Calliantéia...

...é a soma de POLIANTÉIA, que significa "reunião de variados dados de um determinado tema" e CALLIOPE, minha identidade virtual há 10 anos, nickname que sempre uso, retirado da Mitologia Grega.





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O avesso dos ponteiros



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Terça-feira, Janeiro 24, 2006

Outro tom

Ela queria mudar. Não apenas pedir outro sorvete sem ser de morango, ou mudar o trajeto da caminhada diária. Ela queria algo que mexesse com sua vida. Que desse um novo ânimo, incitando à mudança. Como não podia viajar e mudar os ares, o clima, a rotina, optou por mudar algo em si mesma. Nunca teve coragem de sair do trivial, do básico, arriscar-se um pouco, até angariar força de vontade suficiente pra mudar a direção dos ponteiros da balança....Levou cerca de um ano, mas ela conseguiu. E descobriu que queria mais! Que podia. Mais do que direito, tinha determinação. Resolveu então que não ia baixar tanto a cabeça e começar a se impor, como todos esperavam que fizesse. Nem foi tão difícil assim! Então não parou mais de querer mudar....Em pleno sábado, passou 9 horas na cadeira do cabeleleiro. Ouviu ele reclamar dos 4 tons diferentes de cor nos cabelos (ela definitivamente não conseguira mudar a cor em casa, sozinha....), dos fios quebrados por conta de prender os cabelos por anos seguidos, do estado das pontas e tudo mais. Abandonara o salão de beleza há muitos anos, depois de muitas frustrações e desentendimentos, e pagava um preço alto por isso. Mas estava ali, querendo se redimir dos pecados cometidos, não estava? Ouviu ele descrever passo a passo o que seria feito e assentiu com um movimento de cabeça. Pronto, estava entregue a mais uma mudança! Logo ela, que passou anos a fio tendo um ressentimento imenso por loiras, porque o primeiro amor de sua vida era apaixonado pela loira do seriado "As panteras" e ela nada podia fazer além de roer as unhas. Logo ela, que adorava pegar piadinhas de loira para azucrinar a colega de quarto do tempo da faculdade! O mundo dá muitas voltas mesmo....agora ela estava loira, e feliz! Sentia um pouco de falta dos cachinhos, que também se foram. Mas como nada é para sempre, nem mesmo os tratamentos químicos, sossegou o coração.

Pra conferir o novo visual, visite meu flog!

Postado por Calliope, em 1:52 PM
mortais inspiraram-se aqui

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Quarta-feira, Janeiro 11, 2006

