Sábado, Abril 30, 2005
Clic de viagem
Estas são Titi, eu, a Rafaela e a Débora (filha e mãe, respectivamente), numa visita feita para a tia Esli, com direito a lasanha de camarão feita especialmente pra mim! Nham! Não há regime que resista no Rio, hehehehehe!
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Quinta-feira, Abril 28, 2005
A viagem
De volta! A ida ao Rio de Janeiro foi ótima, eu e Titi fomos muito bem recebidos pelo pessoal de lá, e conseguimos visitar todos os parentes. Pena que não deu pra visitar alguns amigos queridos, como o Wally e o Marquinhos, nem conhecer onde o meu irmão Beto tá morando, pois fiquei o tempo todo em função do Tiago, e o tempo tb não colaborou muito. Mas era mesmo pra ser uma visita mais familiar...nossas saídas foram basicamente para lugares onde a Rafaela, filha de meu primo, e Titi, pudessem brincar, como parques e pracinhas. É impressionante como crianças interagem rápido: cinco minutos juntos e os dois já estavam amiguinhos, pra alegria de todos! Ela é uma graça, um ano mais nova que ele, mas nem parece, são do mesmo tamanho.
Pra simplificar as coisas, o Titi chamava meus primos de tio e tia, e os tio-avós de vovó e vovô, porque é meio complicado explicar os parentescos pros pequenos. Todos acharam o Titi muito bonzinho e educado, elogiaram seu vocabulário, e ele ficou muito a vontade. Flávio filmou a visita à casa da tia Esli e depois gravou num CD, uma bela lembrança. Por lá estão todos animados para vir à São Vicente, no casamento de minha irmã, provavelmente ano que vem. Uma das coisas mais emocionantes foi ver o Titi chamando o tio Paulinho de vovô (já que ele não tem mais os avôs vivos). E tia Clara me deu uma foto linda de meu pai ainda novo, em preto e branco, numa moldura de couro, que já ganhou lugar de destaque na estante da sala. Estar lá, na casa onde ele morou, sempre mexe muito comigo, as lembranças transbordam por toda a parte....
Claro que não faltou uma bela sessão "lembra-disso-lembra-daquilo" entre os primos, né? Cheia daquelas frases sempre ditas nos almoços em família. Uma clássica sobre mim foi dita pelo Rogério: "sua mãe morreu, sua burra!", dita assim, carinhosamente por ele, quando eu tinha 2 anos de idade e tive que ficar em sua casa, por conta do nascimento do meu irmão. Rogério adorava me fazer chorar, e conseguia, hehehehehe!
Espero não demorar tanto pra voltar ao Rio, pois faltou fazer uma porção de coisas. E quer saber? O Rio continua lindo!
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Terça-feira, Abril 19, 2005
O Rio de Janeiro continua lindo...
...isso é o que eu e Tiago vamos descobrir neste feriado, pois amanhã estaremos zarpando para a tal cidade maravilhosa! Eu, rever os parentes, e ele, os conhecer, visto que a última visita ao Rio foi quando ele tinha apenas oito meses. Toda minha família por parte de pai mora por lá. Eu estive no Rio ano passado, para participar de um congresso, então não pude levar o Titi, mas desta vez vamos os dois. Seríamos três, se minha mãe tivesse aceitado o convite de ir conosco, mas é muito difícil tira-la de casa (e depois ela reclama que nunca passeia... tsc tsc tsc). Mas enfim, não reparem se houver um hiato em meus posts por aqui, porque não sei se terei acesso a net por lá.
Mudei-me do Rio ainda menina, tenho poucas lembranças desta época, mas guardo com carinho algumas recordações, por exemplo, de minha avó Eugênia, dos almoços em família em sua casa, e dela tocando majestosamente seu piano aos domingos. Lembro da algazarra que fazia com meus primos, do parquinho onde brincava com meu irmão, do colégio onde aprendi a ler e escrever. E agora que a terceira geração entra em cena, espero ter mais lembranças agradáveis a acrescentar aos papos em torno da mesa. Acho muito importante o Titi conhecer um pouco de suas raízes, procuro sempre lhe contar sobre os antepassados. Tenho certeza de que vai ser ainda mais paparicado do que de costume, hehehehe! Enquanto estamos por lá, espero que o Rinaldo descubra o que aconteceu com o meu micro, que pela primeira vez dá sinais de algo está errado... não posso ter o restante de minhas férias prejudicado, né? Mas Rinaldo é meu anjo da guarda, confio nele. Rio, aí vamos nós!
