Calliantéia...

...é a soma de POLIANTÉIA, que significa "reunião de variados dados de um determinado tema" e CALLIOPE, minha identidade virtual há 10 anos, nickname que sempre uso, retirado da Mitologia Grega.





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Quinta-feira, Dezembro 28, 2006

FELIZ 2007!!!!

Chegando o ano novo, mas a correria é velha!
Para vocês terem uma idéia de como está sendo esse mês de dezembro, vou contar o meu dia de ontem. Ao mesmo tempo em que estamos fazendo a mudança do setor onde trabalho (e isso significa alojar o conteúdo de 5 salas em 2), perdidos entre caixas de papelão, mesas amontoadas, carregar e descarregar o caminhão, entre outras coisas, nasceram dois filhotes de leão, o carcará atacou as corujas, o muçuã se afogou, o gavião teve que ter o olho operado, o macaco prego fugiu da ilha, e um senhor queria doar um socó ferido. Fugi por uma hora para almoçar, pensando em como providenciar o capim pro hipopótamo, a ração do avestruz e a festa de despedida dos estagiários que estão se formando. Enfim, espero que vocês compreendam o meu sumiço e me perdoem, pois sequer um feliz natal eu pude desejar a todos, pois quando não é o modem que pifa, sou eu que apago, sem condições de internetar à noite. O que me alenta é pensar que daqui quinze dias terei minhas merecidas férias, onde toda essa correria e loucura farão falta, depois das primeiras semanas de marasmo...rsrs

A todos os amigos que aqui visitam o meu muito obrigado, e que em 2007 continuemos fazendo da blogosfera um ambiente de companheirismo, reflexão, entretenimento e boas risadas! São 3 anos compartilhando mais do que simples textos, mas amizade e fraternidade. Um grande e carinhoso beijo!!!!

Postado por Calliope, em 12:40 PM
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Domingo, Dezembro 17, 2006

Recortes de Natal

As árvores de natal estão por toda parte. Os cartões, as músicas, o corre-corre nas lojas. Enfeites, laços, luzes piscantes, bolas coloridas, sinos. O bom velhinho em cada esquina, estampado nos papéis de presente, recebendo cartinhas, tirando fotos com crianças. Cheiro de panetone no ar... O desejo de ser solidário, a lembrança dos amigos e entes queridos, as felicitações. Guirlandas nas portas, estrelas douradas, presépios. Roupas novas. Cestas de natal. Histórias bíblicas, orações, comunhão, reunião familiar. Sorrisos, saudades, telefonemas. Amigo secreto, inimigo secreto, confraternização, troca de presentes. Abraços carinhosos e bons fluidos, energias positivas. Nascimento, mudança, redenção. Velas decoradas, arranjos, flores. Cheiro de pernil assando, chester, tender, crianças correndo, brinquedos novos. Doces, champagne, vinho, letreiros luminosos. Fazer o bem sem olhar a quem, calor humano, compaixão. Rever parentes, lembrar histórias, dar risadas gostosas. Cozinha cheia, toalha vermelha na mesa, arranjos de frutas. Fotografias, filmagens, registros...
São tantas as coisas que me vêm à mente quando penso em Natal, tantas sensações e lembranças, que me perderia facilmente entre elas. No entanto este ano, não sei por que, ainda não entrei totalmente no clima, não estou no espírito natalino, nem mesmo me dou conta de que é fim de ano. Em parte pela ausência da pessoa que mais dava sentido a esta reunião: meu pai. Nos últimos anos de sua vida, só nos víamos nesta época do ano, infelizmente. Então o natal era mágico para mim, como se eu ainda fosse criança... Quando ele partiu, nunca mais o natal foi o mesmo... Em parte, porque estou atravessando um momento complicado em alguns pontos de minha vida sentimental e profissional, e o fim de ano tem aquela coisa de refletir sobre tudo, sabe? Mas como o Tiago ainda acredita em Papai Noel, a magia se refaz. Quando cheguei em casa e ele veio me mostrar a árvore todo eufórico (por ter montado a maior parte dela), ele conseguiu me devolver um pouquinho dessa alegria perdida. Afinal de contas, natal é a mais bela festa de aniversário! E aniversário não combina com baixo astral, não é?
E lá vou eu assistir o especial do Roberto Carlos na TV....rsrsrs


