Calliantéia...

...é a soma de POLIANTÉIA, que significa "reunião de variados dados de um determinado tema" e CALLIOPE, minha identidade virtual há 10 anos, nickname que sempre uso, retirado da Mitologia Grega.





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Sexta-feira, Junho 17, 2005

Meus amores Titi e Rafa

Estou novamente com o micro pifado, acessando da lan (ê vida....), então o post é rapidinho, só pra não ficar a impressão de que ainda estou mal, pois já fiz as pazes com a "madrecita" há tempos.
Meu primo finalmente mandou as fotos do Rio tiradas com sua máquina! Escolhi uma dos pequenos, tirada por mim, pra mostrar pra vcs....




Saudades da Rafaela!
Beijos!

Postado por Calliope, em 1:32 PM
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Quarta-feira, Junho 08, 2005

Altos e Baixos

Um dia da caça, outro do caçador. De um dia pro outro, oscilações de humor e de estado de espírito. Porque que a gente é assim, né?

Pra cima (um dia antes)

Fui convidada para fazer o roteiro de Educação Ambiental de um passeio ecoturístico na área continental da cidade. Fizemos uma saída de campo no manguezal, de barco, pra reconhecimento da área, e foi um dos passeios mais legais que já fiz por aqui. Como eu estudei numa faculdade que fica numa área de cerrado, nunca tinha ido a um manguezal. Vamos fazer um trabalho de sensibilização ótimo por lá! Vimos diversos animais, principalmente aves. Voltei querendo estudar tudo sobre este bioma :) Nada como um passeio ao ar livre, num dia de sol, ao lado de pessoas bacanas!

Pra baixo (um dia depois)

Briguei de novo com minha mãe, e por um motivo banal. Ela não consegue ficar muito tempo sem jogar na minha cara que cuida do meu filho, e eu não tenho paciência pra ser saco de pancada anti-stress. Resultado: uma noite mal dormida, um dia seguinte triste, um vazio no peito. Nossa relação está cada vez mais difícil. Eu já desisti de tentar entender sua lógica, se é que ela tem alguma. Hoje a tristeza não é passageira. Quero colo. Nada como uma troca de ofensas pra derrubar o ânimo da gente...

Postado por Calliope, em 1:04 PM
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Quinta-feira, Junho 02, 2005

Qual a receita??