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Quinta-feira, Abril 14, 2005
Padecimento
Hoje resolvi fazer algo que detesto, mas que se fazia necessário: tomar um banho de sol, para tirar as horríveis marcas de camiseta e bermuda, causadas pelas caminhadas diárias na praia, nos últimos 8 meses. Aquele bronzeado "sorveteiro" tava me incomodando, principalmente para usar algumas blusas do tipo tomara-que-caia. Mas desde o começo das minhas férias que eu não conseguia conciliar duas coisas importantes para tal tarefa: um bom dia de sol e tempo livre, com o Titi na escola. Agora que ele tirou o gesso e voltou pra escolinha, e São Pedro resolveu colaborar, mesmo não tendo comprado o prometido biquíni novo (pois os antigos estão largos demais), resolvi arriscar.
Para começar o martírio, digo, empreitada, peguei a parte de cima de um dos biquínis de minha irmã, dez anos mais nova e muitos quilos mais magra (praticamente uma versão light minha!). Claro que ficou minúsculo, cancelando a minha ida à praia e elegendo minha varanda como novo local de exposição. E pensando bem, foi melhor assim, porque se eu fosse para a praia, certamente ficaria o tempo todo dentro da água e adeus bronzeamento. Além disso, vai que algum ativista do Greenpeace desavisado me confundisse com uma Beluga encalhada e chamasse um guincho! Não, eu não podia correr este tipo de risco!
Mas se tem algo que sempre detestei é ficar fritando ao sol. Nem mesmo na adolescência eu costumava fazer isso com frequência, apesar das amigas insistirem. E lá estava eu, me besuntando de óleo, deitada na toalha, na mira do astro rei. Um século se passou e eu já não agüentava o calor, mas o relógio teimava em dizer que se passaram apenas 15 minutos, numa concorrência desleal. Resolvi abandonar o relógio, pra não abandonar tudo. Então arranjei umas revistas, para quem sabe me distrair. E comecei a suar feito uma mina de água brotando numa pedra: em bicas! Eu tentava crer que estava feito aquelas mocinhas das propagandas de cerveja, super sensuais quando as gotinhas escorrem, mas não dava, eu tava mais pra uma porca prestes a ser abatida! Que desespero! E o suor começou a cair nos olhos, atrapalhando a leitura das revistas (que pra ajudar, eram re-re-re-releituras), fazendo com que eu tivesse que abandonar isso também. Foi quando miraculosamente lembrei que eu estava deitada sobre uma toalha, e sequei os olhos. Ah, ao menos um alívio naquele martírio. E dá-lhe óleo bronzeador.
Virando de um lado pro outro, tipo aquelas máquinas que vendem frango assado, só que de forma menos eficiente, suportei com bravura por cerca de uma hora. Tive foi medo de acabar adormecendo ali, pois o calor do sol causa um agradável torpor pelo corpo. Da última vez que dormi fazendo isso, quase tive uma insolação, sem falar que foi de lado, causando um meio-bronzeado-camarão de dar dó, obrigando-me a fazer a mesma insensatez do outro lado. Foi quando a tolerância chegou a zero e tive que interromper este banho, para correr para outro muito mais aprazível: o de chuveiro. Ah, o alívio final! Ou quase final: tive que encarar um outro banho, de creme. Afinal tinha que compensar minha pele por conta do dano causado. Conforme já escrevi anteriormente aqui, passar cremes não é uma de minhas atividades preferidas....mas enfim, dos males o menor. Pior seria perder todo este esforço e descascar toda nos dias seguintes. Ah, os dias seguintes....terão que comportar outras sessões ao sol, já que não sou maluca de querer me bronzear num dia só.....mas é melhor viver um dia de cada vez. Os alcoólatras anônimos nunca me pareceram tão sensatos. Uma batalha por dia.
E eu não vejo a hora de chegar o frio, os casados, as roupas de mangas compridas, e voltar ao branco "omo total" de sempre. E juro que a partir de agora só saio pras caminhadas com um quilo de protetor solar no corpo! Chega de pagar pecados!
E que minha irmã não me mate pelo uso indevido e não consentido de seu biquíni....
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Quarta-feira, Abril 13, 2005
E por falar em saudade....
Tenho muito a dizer, mas ainda não organizei o pensamento em palavras. Estou um pouco triste...Mas não muito, porque meu filho se recupera bem e já está sem o gesso, logo retornamos a rotina normal da casa.
Deixo um texto atribuído ao Miguel Falabella (a gente nunca sabe....recebi pela internet...)