PS: O sistema de comentários do blogger está mesmo com problemas,e finalmente eu consegui inserir o haloscan! Obrigada a todos que, nesse meio tempo, comentaram os textos anteriores por outros meios (flog, mail, orkut). Beijocas!
PS2, o dia seguinte: Mas vejam só vocês....bastou eu colocar o haloscan, que o blogger comments voltou a funcionar! Hahaha! Já ouvi falar em ciúmes, mas isso é ri-di-cu-lo! Quer saber? Vou deixar os dois, e vocês escolhem onde comentar, combinado? Mais beijocas!

Postado por Calliope, em 6:17 PM
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Segunda-feira, Dezembro 11, 2006

O por do sol e o reencontro

E no meio destes dias chuvosos, uma certa estiagem à tarde permitiu um lindo por do sol acontecer. É claro que sei que fenômenos climáticos não são regidos por caprichos humanos egoístas, apesar do quanto impactamos e modificamos este estimado planetinha... mas aquele por do sol, em especial, parecia ter sido feito para nosso reencontro, como nas vezes em que, estando na praia à noite, o céu se abria e uma chuva de estrelas cadentes tornavam nossos passeios esplendorosos.
Ele voltava de uma viagem, um retiro espiritual de dois meses, e eu, simplesmente de um dia estafante de trabalho, motivo pelo qual era fácil entender porque desta vez ele falava muito mais que eu. Ele contava com entusiasmo sobre este tempo fora, o quanto a experiência fora transformadora e proveitosa e na verdade nem era preciso dizer muito, pois eu ainda sabia ler o fundo de seus olhos, e sentia aquela paz que ele vinha descrevendo. Como era bom vê-lo assim, tão sereno e tão seguro, como há anos não o via. As feições suaves de seu rosto continuavam belas, apesar da perda de peso se evidenciar nos traços. A voz pausada e baixa, o olhar denso, isso não mudara, como também não mudou a admiração que sinto por ele, desde que nos conhecemos, há 18 anos atrás.
Se fosse outra pessoa, talvez não acreditasse que minutos antes do reencontro era justamente nele que eu pensava, durante a costumeira caminhada na beira da praia, ou mesmo que tinha sonhado com ele na noite anterior. Mas ele sabia que entre a gente não havia espaço pra coincidências, como o fato de eu ter sido a última pessoa que ele viu antes da viagem, e agora, a primeira a rever, pois acabava de chegar à cidade. E que mesmo que já não nos vendo com tanta freqüência, nunca saímos da vida um do outro e que se havia alguém que poderia entender a importância do que ele passava, esse alguém ainda era eu. Sempre foi bom para ambos ter alguém com quem conversar sem precisar ficar explicando as coisas, nem ficar se resguardando ou tomando cuidado com o que dizer, por medo de ser mal interpretado.... e por isso nossa conversa fluía tão facilmente. Estávamos ali, perto da ponte, confidenciando coisas um ao outro, como nos tempos de adolescência. E eu estava envolvida na mesma ternura de sempre, olhando-o com um bem querer imenso, quase indescritível.
E eu passaria ali o resto da noite, sem sentir o tempo passar, sem ouvir o barulho do trânsito ou as vozes das pessoas, entretida, só admirando cada gesto, cada palavra, cada sorriso dele.... mas os tempos são outros e ele me levou de volta pra casa, pra realidade, pro chão. Conversamos ainda um pouco mais no portão, antes dele sumir na curva da rua. É incrível como algumas coisas simplesmente não mudam através dos tempos...
Desta vez não perguntei quando nos veremos de novo, nem prometi ligar, porque sei que quando chegar a hora, outro belo por do sol acolhedor e encantador irá nos receber, quando menos esperarmos e mais precisarmos.