Por onde quer que eu vá tem alguém perguntando a mesma coisa: o que foi que eu fiz pra emagrecer tanto? Até estranhos, como a senhora que vende pastéis na escola perto do meu trabalho, tem me abordado, querendo saber a receita. Claro que fico feliz com os elogios, e não acho cansativo explicar, mesmo que seguidamente, mas percebo que as pessoas querem algo que eu não tenho: uma fórmula mágica, rápida e infalível de alcançar isso! Querem o nome do meu médico, querendo creditar o sucesso a uma outra pessoa, que não eu. Então eu digo que a receita é antiga, e funciona se seguida à risca: reeducação alimentar e exercícios físicos, aliados a uma dose de disciplina e força de vontade. Parece pouco? Pois definitivamente, não é. E demora a ter resultados significativos... é preciso estabelecer metas, a curto, médio e longo prazos, para não desistir.
O que eu raramente comento é que associado à mudança de hábitos na alimentação e aos exercícios diários, eu também faço uso de moderador de apetite. Porque se eu falo isso, anulo todo o meu esforço, e a fama fica só pro remédio... não é justo! Claro que muita gente faz uso de anorexígenos de maneira errada, achando que o remédio por si só faz milagres, não muda hábitos e o que é pior, ao parar de tomar o remédio, volta aos antigos costumes e engorda tudo em dobro. Mas pra mim o auxílio não foi o principal. Ele ajudou a tirar a fome da noite, grande vilã de qualquer dieta.
Foram 10 meses para perder 23 quilos. O que eu faço? Caminho todos os dias de 5 a 10 km de distância (uma a duas horas), sendo que só tiro uma folga disso a cada 15 dias. Faça chuva ou sol, lá vou eu pelo calçadão da praia. Pra não desanimar, adotei a estratégia de andar a caminho do trabalho, o que incomoda um pouco por conta de carregar a bolsa, mas que me obriga a não faltar. Na parte de alimentação, troquei o açúcar por adoçante, adotei toda a linha de produtos light e diet possível, diminuí doces, passei a fazer mais refeições com menos quantidade de comida. Me obriguei a tomar café da manhã, o que até hoje não é fácil, pois não tenho muita fome cedo. Me obriguei a comer pelo menos uma fruta por dia, e fazer lanchinhos saudáveis entre as refeições (barra de cereal, fruta, bolacha, sopinhas). Deixei de jantar, por uma refeição mais leve à noite. Aprendi a controlar as calorias de tudo que como, e manter mentalmente um controle do total ingerido por dia. Acha pouco? Imagine trabalhar num setor onde você tem estagiárias vendendo trufas de chocolate e de dando crédito pra isso sempre que quiser. Ou estar no meio do grupo que no fim da tarde vai até a praça de alimentação e enquanto todo mundo pede mistos quentes, crepes e pastéis, você se manter firme no refrigerante diet ou na água de coco. Ou chegar a noite em casa e ver que sua mãe fez um doce maravilhoso, e aguardar até o dia seguinte pra provar, porque vai ter o dia todo pra gastar as calorias dele. Na hora de montar o cachorro quente, abrir mão de tudo e comer só a salsicha com catchup (e vendo todo mundo se esbaldando na maionese e na batatinha palha ao seu lado). Definitivamente, não é fácil. Mas cada vez que diminuo um número no manequim, que uma roupa deixa de servir, ou que subo na balança e perdi mais um quilo, renovo a força de vontade.
Tem mais: eu não passo vontade, de vez em quando eu enfio mesmo o pé na jaca! Ninguém consegue fazer dietas restritivas por muito tempo, eu mesma nunca fiz regime por dez meses. O que eu faço é compensar no dia seguinte, aumentando os exercícios e diminuindo a comida. Antes, se eu saía da linha por alguns dias, acabava desistindo de tudo e voltando a comer em demasia. Na reeducação alimentar, a gente tem consciência de que o controle é pra sempre, por isso sempre volta. Tem gente que fica besta quando eu conto que emagreço comendo pizza, chocolate, churrasco e outras tentações. Que sobrevivi à páscoa, natal, ano novo e outras festas onde é impossível maneirar. Nas férias, por exemplo, fiquei o mês todo na "farra alimentar" e engordei apenas 2 quilos, que perdi logo na primeira semana de retorno à rotina. Quero tomar remédio apenas durante a primeira manutenção, de 2 anos (1 mês para cada quilo perdido), não quero ficar dependente pro resto da vida. Toda vez que o remédio deixa de fazer efeito (isso ocorre a cada 2 ou 3 meses), ao invés de aumentar a dose, eu paro de tomar durante um mês e controlo pela alimentação. O que me incentivou foi ver alguns casos de pessoas que conseguiram deixar o remédio e se manter só com a reeducação e exercícios. Poucas pessoas, mas o suficiente pra provar que é possível.
Minha meta final? Emagrecer mais 8 quilos e parar de perder. Não tenho pretensões de ficar magra, nem de chegar ao que os médicos chamam de IMC saudável. Chegar ao mesmo patamar que eu estava no dia da minha colação de grau, em 1997. O resto é imposição da sociedade e seus modismos que não pretendo seguir. Emagrecer é um processo lento e demorado, pra ser saudável e definitivo, mas o mais difícil é manter-se no novo peso, ainda mais com um maldito cérebro primitivo acumulador de gordura! Não estou preocupada com o hoje e amanhã, mas em como estarei daqui a um ano, ou dois. Só chegando lá poderei dizer que venci a guerra. Por enquanto, fico com o mérito de ganhar a batalha. Pode me perguntar como, que eu não vou vender herbalife, hahahahaha!

Postado por Calliope, em 1:07 AM
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