Quinta-feira, Julho 21, 2005
Um doce dia dos amigos
Tudo bem quando termina bem....
Ontem tive mais um dia difícil no trabalho, como tem sido ultimamente, com conversas pesadas e inacabadas. Contudo, no final do expediente, tive uma confraternização com as minhas queridas meninas da Educação Ambiental e com a Íris (a única sobrevivente do manejo!), em torno de uma deliciosa panela de brigadeiro disputada a colheradas, que mudou tudo. A doçura não estava apenas no brigadeiro, mas nas palavras de apoio e carinho que tive delas, e que faz com que a gente não desanime totalmente diante das dificuldades. Fizemos, antes disso, um balanço super positivo do curso de férias, dividindo o mérito do sucesso com quem realmente merece. Que turminha boa!!! Por alguns instantes, esqueci a "galerinha do mal" e a cova aberta, pronta para me enterrar viva, e dei boas risadas ao lado das meninas superpoderosas: Tati, Bel, Ju B., Ju D., Clara e Íris.
Queridas, vocês não sabem o tamanho do bem que fizeram a mim, bem no dia dos amigos! Valeu mesmo! Amo vocês!
Agora haja caminhada pra queimar as calorias avidamente ingeridas hein....não quero nem passar perto de uma balança!!!!
As provas do crime:
D-E-S-E-S-P-E-R-O TOTAL! É meu e ninguém tasca :P
Atrás: Ju B., eu e Tati. Na frente: Bel, Íris e Maria Clara (Digam Xis!!!)
Maria Clara, Ju D., Tati, Ju B., Bel-do-Funk e eu (todas de barriga cheia!!)
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Quinta-feira, Julho 07, 2005
Sobre processadores e amores
Uma diferença de 20 MHz a menos na velocidade do processador: esta foi a causa de todos os problemas no meu computador, segundo o meu técnico e adorável anjo da guarda, Rinaldo. No mundo extremamente exato das ciências da computação, uma vez detectado o problema, ele é solucionado e pronto, tudo volta ao normal! Pena que no nosso mundo existencial as coisas sejam tão, digamos, subjetivas. Mesmo detectando a fonte de nossos dissabores, nem sempre conseguimos solucionar os problemas. Sentimentos não têm garantia de fábrica, nem data de validade, não é? Em alguns pontos, tais mundos são semelhantes. Basta uma pequena mudança e tudo se transforma, em ambos universos. Aos sentimentos não foi dada a dádiva dos plugues que ligam e desligam ao toque de um dedo. E aos computadores não foi permitida a alegria de uma atividade completamente desprogramada dar certo. Fazer o quê, não é? Tudo tem seu preço, sua função, sua meta. Por vezes simples, por vezes descomunalmente complexo. Hoje, tenho um computador inteiro e um coração partido. Para o primeiro, preciso comprar uma capa que o proteja da maresia, preço de se morar perto da praia. Para o segundo, preciso de uma boa dose de tempo, e muitas caixas de lenços de papel, até me recuperar do baque, preço de se entregar novamente a um amor que não deu certo. Nas duas situações, não fui culpada pelos danos causados. Não foi por algo que fiz ou deixei de fazer, mas pelas circunstâncias. Talvez eu deva aprender um pouco mais sobre os cuidados que merecem o meu micro e o meu coração. Até que isso aconteça, conviverei com a alegria de ter meu computador de volta e a tristeza de ver o Anderson partir para Salvador, onde ele irá morar daqui a algumas semanas. Deve ser mesmo a minha sina isso de amores distantes, não? Só que esta lição eu já aprendi: não dá certo isso de cada um numa cidade! Ele foi se afastando de mim aos poucos, talvez para ter forças para partir. Quando dei por mim, já o tinha deixado escapar pelos vãos dos dedos. No dia em que terminamos, ele foi frio como uma pedra de gelo, como eu jamais conseguiria ser. E sei que tinha que ser assim, senão ele não teria coragem de fazê-lo. Ainda que eu morra por dentro, não irei mais procura-lo, como me pediu. Aceito a sentença. No computador restaurado, encontro na internet o consolo, a válvula de escape, o torpor virtual necessário para esquecer a tristeza e agüentar a dor.
Em minha cabeça, vem a mais perfeita tradução, nas palavras de Renato Russo:
Ausente o encanto antes cultivado
Percebo o mecanismo indiferente
Que teima em resgatar sem confiança
A essência do delito então sagrado
Meu coração não quer deixar
Meu corpo descansar
E meu desejo inverso é velho amigo
Já que o tenho sempre ao meu lado
Hoje então aceitas pelo nome
O que perfeito entregas, mas é tarde
Só daria certo aos dois que tentam
Se ainda embriago pela fome
Exatos teu perdão e tua idade
O indulto a ti tomasse como benção
Não esconda a tristeza de mim
Todos se afastam quando o mundo está errado
Quando o que temos é um catálogo de erros
Quando precisamos de carinho, força e cuidado
Este é o livro das flores
Este é o livro do destino
Este é o livro de nossos dias
Este é o dia de nossos amores
(O livro dos dias, Legião Urbana, 1996)
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