Postado por Calliope, em 3:33 PM
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Segunda-feira, Dezembro 04, 2006

É mesmo Filipe, já não se fazem músicas como antigamente....ou estamos ficando velhos mesmo!
Essa é pra vc, depois que consegui parar de chorar....rs

The return to innocence - Enigma
O retorno à inocência

love ... devotion...
amor ... devoção ...
feeling ... emotion...
sentimento ... emoção...
don't be afraid to be weak
não tenha medo por ser fraco
don't be too proud to be strong
não tenha tanto orgulho por ser forte
just look into your heart, my friend
apenas olhe dentro de seu coração, meu amigo
that will be the return to yourself
esse será o retorno a você mesmo
the return to innocence
o retorno à inocência
if you want, then start to laugh
se você quer, então comece a rir
if you must, then start to cry
se você deve, então comece a chorar
be yourself don't hide
seja você mesmo não se esconda
just believe in destiny
apenas acredite no destino
don't care what people say
não se importe com o que os outros dizem
just follow your own way
apenas siga seu próprio caminho
don't give up and use the chance
não desista e use a chance
to return to innocence
para retornar à inocência
that's not the beginning of the end
esse não é o começo do fim
that's the return to yourself
esse é o retorno a você mesmo
the return to innocence
o retorno à inocência

Postado por Calliope, em 1:38 PM
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Sábado, Dezembro 02, 2006

nota: este post era pra ter ficado pronto há pelo menos quinze minutos atrás e ser postado ainda no dia 1, mas não deu.....

Desmagrelize já!

Quando vi uma articulação de blogs para postar sobre ditames da moda, logo quis participar. Mas sabia que chegaria em casa tarde demais, e cansadérrima, por conta de um trabalho e que portanto, não teria muito pique para postar. Mas não é que a caminho do trabalho, deparei-me com uma magrela, daquelas bem anoréxicas mesmo? Ah, eu sabia que apesar do cansaço eu não resistiria, e aqui estou, hehehe
Era bem cedo quando deparei-me com a criaturinha. Jovem, bem vestida, ela até seria bonita, não fosse tão esquálida. Sabe aquele tipo de pessoa que vc sequer consegue imaginar se refestelando num imenso prato de comida, com prazer? Era ela. A imagem da magreza, e da tristeza. Certamente não deve ter tomado café da manhã, aliás se alguém dissesse que ela não come a 3 dias, não causaria espanto.Um blush sob o que deveriam ser maçãs do rosto, não fossem duas depressões ao invés de bochechas, tentava disfarçar a falta de saúde da garota. Seria uma aspirante a modelo? Talvez. Ou simplesmente mais uma vítima desta moda idiota, que cultua cabides de ossos humanos. Eu poderia ter sentido pena daquele estado lastimável dela, mas não pude. Além da magreza, uma impáfia e uma antipatia a acompanhavam. E como se não bastasse, ela se achava a última coca-cola gelada do deserto! Faça-me o favor! Uma senhora gordinha teve que se apertar para passar perto da moça, que fez uma cara de nojo, como se a coitada tivesse lepra, além dos quilos a mais. Isso é que é ter ódio de gordura: até mesmo da gordura alheia! Continuei observando a criatura, e vi que não apenas eu rejeitava aquilo como padrão de beleza, porque nenhum dos jovens rapazes presentes a olhavam com cobiça, como geralmente o fazem ao ver uma moça bonita.
Muitas coisas me passaram pela cabeça. A notícia das duas moças que morreram recentemente de anorexia (em cidades diferentes), as modelos muito magras impedidas de desfilarem na Espanha e na Índia, os manifestos das sociedades internacionais de endocrinologia se posiscionando contra....enfim, o mundo acordando pra esta barbaridade. E eu, podendo escrever sobre isso sem parecer despeito ou inveja, rsrsrs! É bom ver que não sou a única há tempos indignada com esta ditadura absurda de uma moda desmiolada. Vamos todos aderir ao "desmagrelize já" e sair às ruas em protesto, com barras de chocolate em punho, prontas a atacar! Vamos voltar aos anos 80, onde o certo era ter equivalência entre centímetros e peso. Assim, uma moça de 1,60m, para estar em forma deveria pesar 60 kg. Sei que isso seria praticamente impossível, mas que seria uma boa meta, ah, seria.
E por hoje chega, que eu ainda estou um pouco triste pra ficar escrevendo. Como diria o Zeca Baleiro, eu tava triste/tristinha/mais sem graça que a top model magrela da passarela ;)
Beijos gordinhos! rsrsrs


Postado por Calliope, em 12:15 AM
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