Saudade
Em alguma outra vida, devemos ter feito algo de muito grave, para
sentirmos tanta saudade...
Trancar o dedo numa porta. Bater com o queixo no chão. Torcer o
tornozelo. Um tapa, um soco, um pontapé, doem. Bater a cabeça na quina
da mesa, morder a língua, cólica, cárie e pedra no rim, doem.
Mas o que mais dói é a saudade.
Saudade de um irmão que mora longe.
Saudade de uma cachoeira da infância.
Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais. Saudade do pai
que morreu, do amigo imaginário que nunca existiu.
Saudade de uma cidade.
Saudade da gente mesmo, que o tempo não perdoa.
Doem essas saudades todas...
Mas... a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama. Saudade da
pele, do cheiro, dos beijos. Saudade da presença, e até da ausência
consentida.
Você podia ficar na sala e ele no quarto, sem se verem, mas sabiam-se lá.
Você podia ir para o dentista e ele para a faculdade, mas sabiam-se onde.
Você podia ficar o dia sem vê-lo, ele o dia sem vê-la, mas sabiam-se
amanhã.
Contudo, quando o amor de um acaba, ou torna-se menor, ao outro sobra
uma saudade que ninguém sabe como deter.
Saudade é basicamente não saber...
Não saber mais se ele continua fungando num ambiente mais frio.
Não saber se ele continua sem fazer a barba por causa daquela alergia.
Não saber se ele ainda usa aquela gravata... não saber se ela foi na
consulta com o dermatologista como prometeu.
Não saber se ela tem comido bem por causa daquela mania de estar sempre
de dieta, se ele tem assistido às aulas de inglês, se aprendeu a entrar
na Internet e encontrar a página do Diário Oficial, se ela aprendeu a
estacionar entre dois carros, se ele continua preferindo Skol, se ela
continua preferindo vinho, se ele continua sorrindo com aqueles olhinhos
apertados, se ele continua cantando tão bem, se ela continua adorando o
Mc Donald's, se ele continua amando, se ela continua a chorar até nas
comédias.
Saudade é não saber mesmo! Não saber o que fazer com os dias que ficaram
mais compridos, não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o
pensamento, não saber como frear as lágrimas diante de uma música, não
saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche.
Saudade é não querer saber se ela está com outro, e ao mesmo tempo querer.
É não saber se ele está feliz, e ao mesmo tempo perguntar a todos os
amigos por isso... É não querer saber se ele está mais magro, se ela
está mais bela. Saudade é nunca mais saber de quem se ama, e ainda
assim doer.
Saudade é isso que senti enquanto estive escrevendo e o que você,
provavelmente, está sentindo agora, depois que acabou de ler...
Beijos e boa semana a todos!
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Sábado, Abril 09, 2005
Notícia triste....
A gente pode até fazer planos, coisa e tal. Mas aquele que chamamos de destino vive a nos pregar peças, por vezes nada agradáveis...e desta vez foi comigo. Aliás, antes fosse comigo!!!
Nesta quinta passada, por exemplo. Uma semana planejando este dia, sonhando com um encontro maravilhoso, com uma pessoa pra lá de especial, que o mesmo tal de "destino" colocou em minha vida da maneira mais inusitada possível, no melhor estilo "achar quando não se estava procurando". E como Murphy me ama....deu tudo errado. Da pior forma possível.
Mas o que eu jamais podia imaginar é que bem neste dia, ao invés de viajar para São Paulo, ia parar no pronto socorro da cidade, após um telefonema aflito de minha mãe, me pedindo para ficar calma, mas que o meu filho tinha sofrido um acidente com meu irmão, de bicicleta. Outra balela isso de dizer que não foi grave e pedir calma, ninguém em sã consciência diz que é gravíssimo e que a pessoa deve vir preparado pro pior!! Então até se saber ao certo o que houve, haja coração!
Do telefonema até chegar ao hospital foram os 40 minutos mais longos de toda a minha vida. Um sentimento de perda, de impotência, de medo, de desespero, tudo misturado. A eminência de uma notícia ruim corroendo a alma. O apelo aos céus em oração silenciosa, enquanto o semblante denunciava a angústia do coração. O meu pequenino, meu maior tesouro, minha vida, correndo perigo, e eu longe! Por que não fui buscá-lo na escola, como todos os outros dias da semana??
