Calliantéia...

...é a soma de POLIANTÉIA, que significa "reunião de variados dados de um determinado tema" e CALLIOPE, minha identidade virtual há 10 anos, nickname que sempre uso, retirado da Mitologia Grega.





Visite também os meus flogs!


Clicks da Call
Flogão da Carlinha


BLOGS DOS AMIGOS
Vertentes de mim
De repente, mil coisas
Taxitramas
Nem tão bom, mas nem tão ruim assim
bluefairy
Laudano
Coluna Gigia
Marconi Leal
Blogui da Magui
Bloggente
Pensando diferente
Esperando o dia amanhecer
Viagens filosóficas
Vitória Luz
Tribuna livre
Meu universo
Nós por nós
Fluxo da consciência
Espelho Feminino
Afinidade
Vita Activa
Rota de fuga
Sandra Pontes
Um casal por todos os lados


EU RECOMENDO
Blônicas
Homem Chavão
Porteiro Zé
Saudade dos 80
Djalma Jorge Show
Queima, Jesus!
Faixa Brega


ILUSTRES BLOGUEIROS
O que eu mais amo! Léo Jaime
Marcelo Tas
Rosana Hermann
Repórter Vesgo


COMUNIDADES
MOO
Yahoogrupos
Orkut
Beltrano
Gazzag
Hi5
Mell


CAIXA DO CORREIO
iTelefonica
Zipmail
Gmail


CADÊ?
Google


BARULHINHO BOM
Rádio UOL
Rádio Terra
Vou nessa
YouTube
Máximo FM
WebRadio Alternativa



O avesso dos ponteiros



Powered by Blogger Weblog Commenting and Trackback by HaloScan.com
Quinta-feira, Julho 21, 2005

Um doce dia dos amigos

Tudo bem quando termina bem....
Ontem tive mais um dia difícil no trabalho, como tem sido ultimamente, com conversas pesadas e inacabadas. Contudo, no final do expediente, tive uma confraternização com as minhas queridas meninas da Educação Ambiental e com a Íris (a única sobrevivente do manejo!), em torno de uma deliciosa panela de brigadeiro disputada a colheradas, que mudou tudo. A doçura não estava apenas no brigadeiro, mas nas palavras de apoio e carinho que tive delas, e que faz com que a gente não desanime totalmente diante das dificuldades. Fizemos, antes disso, um balanço super positivo do curso de férias, dividindo o mérito do sucesso com quem realmente merece. Que turminha boa!!! Por alguns instantes, esqueci a "galerinha do mal" e a cova aberta, pronta para me enterrar viva, e dei boas risadas ao lado das meninas superpoderosas: Tati, Bel, Ju B., Ju D., Clara e Íris.
Queridas, vocês não sabem o tamanho do bem que fizeram a mim, bem no dia dos amigos! Valeu mesmo! Amo vocês!
Agora haja caminhada pra queimar as calorias avidamente ingeridas hein....não quero nem passar perto de uma balança!!!!

As provas do crime:


D-E-S-E-S-P-E-R-O TOTAL! É meu e ninguém tasca :P


Atrás: Ju B., eu e Tati. Na frente: Bel, Íris e Maria Clara (Digam Xis!!!)


Maria Clara, Ju D., Tati, Ju B., Bel-do-Funk e eu (todas de barriga cheia!!)

Postado por Calliope, em 12:50 PM
mortais inspiraram-se aqui

|

Quinta-feira, Julho 07, 2005

Sobre processadores e amores


Uma diferença de 20 MHz a menos na velocidade do processador: esta foi a causa de todos os problemas no meu computador, segundo o meu técnico e adorável anjo da guarda, Rinaldo. No mundo extremamente exato das ciências da computação, uma vez detectado o problema, ele é solucionado e pronto, tudo volta ao normal! Pena que no nosso mundo existencial as coisas sejam tão, digamos, subjetivas. Mesmo detectando a fonte de nossos dissabores, nem sempre conseguimos solucionar os problemas. Sentimentos não têm garantia de fábrica, nem data de validade, não é? Em alguns pontos, tais mundos são semelhantes. Basta uma pequena mudança e tudo se transforma, em ambos universos. Aos sentimentos não foi dada a dádiva dos plugues que ligam e desligam ao toque de um dedo. E aos computadores não foi permitida a alegria de uma atividade completamente desprogramada dar certo. Fazer o quê, não é? Tudo tem seu preço, sua função, sua meta. Por vezes simples, por vezes descomunalmente complexo. Hoje, tenho um computador inteiro e um coração partido. Para o primeiro, preciso comprar uma capa que o proteja da maresia, preço de se morar perto da praia. Para o segundo, preciso de uma boa dose de tempo, e muitas caixas de lenços de papel, até me recuperar do baque, preço de se entregar novamente a um amor que não deu certo. Nas duas situações, não fui culpada pelos danos causados. Não foi por algo que fiz ou deixei de fazer, mas pelas circunstâncias. Talvez eu deva aprender um pouco mais sobre os cuidados que merecem o meu micro e o meu coração. Até que isso aconteça, conviverei com a alegria de ter meu computador de volta e a tristeza de ver o Anderson partir para Salvador, onde ele irá morar daqui a algumas semanas. Deve ser mesmo a minha sina isso de amores distantes, não? Só que esta lição eu já aprendi: não dá certo isso de cada um numa cidade! Ele foi se afastando de mim aos poucos, talvez para ter forças para partir. Quando dei por mim, já o tinha deixado escapar pelos vãos dos dedos. No dia em que terminamos, ele foi frio como uma pedra de gelo, como eu jamais conseguiria ser. E sei que tinha que ser assim, senão ele não teria coragem de fazê-lo. Ainda que eu morra por dentro, não irei mais procura-lo, como me pediu. Aceito a sentença. No computador restaurado, encontro na internet o consolo, a válvula de escape, o torpor virtual necessário para esquecer a tristeza e agüentar a dor.
Em minha cabeça, vem a mais perfeita tradução, nas palavras de Renato Russo:

Ausente o encanto antes cultivado
Percebo o mecanismo indiferente
Que teima em resgatar sem confiança
A essência do delito então sagrado
Meu coração não quer deixar
Meu corpo descansar
E meu desejo inverso é velho amigo
Já que o tenho sempre ao meu lado
Hoje então aceitas pelo nome
O que perfeito entregas, mas é tarde
Só daria certo aos dois que tentam
Se ainda embriago pela fome
Exatos teu perdão e tua idade
O indulto a ti tomasse como benção
Não esconda a tristeza de mim
Todos se afastam quando o mundo está errado
Quando o que temos é um catálogo de erros
Quando precisamos de carinho, força e cuidado
Este é o livro das flores
Este é o livro do destino
Este é o livro de nossos dias
Este é o dia de nossos amores

(O livro dos dias, Legião Urbana, 1996)

Postado por Calliope, em 10:33 PM
mortais inspiraram-se aqui

|