Mais um capítulo da novela

Criei coragem. Mas não muita, senão teria telefonado, ou mesmo marcado um encontro pra dizer cara a cara. Mas enfim, tomei coragem, um pouco de fôlego....e escrevi 3 mensagens pro celular dele. Era o último dia do ano e eu não queria deixar a tal porta entreaberta entre a gente. Não era nada fácil admitir que não tem jeito mesmo, mas necessário. Mais do que uma promessa de fim de ano, eu precisava daquela definição para sair do vão da porta. Parar de me enganar. Apertei o send entre lágrimas. Disse que tinha demorado muito mais do que ele para entender que tinha acabado, mas que finalmente tinha enxergado isso. Disse que não ia mais procurá-lo, e pedi que fizesse o mesmo. Nunca mais, disse eu. Libertei ele daquela condição desconfortável do "talvez um dia". Eu já estive do outro lado e sei que também é difícil terminar de vez quando o outro insiste em manter contato. Matar aquelas esperançazinhas bobas não foi fácil....
Algumas horas depois meu celular toca. Como ele não ligou de seu aparelho, só vi que era ele depois de ouvir sua voz. Gelei. As palavras que saíam de minha boca não condiziam com o turbilhão que se passava em minha mente. Ele começou a contar como foi o natal, e que acabava de chegar de viagem, como se nada tivesse acontecido, como se não tivesse lido as mensagens. E eu não tive coragem (ah, a coragem.....) de perguntar se ele havia recebido ou não! Bom, se ele não tivesse lido, não teria ligado de um orelhão, talvez achando que eu não fosse atender se o identificasse, não? Não sei. Eu tinha dado a deixa, a chance perfeita dele se esquivar, e ele não quis....não entendi. Ele perguntou porque eu parecia fria com ele. Ele queria que eu tocasse no assunto. Eu desconversei. Lá pelas tantas ele desejou feliz ano novo e disse que esperava que fosse um ano bom pra nós (!!!!!!) Que ainda não tinha me esquecido. Que queria me ver, e bla bla blá. E mais uma vez, sumiu, como sempre faz. Eu realmente não entendo porque ele me quer numa prateleira, esperando, ao alcance de sua mão, não entendo porque não me liberta, e se liberta! Eu não acredito que me ame....ele teria lutado por este amor, se quisesse......
Na outra semana, um homem me procurou no plantão do zôo e eu estava de folga. Pela descrição do funcionário que o atendeu, era ele. O que teria acontecido se eu estivesse lá? Qual seria a minha reação? Não sei. Provavelmente eu cederia (burra! tola!). Odeio o poder que ele ainda tem sobre mim....
Eu conheci outra pessoa....tenho saído com ele e puxado muito o "freio de mão" pra não me envolver. Ele vem devagar também, porque se machucou muito num relacionamento passado. Conhecê-lo, me sentir querida e desejada por ele fez um bem enorme ao meu combalido ego. Se vai dar certo, se vai se tornar um relacionamento, só o tempo pode dizer. Pra isso eu tenho que trancar a outra porta e jogar a chave fora!!!! Obedece aí, meu coração. Colabora, vai.
No fim das contas estou sozinha. Confusa. Um pouco chateada. E ainda por cima, o horário do almoço acabou e tenho que ir embora :)
Desculpem o muro das lamentações!
Beijos a todos e até mais.

Postado por Calliope, em 2:38 PM
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Quarta-feira, Janeiro 04, 2006

Feliz 2006

Ano novo, vida nova, diz o ditado! Junto aos fogos de artifício pipocando no céu, o calor dos abraços na Terra. Sentimentos de esperança que se renovam, promessas feitas, um bem querer que se espalha. E nós, que nem notamos quando a lua muda de formato, que as vezes viramos a folhinha do calendário quase no meio do novo mês, que precisamos de ajuda pra lembrar os aniversários das pessoas queridas, finalmente nos rendemos ao encanto da contagem regressiva mais famosa do mundo. Nos damos conta de que o tempo passa. Pleiteamos uma segunda chance!
Fim de ano é época de reflexão e balanço. Começo de ano é tempo de mudança, passar a borracha, tentar, ver o que funcionou e o que pode melhorar. Particularmente eu gosto muito da energia positiva circulando na atmosfera destes tempos. Procuro fazer votos de felicidade e demonstrar o quanto gosto das pessoas. Não são apenas chavões e frases feitas, repetidas à guisa de educação, não para mim. Eu realmente procuro emanar bons fluidos a todos! Distribuir olhares gratos, abraços apertadamente sinceros, sorrisos reluzentes, reconhecer a importância dos que nos são caros. Não que não possamos fazê-lo em outras épocas do ano, mas o ano novo mantém um pouco da magia que o natal perde a medida que deixamos de ser crianças.
Apesar de não fazer nenhum destes "ritos de passagem", simpatias e afins, ao menos eu procuro a simbologia das cores na hora de vestir. Este ano usei branco e rosa, desejando aquele bordão típico dos hippies: paz e amor. Pra mim, eu gostaria de ter paz no ambiente de trabalho e amor na vida sentimental. É o que quero em 2006: paz na convivência com os colegas do zôo e um amor que seja capaz de me libertar dos fantasmas do presente e passado. É pedir muito, eu sei...e se eu não fizer nada além de apenas desejar, também não adiantará, mas toda mudança começa assim, com um desejo no coração!

E a vocês, caríssimos leitores, amigos blogueiros e colegas internautas, desejo um ano novo repleto de bons sentimentos. Obrigada por visitarem este blog e fazerem parte de minha vida! Um grande abraço a todos!

Postado por Calliope, em 12:47 PM
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