Quando lá cheguei, meu irmão estava pálido como cera, mas o meu anjo estava semi adormecido, à espera do raio X, que daria o veredicto final ao médico. Abracei ele com força e o mantive junto ao peito até anunciarem seu nome, como se pudesse passar para mim toda a dor e sofrimento que ele passara...E apesar de ter enfiado o pé na catraca da bicicleta e de ter ido de ambulância pro hospital, não era nada grave, graças a Deus. Ele estava com o tornozelo enfaixado, e quando o raio X ficou pronto, o médico disse que foi apenas uma torção, mandando colocar uma tala de gesso.
Antes de irmos pra casa, passei na farmácia para comprar os remédios, e liguei para minha mãe, que estava aflita sem notícias. Ficamos todos morrendo de pena do nosso anjinho lindo...:( Vai ter que ficar com a tala de gesso até passar por uma nova avaliação. Ainda bem que as crianças se recuperam melhor do que os adultos, pois eu fiquei um mês engessada quando torci meu tornozelo há alguns anos. E ainda bem que foi nas minhas férias, pra eu poder cuidar dele em tempo integral. Parece que nossa viagem ao Rio vai ter que esperar um pouco...
O lado bom (sim, tudo tem um lado bom!) é a paparicação. Ele está todo feliz de ser levado no colo pra cima e pra baixo, deu risada de ter que tomar banho sentado, e adora a mesinha improvisada pra comer na cama ou no sofá. Sem falar nas muitas horas extras no video game, agora liberado. E um tal de prato preferido pra cá, fitas de vídeo alugadas pra lá, e ninguém dando bronca...mas sei que se ele está reagindo bem, é porque é muito bonzinho mesmo, do alto dos seus 5 aninhos apenas.
Que Deus proteja e abençõe o meu Titi.
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Terça-feira, Abril 05, 2005
Um engov, por favor....
Que eu tenha cometido novamente a burrada de misturar destilado e fermentado na festinha de aniver do Sabiá, vá lá.
Que eu tenha chamado um ex-estagiário de lado e dito que ele era o cara mais lindo da festa, vá lá.
Que eu tenha esquecido metade do que fiz depois do décimo quarto copo, vá lá.
Que eu tenha vomitado na porta do táxi em que me rebocaram pra casa, vá lá.
Que eu tenha dormido na escada de casa, por absoluta falta de coordenação motora pra descer os degraus, e acordado com o sol queimando o rosto, vá lá.
Que eu tenha passado o dia seguinte inteiro passando mal, com o estômago virado pelo avesso, também vá lá.
Mas ter dançado FUNK com as meninas, como me contaram.... ah, isso não perdôo, não me conformo, não a-cre-di-toooo! Não pode ser, meu Deus. Não desci o nível a tanto. Nããão. Negativo, só podem estar me sacaneando com isso... aproveitando-se da minha amnésia alcoólica....
E se foi mesmo: bendita seja a memória etilicamente apagada! Ninguém merece. Aff.
Pior de tudo: tinha alguém filmando a festa!!! Mas como disseram que todo mundo ficou mal, espero, de todo meu coração, que a pessoa que estava filmando tenha sido uma das primeiras a tombar no banheiro. Ou eu terei sérios problemas com direitos autorais.
Bebe desgraçada, bebe......!!!
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Sábado, Abril 02, 2005
Um dia após o outro!
Alguns amigos ficaram preocupados com o meu post passado. Mas aquilo foi só um exorcismo, uma pequena catarse, que preciso de tempos em tempos sobre este assunto, nada mais. Estou aqui pra dizer que eu estou bem, e feliz ;)
E a prova disso é este texto que escrevi há alguns dias.....que a princípio parece triste, mas não o é.
Diálogos internos: da razão para o coração
Ah coração...então não te cansas de machucar-se? Não estás farto de ilusões disfarçadas de sonhos? Que fazes de minha vida...queres me enlouquecer? Sossega, coração. Aquieta-te. Levante a guarda, não te embriague do doce vinho da paixão. Ela é efêmera, mas as marcas ficam na alma. Ouça-me coração, ponha teus pés no chão enquanto é tempo. Depois não digas que não avisei, pois sempre o faço. Mas te fazes propositadamente de surdo, quando queres. O preço é alto, meu amigo. Decerto não terás como pagar. Ages como um menino sonhador e inquieto, mas devias ouvir a mim, velha e sábia. Sou a que recolhe teus pedaços todas as vezes que te quebras. Que recolhe tuas lágrimas, que te estende os braços. Então obedece-me! Estás me ouvindo? Coração? Coração?!! Aaaaah, menino tolo. Não adianta. Tarde demais. Já se foi.
Pros que estão na torcida: obrigada ;)
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