos. Tive coisas boas também, como passar a penúltima noite do ano num lugar incrível com uma das pessoas que eu mais amo neste mundo. Como diria o slogan Mastercad, isso não tem preço :)

Postado por Calliope, em 10:39 PM
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O retorno ao lar!

Finalmente!
O computador novo, meu auto-presente de natal, já está em casa há quase um mês. Mas a novela da instalação da internet foi grande, acompanhada pelos amigos mais chegados que diziam "e aí, já está em casa?", ao que eu respondia que não, que tava na lan, e contava mais um capítulo. Compania telefônica que demora pra colocar a linha, eletricistas que não vêm (sim, mais de um foi chamado), amigo do irmão que se dizia eletricista e quase faz besteira, enfim, pura lei de Murphy: se uma coisa pode dar errado, dará. E desde que o computador chegou que passei a escrever os posts nele, porque achei que não demoraria muito a publicá-los...o resultado foi este silêncio por aqui, quase involuntário!
Mas tou de volta, e com a corda toda!
Agora começo a por o assunto em dia, por ordem cronológica. Aos que continuaram entrando aqui e não aguentavam mais dar de cara com o Hakuna Matata, o meu muito obrigado :)

Oito meses depois, estou novamente escrevendo pro blog em casa, num computador. A satisfação só não é maior do que a de estar no meu próprio micro, e esta demorou um tanto mais... uns 11 anos, desde que aprendi a mexer num computador, na época, um moderníssimo 386 :) Antes, aqui em casa, era o computador da minha irmã, e mesmo ficando na sala, e ser praticamente da família, não é a mesma coisa...agora é o meu micro, do meu jeito! Eu estou feliz feito o Tiago com os seus brinquedos novos de natal, hehehehe. Passo horas configurando, mexendo, mudando, descobrindo o que tem, pois o Rinaldo foi bem generoso e instalou um monte de coisas além dos programas, como filmes, vídeos, músicas de seu acervo particular e outros. Sem falar que ele montou até a mesa, já que a loja ia demorar uma semana pra fazer isso. Ele também recuperou a memória do computador da minha irmã (e com ela, fotos e textos que eu odiaria ter perdido!). No dia em que o computador foi instalado, o Tiago não queria nem comer, nem tomar banho, quanto mais dormir (eeeeste é meu filho!), ficou horas matando as saudades dos seus joguinhos...nem teve tempo ainda de curtir os jogos novos! O Rinaldo criou uma área de trabalho toda especial pra ele, com papel de parede do homem aranha e tudo. Como seu filho Gabriel tem quase a mesma idade que o Tiago, não foi difícil acertar nos gostos. Ainda não há cobertura de banda larga no meu bairro (é, eu não moro, me escondo!), então o jeito é se contentar com a velha conexão discada de sempre, ou juntar os vizinhos e se mobilizar numa reivindicação junto à companhia telefônica. Até solucionar o problema, estou solicitando minha própria linha, pra evitar brigas em casa, ainda que o problema maior, anterior, nem fosse a conta alta, que eu sempre pagava, mas os ciúmes da minha mãe ao me ver no computador, na internet, feliz da vida, por horas e horas e horas. Agora com o micro no quarto, vou torcer pra aquele ditado dar certo: o que os olhos não vêem, o coração não sente, e ela me deixar em paz, com o meu vício. Comprei até fone de ouvido, pra realmente não incomodar ninguém. Ano novo, micro novo, vida nova! Viva!

Seja bem vindo, 2005!

Postado por Calliope, em 10:19 PM
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